Logo da CBIC

AGÊNCIA CBIC

11/09/2026

Eduardo Aroeira destaca ao ministro do Trabalho impactos do fim da escala 6×1 na construção

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Eduardo Aroeira Almeida, destacou nesta sexta-feira (11), em João Pessoa (PB), os impactos que o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho podem provocar na construção. O tema foi abordado durante encontro com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e representantes do setor produtivo e dos trabalhadores.

Aroeira ressaltou que a construção reconhece a importância do debate sobre a qualidade de vida dos trabalhadores, mas considera fundamental que eventuais mudanças levem em conta as características de cada atividade econômica e seus possíveis reflexos sobre emprego, custos, investimentos e produção.

“Concordamos com a premissa de garantir ao trabalhador mais tempo para sua vida pessoal. O que defendemos é uma discussão ampla, que permita construir uma solução capaz de oferecer esse avanço sem comprometer a atividade econômica. É preciso considerar as particularidades de cada setor e avaliar com cuidado os impactos das mudanças”, afirmou.

Impactos para a construção

A preocupação da CBIC está relacionada principalmente à forte dependência de mão de obra na construção e à dificuldade que as empresas já encontram para preencher vagas em diferentes regiões do país.

Segundo estimativa da entidade, uma redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, mantidas as atuais condições de produção, poderia gerar uma necessidade adicional de cerca de 300 mil trabalhadores no setor.

Para a CBIC, esse impacto precisa ser considerado em um cenário no qual a construção desempenha papel estratégico na produção de moradias e na execução de obras de infraestrutura, além de ser uma importante geradora de empregos no país.

“Na construção, estamos falando de uma atividade intensiva em mão de obra e que já enfrenta dificuldades de contratação. Uma mudança dessa dimensão tem reflexos diretos na organização dos canteiros, nos custos e nos prazos das obras. Isso pode chegar à ponta, afetando a produção de habitação e infraestrutura”, afirmou Aroeira.

Durante o encontro, o presidente da CBIC também destacou o diálogo mantido pela entidade com o Ministério do Trabalho e Emprego e defendeu que a discussão seja aprofundada, com a avaliação dos efeitos da proposta e de alternativas que considerem as particularidades da construção.

“Temos uma oportunidade de construir uma solução equilibrada. A CBIC está aberta ao diálogo e quer contribuir tecnicamente para que essa discussão considere seus efeitos sobre os trabalhadores, as empresas e a economia. É fundamental preservar empregos, investimentos e a capacidade do setor de continuar entregando as moradias e a infraestrutura de que o Brasil precisa”, completou.

COMPARTILHE!

Calendário

Seg

Ter

Qua

Qui

Sex

Sab

Dom

Parceiros e Afiliações

Associados

 
 

Clique Aqui e conheça nossos parceiros

Afiliações

 
 
Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.