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Agência CBIC

13/11/2015

Cidades Amigas no Futuro

Essa é a nova bandeira da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC

Ter Cidades Amigas no Futuro. Esta é a ideia de um projeto que está sendo desenvolvido pela Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CII/CBIC), presidida por Flávio Prando. Liderado pelo arquiteto Arthur Parkinson, que coordena o projeto de Desenvolvimento Urbano da entidade, a CBIC buscará parcerias com o Senai Nacional e o Instituto Jaime Lerner para colocar em prática o plano de fazer um manual apartidário com uma releitura do Estatuto da Cidade, dentro de uma nova cultura urbana, atenta à descontinuidade das ações de projetos por questões ideológicas e falta de comprometimento com a gestão pública e os anseios da sociedade. A intenção é incorporar no manual uma visão de longo prazo, com todos os fundamentos de planejamento e gestão, para que a comunidade possa participar dos grupos que estão gerindo o espaço urbano. “A ideia é que a gente venha a ter, por meio de sistemática de planejamento e de gestão das cidades, num futuro mais próximo possível, Cidades Amigas, onde o cidadão tenha qualidade de vida, mobilidade urbana que privilegie o pedestre e o transporte público, educação e habitação”, destaca Parkinson. O Estatuto da Cidade (Lei 10.257/2001) regulamenta o capítulo Política Urbana da Constituição Federal e tem como princípios básicos o planejamento participativo e a função social da propriedade. 

“Hoje percebe-se uma dificuldade muito grande entre os círculos das pessoas físicas que são governo, iniciativa privada e mundo acadêmico. Essas pessoas não se encontram. O nosso objetivo é que haja uma área de interseção entre esses três círculos. Quanto maior essa área, melhor para o cidadão que mora nas cidades”, enfatiza Parkinson. “A ideia é que as pessoas enxerguem o setor como aliado e não como um predador do meio ambiente”, enfatiza o arquiteto. Para isso, no entanto, é preciso resolver paulatinamente os problemas que provocam insegurança jurídica no setor. O líder do projeto defende que a melhor forma de proteção ao meio ambiente é a ocupação planejada e ordenada, permitindo que o licenciamento seja fiscalizado e, sobretudo, respeitado, e que a função social da propriedade seja atendida. O trabalho buscará o apoio da Comissão de Meio Ambiente (CMA) da CBIC, presidida por Nilson Sarti, e do economista Sandro Pincherler.  

A ideia foi apresentada aos participantes do 87º Encontro Nacional da indústria da Construção (Enic), no último mês de setembro, em Salvador, durante painel da CII/CBIC. Na ocasião, Parkinson destacou que a nova cultura urbana demanda espaços urbanos mais seguros, com maior mobilidade e mais sustentáveis, mas para isso defende que é preciso uma mudança de paradigma. “Isso não vai acontecer da noite para o dia, mas o importante é que se for levar 25 anos será a partir do dia em que começar”, enfatiza. O objetivo é provocar o debate do manual junto a autoridades locais e líderes comunitários das cidades, por meio da rede de profissionais treinados. “Será um trabalho de formiguinha. É uma mudança grande de paradigma, uma vez que a ideologia é a da Cidade Amiga”, destaca.  

Os participantes do 5º Complan – Seminário Internacional sobre Comunidades Planejadas do Brasil, promovido pela Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil (Adit Brasil), também tiveram a oportunidade de conhecer ontem (12/11) a nova proposta da CBIC. O tema foi abordado pelo líder Artur Parkinson, durante o painel Uma nova cultura urbana: as tendências urbanísticas unindo o setor público e a iniciativa privada e as PPPs urbanas. Na ocasião, Parkinson destacou o que a iniciativa privada, junto com o Poder Público, pode fazer pelas cidades, ressaltando as diretrizes desse projeto da CBIC que tem como principal objetivo pensar o desenvolvimento urbano das cidades do futuro.

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