AGÊNCIA CBIC
CBIC debate programa Minha Casa, Minha Vida
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) debateu, nesta quinta-feira (23), propostas de alteração do Minha Casa, Minha Vida, em discussão no Congresso Nacional, na busca de sugestões para adequar parte das regras do programa. O aumento de subsídios para famílias de baixa renda, inclusão da economia informal para ampliar a concessão de crédito para moradia, recorte territorial dos recursos foram alguns dos pontos abordados no Diálogos CBIC: Minha Casa, Minha Vida, conduzido pelo presidente da CBIC, José Carlos Martins, com a Comissão de Habitação de Interesse Social (CHIS).
A necessidade de aumentar os subsídios para a população de mais baixa renda e de preservar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foram assuntos ressaltados por participantes da reunião. “É preciso equacionar a melhoria do subsídio sem matar os recursos do FGTS”, afirmou Martins. Neste ano, foram destinados R$ 9,5 bilhões para o programa, grande parte para a retomada da Faixa 1.
Na reunião, dificuldades também foram apontadas quanto à inflação, que pode alterar os preços dos materiais e impactar o custo da construção. No entanto, a hipótese de qualquer gatilho de reajuste foi descartada no debate. O presidente da CHIS, Carlos Henrique Passos, afirmou que a estabilidade do preço do imóvel resgatou a confiança do comprador que assume a dívida porque sabe o quanto vai pagar.
Os participantes também consideram o teto do valor das construções ainda abaixo da necessidade de mercado. Outro ponto em discussão foi a dificuldade de comprovação de renda de quem busca crédito para a aquisição da moradia. Uma questão levantada na reunião, mas ainda sem resposta é como incluir a economia informal na obtenção da moradia, diante da perda de renda da população. “Nosso desafio é fazer com que o produto caiba no bolso do morador”, afirmou Martins.
Os participantes também debateram o recorte territorial para o acesso aos recursos do programa, embora sem apresentar uma conclusão. No entanto, foram enfáticos ao defenderem a união de todos para a superação dos eventuais problemas. “Precisamos estar todos juntos na negociação como governo ou vamos perder”, destacou Maria Henriqueta Alves, consultora da CBIC. Em seguimento às articulações em torno das regras do programa, José Carlos Martins disse que a CBIC terá uma reunião com parlamentares em março.























































































