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18/05/2012

BB quer disputar on – line cliente imobiliário de concorrente

"Cbic"
18/05/2012 :: Edição 319

 

Brasil Econômico/BR 18/05/2012
 

BB quer disputar on – line cliente imobiliário de concorrente

Governo estuda facilitar tranferência de financiamento para imóveis por meio de banco de dados

 Sob a determinação da presidente Dilma Rousseff de aumentar a concorrência no mercado para reduzir os juros nos empréstimos, o Banco do Brasil já estuda estender seu projeto de automação para a portabilidade de veículos, que entra em vigor no próximo dia 28, ao setor imobiliário.
 A ação pode ser facilitada pelas novas regras que estão sendo gestadas pelo Ministério da Fazenda no sentido de estabelecer uma espécie de banco de dados cadastrais de bens financiados, que abrangeria não apenas veículos, como existe hoje o Gravames – da Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (Cetip)-como também de os imóveis com registros cartoriais.
 "Está sendo estudada uma questão operacional, um ajuste da medida para que a portabilidade funcione efetivamente", diz uma fonte do governo. "É preciso haver um sistema integrado no qual todas as informações de bens e veículos estejam cadastradas para fazer umrápido processo de compensação." Os integrantes do Ministério da Fazenda estão construindo as novas regrasemconjunto com as associações do setor financeiro, como a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e Associação Brasileira dos Bancos Comerciais (ABBC).
 A expectativa do BB é que, com a informatização dos cartórios, essa plataforma possa se tornar viável e facilitar a troca de informações com todos os bancos que queiram angariar mais clientes no contexto atual de cruzada contra os juros altos.
 "O cliente poderá fazer tudo por e-mail, por exemplo, e terá um prazo para realizar toda a transação", explica outro técnico, lembrando que a medida ainda deve ser apreciada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O governo vê que, até hoje, as transferências de dívidas não têm deslanchado porque há muita burocracia envolvida e, emalguns casos, como o de imóveis, requer um gasto extra para o mutuário no momento da transação.
 Se uma pessoa quer transferir a dívida de umimóvel, atualmente, precisa ir no banco credor para pegar seu saldo devedor, passar a informação para a nova instituiçãocom a qual vai se relacionar e, ainda, ir ao cartório pagar uma taxa para um novo registro.
 No caso de financiamentos de 30 anos, por exemplo, o desembolso pode até compensar de acordo com a redução da taxa de juros que a pessoa conseguir negociar.
 No de veículos ocorre o mesmo, sendo que a passagem tem de ser pelo Detran local para dar baixa no gravame. Se a dívida for transferida para o BB – por enquanto só de veículos-esse processo não será mais necessário. O novo correntista terá tudo resolvido automaticamente.
 Já para imóveis, pode demorar mais um pouco.
 "Esse éumprojeto que vislumbramos colocar em prática, mas depende também da regulação que está sendo estruturada", diz o diretor Empréstimos e Financiamento do BB, Marcelo Lobuto.
 A portabilidade do crédito, que entrou em vigor em 2006, permite aos correntistas levar seu financiamento contraído em um banco para outro no qual obtenha juro menor em relação ao mesmo prazo. No entanto, à época, o Banco Central deixou a cargo do setor financeiro a operacionalização da medida e o processo não deslanchou (ver gráfico).
 A possibilidade de criar um sistema rápido para as transferências de dívidas entre as instituições causa certo receio. O presidente da Associação Brasileira dos Bancos Comerciais, Renato Oliva, não vê com bons olhos uma solução que passe pelo processo on-line. Segundo ele, é preciso dar às instituições a oportunidade de negociar as taxas de seus próprios clientes. Ele lembra que, para que o sistema mantenha a oferta de crédito contínua e crescente da forma que o governo deseja é preciso ter o que chamou de estabilidade de carteiras.
 "Se for dessa forma, não dará ao banco a chance de reter o cliente, o que acontece hoje com o atual procedimento".

"Cbic"

 

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