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Agência CBIC

10/02/2020

“Atuar com governança é mais barato”, afirma diretor de concessionária

O economista Paulo Lopes trabalha com concessões rodoviárias praticamente desde que começaram a ser implementadas no país, em 1995. O gestor explica como a concessão da BR 050/GO/MG, assumida pela MGO Rodovias – e comandada por ele, tornou-se um case de sucesso: “Fazer o certo dentro das boas práticas, com governaça, é sempre mais barato”. Essa afirmação é fruto do trabalho de governança que foi feito pela MGO Rodovias, e que será apresentado no Fórum ‘Integridade, Sustentabilidade e Governança – Qual sua influência na financiabilidade de projetos de infraestrutura’, promovido pela Comissão de Infraestrutura (Coinfra), da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), no dia 18 de fevereiro, das 14 às 17 horas, no auditório Milenium, em São Paulo.

O objetivo do evento é reunir os diversos atores que atuam na implementação de projetos de Concessões e Parcerias Público Privadas (PPPs), para debater a importância do desenvolvimento de estratégias que agreguem valor a planos de infraestrutura, e de que forma o empresário pode influenciar na viabilidade desses projetos. As inscrições, que são gratuitas e obrigatórias, já estão disponíveis pelo link http://cbic.org.br/foruminfraestrutura/. Garanta já a sua!

Hoje, Lopes é diretor da Way 306, concessionária que pertence ao Grupo Way Brasil, concessionária que está em fase de implantação da recém-licitada MS 306, no Mato Grosso do Sul. A Agência CBIC conversou com Paulo Lopes para entender melhor o papel da governança dentro de uma empresa.

Confira:

CBIC: Quais foram os principais fatores da Governança e qual o grau de dificuldade para sua implantação?

O consórcio, formado por nove empresas do setor de construção e distribuição de asfalto, acionistas da MGO, foi visto com desconfiança por integrantes do governo e por empresas do setor quando ganhou o primeiro leilão de concessão de rodovia do governo Dilma Roussef, em 2013. Nossos acionistas sempre foram prestadores de serviços para concessionárias ou fornecedores. Não tinham experiência em gestão de concessionárias. O temor era que as obras de duplicação não fossem entregues pelo fato das empresas não estarem entre as consideradas na época grandes construtoras do país. A MGO não só foi a que se manteve no cronograma como visava se expandir, analisando e, quando viável, participar de novas licitações de rodovias. Para superar essa desconfiança e obstáculos foi fundamental uma gestão completamente profissionalizada, com governança corporativa muito estruturada.

CBIC: Essa Governança teve efeito positivo na obtenção de financiamento?

PL: Sim, isso evitou choque de interesses. Além disso, havia uma grande coesão entre as nove empresas, cada uma tinha 11,1% de participação na concessionária e as decisões foram sempre unânimes. E o outro fator é que a gestão foi profissionalizada. Nosso lema era: fazer o certo é sempre o mais barato. E isso foi comprovado.

CBIC: Qual o peso da governança para o bom andamento das concessões?

PL: O equilíbrio dos interesses leva às boas práticas, que tem que ser aplicadas pelos gestores. Isso facilita a melhoria do preço do ativo. Os estados e o governo federal estão empenhados em desestatizar. E em 2020, já no segundo semestre, os processos licitatórios vão ocorrer com bastante intensidade. Por isso, se a governança não estiver bem estabelecida, pode acarretar problemas futuros durante o processo de concessões. Atualmente estou prestando consultoria para Way Capital, que assim como a MGO Rodovias, é composta por um pool de empresas. A Way é composta por 5 empresas: 4 brasileiras e uma estrangeira [GLP – maior gestora do mundo de condomínios de galpões de logísticas].  Os fundos de investimentos de fora, quando se associam a empresas brasileiras, o fator governança é primordial na união das empresas, com práticas e regras bem estabelecidas.

Como avalia o mercado para concessões atualmente?

O mercado mudou bastante por causa da queda dos juros e existe uma forte demanda no mercado para papéis de empresas de infraestrutura. O próprio Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social [BNDES] não está tão competitivo como esses papéis. Outro cenário favorável é que o governo federal vai lançar sete editais de rodovias este ano. A carência de infraestrutura no país é grande e esses editais podem ajudar a diminuí-las.

Veja a programação completa:

O evento integra o projeto ‘Melhoria da Competitividade e Ampliação de Mercado na Infraestrutura’, realizado pela CBIC com correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

 

 

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