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Agência CBIC

29/06/2020

Cadeia produtiva debate retomada da economia e importância do setor

O Diálogos CBIC reuniu importantes nomes da cadeia produtiva da construção civil nesta segunda-feira (29) para debater a melhor forma de colocar a construção civil na pauta do desenvolvimento econômico do país e na retomada do investimento e do emprego e reforçar a importância do setor.

“Hoje, tivemos uma boa notícia com o resultado do Caged. O setor da construção civil foi o segundo que teve menos perda – 18.758 trabalhadores –, fruto do trabalhado de toda a cadeia produtiva, que tem lutado para manter os canteiros de obras abertos e o sustento dos trabalhadores”, avaliou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins.

Sobre a importância do setor, o executivo destacou que a Covid-19 escancarou as deficiências e desigualdades sociais do Brasil – habitação, saneamento, saúde e educação – e que o problema de não colocar dinheiro em investimento é porque o país tem uma máquina pública muito cara.

Questionado se um possível investimento do exterior, em concessões, é suficiente para sustentar as necessidades que vêm pela frente e o que pode ser feito para o desenvolvimento nacional, o presidente-executivo da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Venilton Tadini, destacou que há falsos dilemas que colocam o país em armadilhas do ponto de vista do investimento.

“Já chegamos a investir 5% do PIB na infraestrutura”, diz Tadini, reforçando que há uma falsa dicotomia entre investimento público e privado. “No mundo todo, na infraestrutura, eles são complementares, seja em alguns segmentos ou na sua totalidade”, menciona, completando que é preciso tirar a questão de natureza fiscal como se fosse um óbice ao crescimento do país.

O ideal, segundo Tardini, seria ter dois orçamentos: fiscal, para a parte de despesa e custeio, e de investimento, para a iniciativa privada ter condições de manter, enquanto o estado não lhe transferir o que precisa.

 

Redução da taxa de juros para Pessoa Física

Para a retomada do mercado imobiliário pós-pandemia, o fundador da Tecnisa e membro do Grupo Especial de Incorporadoras do Secovi-SP, Meyer Joseph Nigri, defende que o governo e a Caixa deveriam fazer uma redução ‘violenta’ na taxa de juros do financiamento da Pessoa Física e no comprometimento de renda exigido e, se necessário, fazer o financiamento de 30 anos com repactuação a cada cinco anos. “Com esse sistema, a gente consegue colocar muitas famílias que têm necessidade de comprar o imóvel, porque a prestação fica abaixo do aluguel”, aponta Nigri.

 

A atual situação do país na visão da ArcelorMittal

Na avaliação do CEO da ArcelorMittal Aços Longos, Jefferson De Paula, é preciso aproveitar a crise para melhorar o Brasil em dois pilares: a desigualdade social e a infraestrutura.

“Temos que ter um novo modelo de crescimento no país. Não podemos mais aceitar essa desigualdade social, com déficit habitacional de 7,8 milhões de domicílios. Faltam escolas, hospitais, luz e saneamento básico. Faltam estradas decentes para escoar os materiais. Gastamos mais para transferir o aço para o Nordeste do que o chinês trazer aço para o Brasil. Não tem cabotagem, não tem ferrovia, as autopistas são ruins, falta tudo”, frisa Jefferson De Paula, acrescentando que a cadeia produtiva tem a oportunidade ímpar de ajudar o Brasil a sair dessa crise muito melhor. “A crise é diferente e a saída tem que ser diferente”, reforça.

“O país descobriu 38 milhões de invisíveis, detectados a partir da concessão dos R$ 600. Imagine essas pessoas inseridas no mercado de consumo, imagine que país a gente poderia ter”, avaliou Martins, reforçando que o setor pode construir uma grande nação.

 

País tem espaço para crescer com o mercado de capitais

O fundador da MRV e conselheiro da Associação Brasileira de Incorporações Imobiliárias (Abrainc), Rubens Menin, se disse otimista com o futuro, porque a construção é uma indústria sustentável, que gera crescimento econômico com desenvolvimento social.

“Se conseguirmos fazer todas as reformas necessárias no Brasil – Administrativa e Tributária – e a taxa de juros continuar baixa será uma grande ferramenta para o futuro, porque a gente tem uma necessidade muito grande de infraestrutura e de residência”, ressalta Menin.

Para o fundador da MRV, o grande vencedor vai ser o mercado de capitais. “É importante que tenhamos os recursos da Caderneta de Poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas fazer um projeto de infraestrutura ou de habitação lastreado no mercado de capitais vai inserir muita gente na cadeia produtiva. O setor é grande, mas pode ser ainda maior e entregar mais. Não podemos menosprezar essa taxa de juro. Será uma alavancagem sensacional”, considera.

Ao mostrar como o país ainda tem espaço para crescer, Martins ressaltou que o México tem metade da população nacional e tem a mesma quantidade de trabalhadores.

 

Otimismo com a retomada e o marco legal do saneamento

O presidente da Sherwin-Williams e do Conselho diretivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), Freddy Carrillo, se mostrou otimista em razão do déficit habitacional e dos juros baixos que vão impulsionar o setor  e alavancar o crescimento nacional.

“O fato da construção  civil não ter parado vai trazer uma demanda reprimida para o setor de tintas. O varejo de tintas em junho já começa mostrar sinais de recuperação. O Brasil tem tudo para crescer e dar certo e para a Sherwin-Williams o país é muito importante”.

O presidente do Grupo Tigre e Conselheiro da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Otto Von Sothen, ressaltou que também é otimista com a retomada da economia via setor da construção, mas apontou a necessidade de remover os obstáculos para reduzir o tamanho do Estado para que de fato possa investir em saneamento, educação e saúde.

Segundo Sothen, a aprovação do marco legal do saneamento é emblemática 65 a favor e 13 contra e não importa se quem faz o trabalho é o público ou o privado, mas que o cidadão quer dignidade – esgoto tratado.

Por outro lado, afirmou que para universalizar o saneamento é preciso R$ 300 bilhões de investimento e estima-se o dobro disso como potencial para os próximos anos. “Uma medida aprovado pelo Senado, olha o potencial que ela habilita”, destacou.

Durante o Diálogos CBIC, os representantes da cadeia produtiva também avaliaram a visão do governo às necessidades do setor e as questões da renegociação da dívida tributária pelos entes públicos e da tecnologia.

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