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Agência CBIC

30/05/2017

CINCO PERGUNTAS PARA KARNAL

Nesta entrevista exclusiva ao CBIC Mais, o professor da Unicamp discorre sobre a importância do cultivo da ética nas organizações empresariais, apontando esse atributo como valor estratégico para a atividade econômica no ciclo vivido pelo país. O painel conta com a realização da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e a correalização do SESI Nacional.

Leia os principais trechos:

CBIC MAIS: O cenário brasileiro indica uma mudança nos paradigmas da ética e da responsabilidade social. Na sua avaliação, em que direção caminha a sociedade brasileira?

Leandro Karnal: O futuro é sempre difícil de ser previsto, mas o presente é de uma extrapolação no conceito de ética no debate universitário para uma preocupação central nas empresas. Muitas empresas passaram a perceber que ética não é um deleite.

C.M.: Em suas aulas e palestras, assim como em alguns dos seus livros, o senhor tem apontado a necessidade de uma mudança na mentalidade do brasileiro para ancorar uma mudança maior, que alcance os Poderes constituídos e a política. Como estimular isso e enraizar uma nova cultura no país?

L.K.: Houve uma mudança ética, conseguida com os recursos de campanhas educativas, multas, coerção e consenso. É a mesma forma com que o cinto de segurança entrou na mentalidade do brasileiro. E nós podemos mudar atitudes através de educação e coerção, ou seja, multas, prisões; e educação. As duas coisas produzem muito resultado, pois quanto mais educação menos coerção.

C.M.: Setores organizados da economia, como a construção civil, fazem um forte movimento em defesa do cultivo de valores como a transparência e a responsabilidade social. Que proveito o setor produtivo pode tirar do cenário atual para induzir mudanças nessa direção?

L.K.: À medida em que grandes empresas estão sofrendo ataques a sua imagem, até a liberdade de seus líderes, pagando multas milionárias em função do que ocorreu e em função de deslizes éticos. É hora de outras empresas com projetos estruturados quanto à ética ocuparem esse espaço. É uma das coisas boas no mundo da concorrência.

C.M.: Na sua avaliação, qual pode ser o papel de entidades setoriais e empresários na construção de um novo ciclo de desenvolvimento para o país, ancorado nos atributos da responsabilidade social, da sustentabilidade e da transparência?

L.K.: Eu acredito que as entidades e as empresas, os empresários e suas organizações, têm que entender quanto o mal quanto e o bem são contagiosos. Os bons exemplos e os maus exemplos contaminam todos os setores da pirâmide. Infelizmente o bem contagia de forma lenta e o mal é contagioso de forma epidêmica. Os dois são contagiosos. Desta forma é possível dizer que as pessoas começam a entender que organização de cunho federativo, confederativo e local tem a função de difundir valores, fazer encontros como esse, promover encontros, trazer palestrantes, promover dias de ética, semanas de compliance, promover códigos de ética.

C.M.: O senhor liderou um dos painéis mais esperados do 89º ENIC. Qual a importância do diálogo com o setor e qual mensagem o senhor gostaria de deixar?

L.K.: Eu gostaria de deixar a mensagem que a vida ética, em qualquer sentido da palavra, vale a pena. Ela é a vida válida e é a vida estruturada. Tal como o setor da construção, sem o alicerce da proposta não existe resultados. A ética é o alicerce dos valores e sem isso não existem resultados. Empresas que apostaram em resultados sem valores hoje gozam da hospitalidade de Curitiba. É preciso insistir que a construção e suas empresas são chamadas no país onde a ética não seja apenas de um governante ou um grupo de deputados, mas sim o comprometimento de toda a nação. Professores, intelectuais, empresários e funcionários entendendo que trabalho, esforço e vida ética são construtivos o resto é tudo demolidor. A falta de ética é uma espécie de droga. Ela produz um efeito imediato e também a dependência. A vida construída na falta de ética, ela é inconstante, tem altos e baixos, e sempre corre o risco de ver o projeto desaparecer. O futuro está na ética sempre só empresas que contratam legalmente, não sonegam impostos e tem comprometimento com o meio ambiente, com o trabalhador, podem pensar de fato no futuro. Não é uma questão mais de ser bom e sim de ser estratégico.

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