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27/12/2010

Brics devem concentrar as atenções

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26/12/2010 :: Edição 030

Jornal Correio Braziliense/BR|   26/12/2010

Brics devem concentrar as atenções

Os países emergentes liderarão os desembolsos, com expectativa de US$ 40 trilhões nos próximos 20 anos. Grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, servirão como ímãs para a atração de recursos vultosos

 ROSANA HESSEL
 LUCIANO PIRES

 Os países emergentes não serão apenas as alavancas do crescimento global, mas também os motores do investimento em infraestrutura.  Sozinhas, as nações reunidas no acrônimo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) demandarão cerca de US$ 40 trilhões nos próximos 20 anos, conforme estudo do Boston Consulting Group. Como esse movimento não é automático, muitos governos já se mobilizam para tentar atrair o maior fluxo de capital possível. No caso brasileiro, grandes eventos, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, são vistos como ímãs. Os desafios, porém, não são pequenos.

 Carlos Asciutti, sócio da Ernst& Young, diz que o Brasil vive momento semelhante ao dos Estados Unidos na década de 1950 e 1960 – tanto em taxa de crescimento quanto de investimentos.  Mas é a China o exemplo a ser seguido. "Lá, os investimentos têm perfil de longo prazo, de 20 a 50 anos, e, por isso, são mais saudáveis do que os que ocorrem aqui", explica.

 Para Asciutti, a Copa será um grande teste. "Vale lembrar que as obras não podem ficar prontas em 2014, e sim em 2013 pelo menos." Levantamento da E&Y sobre os impactos da competição esportiva no Brasil revela que estão previstos quase R$ 30 bilhões entre investimentos e despesas operacionais. O reflexo direto no Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com o estudo, será de R$ 64,5 bilhões entre 2010 e 2014. Os setores mais beneficiados serão a construção civil, de alimentos e bebidas, serviços, turismo e hotelaria e de energia e saneamento. 

O economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otávio de Souza Leal, destaca que a realização da Copa e das Olimpíadas vai puxar o novelo das aplicações privadas.  "Construção civil, tecnologia, telefonia e turismo claramente serão os mais beneficiados, pois terão investimentos mais pesados", prevê Leal. Paulo Resende, professor da Fundação Dom Cabral, adverte, no entanto, que o país precisa de um plano de longo prazo que consiga ser conduzido por uma agência reguladora independente. Para o especialista, o projeto de gastos alardeado pelo governo é pequeno. "Seria preciso três vezes mais, em todos os setores, para suportar o crescimento da economia atual e corrigir os gargalos", afirma Resende.

 Analistas consultados pelo Correio avaliam que o suporte oficial dado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deve ser louvado, mas não é suficiente para equacionar todas as deficiências. "Os dados dos investimentos do PAC ainda são modestos, pois representam bem menos de 4% do PIB para os próximos quatro anos", destaca Maurício Endo, sócio da consultoria KPMG, que chama a atenção para os aeroportos brasileiros.  "Os gastos de R$ 5,5 bilhões previstos pela Infraero nos aeroportos das 12 cidades que sediarão a Copa são poucos. Além disso, a empresa tem tido dificuldade em realizar as obras, que estão atrasadas", reforça.

 Mão de obra

O economista e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Robson Gonçalves lembra que, além de uma estratégia de infraestutura, é preciso uma específica para a educação. "É preciso envolver a participação de cérebros.  O país sofre carências típicas de mão de obra qualificada, o que acaba travando o desenvolvimento", completa.

 Manuel Rossitto, diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), concorda: "Nosso principal e maior gargalo é mão de obra. Estamos entrando em uma era de pleno emprego. Na construção civil, o cenário é esse.  Além disso, 30 milhões de pessoas entraram na sociedade de consumo", diz. O problema, adianta Rossitto, é que, não bastassem os dramas históricos de formação e qualificação, o próprio engessamento da máquina pública atrapalha.

