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AGÊNCIA CBIC

22/02/2024

CBIC, Sinduscon-DF, Caixa e IBGE se reúnem para debater Sinapi na região

Desde 2013 a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), por meio da Comissão de Infraestrutura (Coinfra), tem participado do processo de revisão e atualização do Sinapi. A iniciativa tem como objetivo garantir uma melhor qualidade dos orçamentos de obras e, consequentemente, assegurar um preço mais justo nas licitações, destacou o vice-presidente de infraestrutura da CBIC, Carlos Eduardo Lima Jorge, durante o evento “Desmistificando o Sinapi – uma referência confiável”, realizado no Sinduscon-DF, em Brasília, nesta quarta-feira (21). 

A parceria firmada entre Sindicatos da Indústria da Construção, Caixa Econômica Federal e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que não cabe mais que construtores e contratantes estejam cada um de um lado da mesa, ambos precisam estar do mesmo lado, buscando soluções e crescimento no desenvolvimento com a troca de informações e diálogo, afirmou Lima Jorge. 

O vice-presidente de infraestrutura da CBIC destacou ainda o esforço na manutenção de um sistema do índice de preços – Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) – e reconheceu o trabalho realizado pelo IBGE. “São inúmeras composições unitárias, com o IBGE fazendo coletas de preços em um país de dimensão continental e com diversas características regionais”, apontou. 

De acordo com Lima Jorge, o avanço dos debates durante os seminários do Sinapi, que está na sua 56ª edição, comprovam o grau de responsabilidade dos orçamentistas, públicos ou privados, para trazer e customizar os projetos a partir da referência que tem o Sinapi. “Nós sabemos que não é um molde exato para ser utilizado em cada projeto. O Sinapi oferece ferramentas para que a gente possa analisar e customizar visando realizar as adaptações necessárias. Adaptações essas que também devem ser recebidas positivamente pela administração pública e permitidas pelos órgãos de controle”, disse. 

O seminário vem trazendo informações importantes para o enriquecimento, principalmente dos orçamentistas, apontou o consultor e gestor do Projeto de Revisão do Sinapi na CBIC, Geraldo de Paula. “Para que o trabalho seja bem desempenhado, não adianta o orçamentista não conseguir reproduzir o preço justo, que representa o mercado, e que vai permitir uma competitividade saudável para as construtoras”, pontuou.  

Durante a abertura do evento, o presidente do Sinduscon-DF, Adalberto Valadão Júnior, destacou a importância do evento e do nivelamento das informações entre o setor privado, o setor público e órgãos licitantes. “É essencial contarmos com a participação de funcionários públicos, pessoas que botam a mão na massa e que, de fato, fazem as licitações para buscarmos um alinhamento em relação ao Sinapi”, disse. 

O superintendente nacional da Rede Executiva de Governo, Emerson Leal Rocha, destacou que nos últimos onze anos a parceria entre Caixa e CBIC tem promovido um encontro importante para o setor da construção e toda a cadeia produtiva. Rocha reafirmou também que a parceria com IBGE e Sinduscons tem sido de grande valia para o progressivo aperfeiçoamento do Sinapi, uma vez que o setor aponta e oferece feedbacks sobre as dificuldades baseadas nas diversas características regionais do país. 

“A Caixa, por meio da gerência nacional de padronização e normas técnicas, e toda rede produtiva que está espalhada nas 72 unidades que temos Brasil afora, coloca-se a disposição para viabilizar o desenvolvimento sustentável dos municípios uma vez que somos o principal parceiro estratégico do governo federal para a operacionalização tanto de políticas públicas por meio de investimento e infraestrutura e habitação, esses investimentos garantem a qualidade de vida de toda a população. Essa missão passa pelo Sinapi, que tem apoiado o trabalho técnico dos governos em todas as suas esferas e dos parceiros privados no cumprimento dessa missão”, disse Rocha. 

De acordo com o presidente da Asbraco, Afonso Assad, visando abrir o debate, os encontros realizados entre as entidades foram quebrando as barreiras sobre o Sinapi nos últimos anos. “Esse diálogo é para que a gente possa apresentar as dificuldades do setor. Nós, que estamos na linha de frente, executando as obras, precisamos levantar uma tabela de referência confiável, para que a gente possa ter os orçamentos com tranquilidade”, enfatizou. 

“Eventos como este são importantes para que sigamos uma mesma linha de raciocínio, aproximando as equipes técnicas envolvidas como órgãos públicos, setor produtivo e órgão de controle. É importante fomentar o debate para convergir preços e composições que possam refletir melhor as nossas obras, com aquilo que a gente executa no nosso dia-a-dia”, pontuou o secretário de obras do Governo do Distrito Federal, Luciano Carvalho

Para iniciar os debates, o gerente nacional de Padronização e Normas Técnicas de Governo da Caixa, Alexandre Cayres, esclareceu que o Sinapi funciona como uma referência técnica e que pela complexidade do setor, infelizmente, não é possível atender todas as demandas. “Nós já temos mais de 10 mil composições de custo aferidas, com quase seis mil insumos. Podemos trabalhar na metodologia para que outras instituições também possam fazer composições complementares e usar como fonte base”, disse. 

Representantes da Caixa, o gerente executivo do Sinapi do banco, Mauro de Castro, e o gerente executivo do Sinapi, Arnaldo Lopes, realizaram a apresentação sobre “A Ferramenta Sinapi: Procedimentos e Metodologias da Formação dos Custos”, destacando as metodologias utilizadas pela Caixa para o desempenho da tabela Sinapi e esclareceram dúvidas dos participantes. 

Já o IBGE, representado pelo coordenador de índices de Preços no IBGE,  Gustavo Vitti, e pelo gerente do Sinapi no Instituto, Augusto Sérgio de Oliveira, apresentaram informações sobre os procedimentos do Instituto na metodologia utilizada para a coleta de informações de preços e aplicabilidade do Sinapi.

Responsável pela condução do evento, Tereza Cavalcanti, vice-presidente do Sinduscon-DF, agradeceu a participação de todos os participantes e destacou o encontro como uma oportunidade ímpar. “A parceria Sinduscon, CBIC, Caixa, IBGE e Asbraco é muito importante para o melhor entendimento da planilha e sua melhor aplicação”, confirmou. 

Pedro Ferreira, suplente da vice-presidência do Sinduscon-DF, foi responsável pela mediação das perguntas aos participantes e pontuou aos palestrantes a insegurança dos orçamentistas em relação a assumir mudanças de composição como uma das principais causas da dificuldade na elaboração de orçamentos. 

“O Sinapi precisa melhorar, ao lado de condições de licitação que valorizam o bom orçamento, a boa empresa, a responsabilidade”, afirmou Lima Jorge.

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