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16/09/2014

Brasil, entre a recessão e o crescimento

"Cbic"
16/09/2014

Economia & Negócios – Agência Estado

Brasil, entre a recessão e o crescimento

A recente divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) denotando dois trimestres sucessivos de desempenho negativo configurou o que se caracteriza como recessão "técnica". O adjetivo faz sentido, porque, obviamente, embora os dados sejam inquestionáveis, há que considerar outros fatores na análise da real situação econômica. Como aspectos negativos, temos a queda no desempenho dos investimentos, de 5,3%, no 2.º trimestre do ano; na indústria (-1,5%); e nas importações (-2,1%). De outro lado, há uma reação nas exportações, que cresceram 2,8%, beneficiadas pela recuperação gradual da economia dos EUA, o que ampliou a demanda para nossas vendas a este país.

Embora o mercado de trabalho venha sendo negativamente afetado pelo nível de atividade econômica, especialmente na indústria, o quadro geral de emprego e renda continua positivo. Em julho, o saldo de geração de empregos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, foi de 11,8 mil vagas. Embora esse resultado seja bem inferior ao saldo de 25,4 mil vagas, no mês anterior, e de 41,5 mil vagas, no mesmo mês do ano passado, destacam-se os saldos positivos na construção civil (+3 mil), em serviços (+11,9 mil) e na agricultura (+10 mil). Por outro lado, houve saldo negativo na indústria de transformação (-15,4 mil), que a cada mês segue fechando um número crescente de postos de trabalho, revelando a crise no setor.

Diante deste quadro de desaceleração, a dúvida de quem toma decisões no setor produtivo está na tendência futura da economia: se de aprofundamento da queda da atividade ou de gradual recuperação. Os indicadores antecedentes permitem estimar que, no 3.º trimestre a ser encerrado neste mês de setembro, a atividade econômica venha a apresentar um quadro de estagnação. Assim, se houver, como esperado, um resultado positivo no último trimestre do ano, vamos observar muito provavelmente um crescimento do PIB próximo de zero em 2014.

A mudança no quadro eleitoral, com ampliação da probabilidade de a oposição vencer a eleição presidencial, tem refletido nos preços dos ativos, principalmente na Bolsa. Os investidores buscam antecipar os possíveis movimentos da política econômica a ser adotada a partir de 2015 e suas implicações na precificação dos ativos. Assim como houve um pessimismo exagerado provocando excessiva correção para baixo no valor acionário de várias empresas, o que pode estar ocorrendo agora é uma elevação distorcida, que tenderá a ser corrigida para baixo diante do conhecimento com mais detalhes dos ajustes inexoravelmente necessários nas medidas econômicas.

Serão necessárias medidas como a correção dos preços administrados, na taxa de câmbio, no ajuste das contas públicas, nas contas externas e em outros fatores complexos, mas plenamente administráveis. De qualquer forma, a despeito dos desafios que se apresentam, as condições estruturais da economia brasileira são bastante razoáveis, como o já citado mercado de trabalho ainda resistente, o mercado interno crescente com a incorporação de novos consumidores, o nível confortável de reservas cambiais e um setor empresarial que enfrenta dificuldades, mas em condições de reagir e de criar oportunidades.

É interessante notar que, apesar do baixo desempenho da economia brasileira no curto prazo, há pouquíssimos casos de desinvestimento. Pelo contrário, a maioria das empresas tem mantido planos de investimentos, mesmo com eventuais ajustes no adiamento do cronograma de desembolsos. Os investimentos diretos estrangeiros têm sustentado ingressos anuais da ordem de US$ 60 bilhões, mantendo o Brasil entre os cinco destinos preferidos no ranking de países. Da mesma forma, as sondagens realizadas com empresas brasileiras também revelam planos de ampliação ou de modernização em praticamente todos os setores.

*Antonio Corrêa de Lacerda é doutor pelo IE/Unicamp, professor-doutor e coordenador do programa de estudos pós-graduados em Economia Política da Puc-SP. E-mail: lacerda.economista@gmail.com 



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