 "O Estado tem de se preparar para ser um bom gestor." A infraestrutura de comunicação é um ponto positivo para o país. Maduro, o setor não apresenta gargalos estruturais como outras áreas revelam ter, avalia o diretor executivo do Sinditelebrasil, Eduardo Levy. As operadoras de telefonia pretendem investir R$ 80 bilhões nos próximos anos e esse aporte, nas projeções do especialista, será suficiente para acompanhar o forte crescimento da demanda. "Os investimentos serão direcionados para a tendência tecnológica que for surgindo", resume Levy, lembrando que, a cada minuto, 25 novos clientes de banda larga ativam suas contas.

 Em energia elétrica, os obstáculos que se apresentam hoje e para o futuro também são proporcionalmente menores, destaca o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales. As distribuidoras se comprometeram a investir mais US$ 7 bilhões nos próximos anos em geração e transmissão, o que afasta qualquer perigo de apagões ou estrangulamentos. "São recursos suficientes para garantir a oferta de energia diante da demanda para os próximos anos", afirma.

 Na opinião dele, o maior problema é a carga tributária. "O principal algoz do consumidor são os tributos, além dos encargos criados pelo governo. As pessoas nem se dão conta de tanto imposto que pagam."

 DIVERSIFICAÇÃO DA MATRIZ

 O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, destaca que, diante da descoberta do petróleo da camada pré-sal, um dos maiores desafios do Brasil será diversificar a matriz energética e continuar mantendo-a limpa. O ministro de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, concorda. Ele reconhece as limitações ambientais, cada vez maiores, para a construção de usinas hidrelétricas. Para Zimmermann, um dos papéis do Estado é o de estimular a ampliação das fontes e continuar atendendo à expectativa de crescimento do país.

 Até 2019, as projeções indicam que não haverá falta de energia. Pires recomenda ajustes estruturais no setor e destaca que o aumento da exploração do gás da Amazônia é uma alternativa viável, que pode ser aproveitada com responsabilidade.

 … e os desafios brasileiros SETOR ELÉTRICO

 Investimento estimado até 2022: R$ 385 bilhões Consumo de energia elétrica previsto para 2030: entre 847 TWh e 1.244 TWh Gargalos: eficiência energética, poucas fontes, irregularidade nos investimentos Empreendimentos em operação: 2.324 (11.496.618 kW de potência) Ampliação contratada: 48.072.256 kW (148 projetos em andamento e 474 outorgados) Matriz nacional: 67% hidroelétrico e 10% gás

 Necessidades: Brasil precisa agregar 6.300 mil MW até 2019 para atender o crescimento econômico dos próximos 10 anos. É necessária a instalação de 35.245 MW nos próximos 10 anos, desse total, quase 70% respondem a projetos leiloados e em construção, como Jirau (R$ 9 bilhões), Santo Antônio (R$ 9,5 bilhões) e Belo Monte (R$ 19 bilhões). Entre 2014 e 2019, está prevista a execução de 39 projetos de hidrelétricas que, juntas, somam 22.251 MW. As fontes alternativas de energia devem responder por 14.655 MW, o equivalente a uma Itaipu.

 Expectativa de investimentos do PAC 2 em: hidrelétricas: R$ 116 bilhões; fontes alternativas (eólica e biomassa): R$ 9,7 bilhões; linhas de transmissão: R$ 37,4 bilhões; Angra 3: R$ 9,9 bilhões RODOVIAS Participação: 61% das cargas transportadas dentro do país Malha total pavimentada: 211,6 mil Km Investimento necessário até 2022: R$ 183,5 bilhões Gargalos: irregularidade na contratação de obras (recuperação e manutenção), deficiência na fiscalização, burocracia excessiva, pedágios em algumas concessões acima do previsto, acidentes em excesso Principais projetos: Expansão da malha em 7.914 km e manutenção de 55 mil km Investimento total: R$ 50,4 bilhões

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