AGÊNCIA CBIC
CBIC debate financiamento e MCMV em Rodada de Negócios da Habitação da CHIS
A execução do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), o orçamento do FGTS e do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e os desafios para ampliar a produção habitacional estiveram no centro da 4ª Rodada de Negócios da Habitação, promovida pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), por meio da Comissão de Habitação de Interesse Social (CHIS), nesta quinta-feira (20), em Brasília. O encontro reuniu membros da comissão, representantes da construção e do governo para discutir medidas relacionadas ao avanço da habitação de interesse social.
As oportunidades para o MCMV e a execução do FGTS e do FAR em 2026 estiveram no centro do debate do encontro. O vice-presidente de Habitação de Interesse Social da CBIC, Clausens Duarte, ressaltou a atuação conjunta entre os representantes do setor e a importância de discutir os temas. “A colaboração é muito importante dentro da nossa comissão, porque são muitos os temas e contamos com uma participação colaborativa. A gente conta e tem o privilégio de ter colaborando com a gente inúmeros CEOs do Brasil todo”, disse.
Os representantes do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica Federal apresentaram informações sobre o mercado habitacional, a execução dos programas e as perspectivas para as contratações. O secretário Nacional de Habitação, Augusto Henrique Rabelo, afirmou que o governo trabalha para ampliar a execução dos recursos. “Com relação ao FAR, autorizamos contratar 30 mil unidades e queremos contratar até 100 mil. Tem cidades que estão com uma demanda represada e estamos focando para que as contratações em todas as modalidades aconteçam de maneira plena.”
O superintendente de habitação da Caixa, Raul de Oliveira, também destacou o cenário positivo das contratações e apontou a necessidade de aperfeiçoamentos diante dos níveis de inadimplência nas faixas de menor renda. “Estamos vivendo o melhor ano, vamos bater todos os recordes de contratação. O momento é muito bom.” Segundo ele, os dados de inadimplência serão divulgados posteriormente e devem subsidiar a discussão de medidas para o programa. Oliveira também destacou o MCMV-Cidades, que reúne recursos do programa com aportes de estados, municípios e emendas parlamentares, como instrumento com potencial de expansão.
Na discussão sobre o FAR, o superintendente nacional da Caixa, Alexandre Cordeiro, da Caixa, apresentou dados das contratações realizadas em 2025 e 2026 e afirmou que há expectativa de execução do orçamento disponível até dezembro, com aproximadamente 100 mil unidades da Faixa 1. “Estamos otimistas que vamos conseguir aplicar esse orçamento até o fim do ano”, disse.
Outro ponto levado à discussão foi a dificuldade de contratação formal de trabalhadores pela construção. Clausens Duarte defendeu uma interlocução com o governo para enfrentar o problema. “Nós precisamos fazer uma interlocução com o governo para resolver esse problema. Somos um setor que contrata, nossas empresas têm compromisso com a legalidade e não conseguimos contratar com carteira assinada. Precisamos atrair a mão de obra de volta para a formalidade.”
A rodada também contou com uma palestra do consultor-geral de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, Ricardo Alberto Volpe, que apresentou o funcionamento do processo orçamentário e destacou a importância da participação do Congresso na definição da aplicação dos recursos. “Hoje quem manda no dinheiro é o Congresso”, afirmou. Durante o debate, também foi discutida a criação de um grupo de trabalho da CHIS para conseguir debater junto ao Congresso para buscar novas fontes de financiamento para a habitação.
Durante o encontro, o presidente-executivo da CBIC, Fernando Guedes Ferreira Filho, destacou o caráter técnico e propositivo da Rodada de Negócios na construção de propostas para o setor. “O importante é ressaltar e exaltar esse ambiente de discussão. Mais uma vez, não existe um ambiente tão técnico e tão propositivo como a CHIS da CBIC”, afirmou. O presidente da CBIC, Eduardo Aroeira, o vice-presidente financeiro da entidade, Alfre Brêda e Renato Correi, presidente do Conselho Consultivo, também participaram da reunião.
























































































