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01/08/2011

Captação sofisticada desafia a Caixa

"Cbic"
01/08/2011 :: Edição  147

 

Jornal Valor Econômico/BR 01/08/2011
 

Captação sofisticada desafia a Caixa

Bancos: Instituição tem funding assegurado até 2012 e testa canais externo e doméstico

 Com uma carteira de crédito que superou R$ 205 bilhões em junho deste ano, a Caixa Econômica Federal começou a buscar recursos no exterior e está revendo sua estratégia de captação. Para fazer frente à expansão de 17% apenas no primeiro semestre, a instituição fez algumas captações de recursos junto a bancos americanos e europeus, no valor de US$ 400 milhões, desde o fim do ano passado. Foram empréstimos interbancários com prazo de seis meses e custos que giram em torno de 96% do DI, já incluindo o hedge cambial.
 São operações pequenas que ainda não resolvem nosso problema de alongamento das captações, mas ajudam a colocar as taxas para baixo, disse Márcio Percival, vice-presidente de Finanças da Caixa. Essas contratações, porém, deixaram de ser interessantes depois da elevação do IOF para empréstimos com prazos inferiores a dois anos, promovida pelo governo em abril. Com o tributo, os custos dos recursos externos subiram para algo entre 110% e 112% do DI.
 A estratégia da Caixa, no entanto, é mais ampla. Percival explicou que a nova direção, que assumiu em março, pretende fazer uma mudança radical na área internacional, ampliando os acordos com bancos estrangeiros no exterior para reforçar o funding externo da Caixa. Até mesmo o financiamento de empresas brasileiras no exterior está no radar do banco estatal. A ideia é começar essa experiência com instituições latino-americanas.
 A Caixa retomou, também, as prospecções para preparar uma emissão de títulos de longo prazo no exterior (bond). A primeira operação deve sair no fim deste ano, disse Percival, mas esse é um processo mais longo e bem mais complicado, que dependerá das condições do mercado internacional.
 Há um ano a Caixa tomou uma decisão estratégia da qual a ofensiva externa em busca de diversificação de funding é apenas uma parte. O dilema que se colocava então era continuar crescendo para poder concorrer com os grandes bancos, ou minguar e se tornar apenas um originador de crédito imobiliário. A opção foi crescer.
 Nossa perspectiva é de ampliar as captações para fazer frente à expansão da carteira, mas buscamos custos relativamente menores do que o mercado para sustentar nossas linhas de crédito, disse Percival. Queremos aumentar nosso market share e buscar dinheiro lá fora é uma alternativa, completou.
 O banco também reforçou o trabalho no mercado interno. O estoque de CDB chegou a R$ 40 bilhões e a captação de Letras de Crédito Imobiliário (LCI) gira em torno de US$ 1 bilhão por mês. As letras financeiras chegaram a R$ 3 bilhões em emissões privadas e a Caixa estuda ainda a primeira oferta pública de letra financeira, que deve sair nos próximos meses. As taxas estão um pouco acima do CDI e os compradores são investidores institucionais.
 Outro foco é a securitização. Um primeiro teste foi feito com a colocação de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) para clientes pessoas físicas na rede de agências, no total de R$ 230 milhões, com remuneração 10% mais a variação da TR.
 Até fim do ano, a Caixa pretende lançar mais R$ 500 milhões em recebíveis. Essas emissões dependem de avaliação de cenário e taxa de juros. É preciso uma taxa baixa, ou declinante. Vamos avaliar se uma taxa na casa dos 12,5% deixa o produto competitivo ou não. A Caixa aguarda ainda o resultado das operações de venda de CRI para o FGTS, que podem chegar a R$ 2 bilhões
 Segundo Percival, a instituição aposta no mercado de securitização de créditos imobiliários, mas é preciso ter taxas competitivas. Além disso, os outros agentes também precisam operar. Na primeira emissão que fizemos, atuamos como comprador no mercado secundário e também como formador de preço. O papel da Caixa vai ser importante, porque somos um grande originador, mas vamos precisar que outras instituições também entrem nesse mercado.
 Até 2012, a Caixa tem fôlego para atuar de forma agressiva na expansão do crédito. Para este e para o próximo ano esse problema está equacionado, disse Percival. Mas a partir de 2013, para o banco manter taxas elevadas de crescimento da carteira de crédito, será necessário uma maior sofisticação do trabalho de captação.
 O desafio será ainda maior com as novas regras de Basileia 3, em estudo pelo Banco Central (BC). Como lembrou o presidente da Caixa, Jorge Hereda, em recente entrevista ao Valor, se as regras vierem como estão sendo comentadas, a instituição precisará de um aporte de capital ainda maior do que os bancos privados, devido ao volume de ativos de capital nível 2. Basileia 3 praticamente acaba com o uso de capital de nível 2 (dívida subordinada, ações preferenciais, entre outros) na composição do patrimônio de referência que delimita a alavancagem dos bancos. E os bancos públicos são os que mais usam desse capital.
 A necessidade de capital não livraria a Caixa de novos aportes do Tesouro Nacional a partir de 2013, ou de uma busca de alternativas no mercado de capitais.

"Cbic"

 

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