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02/06/2017

CBIC E BANCO MUNDIAL DEBATEM NO ENIC O POTENCIAL ECONÔMICO DOS EMPREENDIMENTOS SUSTENTÁVEIS

A CBIC está construindo uma parceria com o IFC para trazer ao Brasil o Excellence in Design for Greater Efficiencies (Edge) , sistema de certificação criado pelo fundo do Banco Mundial. A plataforma vai ajudar os construtores a reduzirem 20% do consumo nas três áreas mais importantes: água, energia e materiais

A importância da indústria da construção civil para o cumprimento das metas brasileiras de redução de gases de efeito estufa e as oportunidades de negócios que a sustentabilidade pode trazer ao setor foram debatidos no primeiro dia do 89º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC) no âmbito da Comissão de Meio Ambiente (CMA) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O painel com a presença do coordenador da Aliança Global para Edifícios e Construção (GABC), órgão ligado ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Frédéric Auclair, e do consultor de Cidades e Negócios do International Finance Corporation (IFC), Edward Borgstein. O IFC é o braço do Banco Mundial (Bird) para o financiamento privado.

A indústria da construção civil tem um papel fundamental nos esforços nacionais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa porque, segundo estimativas do Bird, o setor representa 18% do total das emissões mundiais, além de ser responsável por 60% do uso da energia e 25% do uso total de água.

A GABC foi lançada na Conferência de Clima da ONU em 2015 (COP 21) e tem por objetivo reunir iniciativas transformadoras em todo o mundo para compartilhar essas experiências e, desta forma, potencializar os negócios sustentáveis respeitando as especificidades de cada nação. Como exemplo, Auclair mencionou a construção de moradias na África, em cidades muito quentes e sem infraestrutura, onde estão sendo construídas casas sem o uso de cimento e com ventilação natural.

Segundo Auclair, a instabilidade política do Brasil que tem afetado a economia e espalhado insegurança para os investimentos é uma realidade em outros países também e a Aliança tem trabalhado para avançar na agenda e fazer dos edifícios ecologicamente corretos uma realidade, mesmo dentro destes cenários. “Existem bilhões de dólares em fundos verdes de investimento e precisamos trazer isto para o setor da construção civil”, afirmou.

Com objetivo de tornar a construção sustentável no Brasil uma agenda positiva tanto para o setor público quanto para o setor privado, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) está construindo uma parceria com o IFC para trazer ao Brasil o Excellence in Design for Greater Efficiencies (Edge) , sistema de certificação criado pelo fundo do Banco Mundial. O objetivo da ferramenta é ajudar os construtores a reduzirem 20% do consumo nas três áreas mais importantes: água, energia e materiais. A certificação se diferencia das demais que já existem no mercado por ser mais acessível e estar ao alcance das médias e pequenas empresas.

Para o presidente da Comissão de Meio Ambiente da CBIC, Nilson Sarti, o uso da ferramenta no Brasil  será um divisor de águas: “É uma ferramenta simples, que permite uma moradia de qualidade com melhor custo final. A ferramenta é online e gratuita. Não existe custo para usá-la para medir o desempenho da construção. Só é preciso pagar para obter a certificação. O valor é acessível para os pequenos e médios e ter a certificação Edge é ter um selo com a credibilidade do Banco Mundial”.

Segundo Edward Borgstein, o IFC investiu US$ 6 bilhões em 221 projetos transformadores nos últimos quatro anos e já levou o Edge para 125 países emergentes. A CBIC, por sua capacidade técnica e conhecimento de mercado, se mostrou o parceiro ideal para implantar a tecnologia no Brasil. A partir de junho, workshops serão realizados pela entidade em São Paulo, Minas Gerais, Rio Janeiro e Ceará para treinar construtoras e entidades filiadas no uso da ferramenta. O empenho da CBIC vai ao encontro do compromisso que o Brasil assumiu em 2015 durante a COP 21  de aumentar para 45% a participação das energias renováveis na matriz energética até 2030.

“Estamos alinhados aos compromissos da COP 21. Não podemos estar descolados do que o mundo está fazendo. A sustentabilidade não será mais uma questão de opção. Em breve, teremos protocolos e códigos internacionais exigindo obras sustentáveis. Só estamos nos adiantando e trabalhando para construir cidades melhores para nossa sociedade”, avaliou Sarti.

Em um momento de crise como a que o Brasil vive, optar por empreendimentos sustentáveis pode fazer a diferença para alavancar os negócios. A economia de água e energia impactam no valor do condomínio e a taxa mensal já faz diferença na hora do consumidor optar por um imóvel. Além disso, algumas cidades brasileiras, incluindo capitais como Salvador, Goiânia e Curitiba, já concedem desconto no IPTU para imóveis que adotaram medidas sustentáveis. Empreendimento sustentável não significa empreendimento mais caro. Por isso, explica Sarti, a possível ampliação do custo da obra é, na verdade, um investimento porque o retorno é garantido.

SUSTENTABILIDADE, COMO OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO – Estudo divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), na última terça-feira (23), corrobora isso. O estudo afirma que o mundo precisará investir US$ 6,3 trilhões por ano, até 2030, em infraestrutura. Se este investimento for feito de forma sustentável, é preciso investir mais US$ 0,6 trilhão, principalmente por conta de investimentos em tecnologias no setor de transporte e energia renovável. Mas como as energias renováveis como eólica e solar não precisam de combustível, a economia anual pode chegar a US$ 1,6 trilhão por ano. O suficiente para cobrir os custos adicionais e garantir retorno.

A OCDE acredita que o investimento em infraestrutura verde faria com que, a partir de 2021, a transição energética resultaria em um aumento de 1% do PIB mundial por ano. O relatório da OCDE foi apresentado em Berlim, na Alemanha, em um encontro organizado pelo governo local com representantes de 37 países incluindo o Brasil.

A escolha do país para divulgar o relatório foi pertinente. A Alemanha é um exemplo mundial de  transição para energias renováveis. Desde o ano 2000 o governo concede incentivos para a instalação de painéis fotovoltaicos nas casas e, com isso, a energia solar é competitiva na comparação com fontes energéticas mais tradicionais. Munique, a terceira maior cidade do país, assumiu em 2014 o compromisso de suprir sua necessidade energética com 100% de energia renovável até 2025.

No esforço da indústria da construção civil para minimizar os efeitos das mudanças climáticas são várias as opções que podem ser trabalhadas em um empreendimento. A instalação de painéis fotovoltaicos é uma delas. O Brasil ainda está longe dos patamares já alcançados pela Alemanha, mas tem dado os primeiros passos com assertividade. No início do mês, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) comemorou a marca de dez mil instalações fotovoltaicas pelo Brasil. A maior parcela de unidades consumidoras beneficiadas pelos painéis é de residências (78%), o que mostra o potencial de mercado.

Segundo a Absolar, a quantidade de energia solar que os telhados brasileiros captariam com painéis fotovoltaicos, caso eles estivessem na maioria das casas, superaria a geração total de eletricidade no país. Mas a falta de incentivo do governo e o preço alto da tecnologia são, de acordo com Sarti, fatores impeditivos para a expansão desse sistema gerador de energia.

O cenário, entretanto, está mudando. Com a escassez de chuvas que o país vive, que faz com que as termelétricas sejam ativadas e o preço da energia suba, não será mais prudente ignorar o potencial de energia renovável do Brasil, um dos países com maior incidência solar do mundo. O setor precisa estar em alerta para esta oportunidade.

Este painel da Comissão de Meio Ambiente durante o 89°ENIC é uma realização da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) que conta com a realização do SENAI Nacional.

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