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Agência CBIC

30/09/2020

Artigo – Inovação: conceitos e modelos para transformar a organização

Heloísa Resende é Engenheira eletricista formada na UnB. Head of innovation da Fox Engenharia/ CBIC Jovem

Tatiane Kelm é Arquiteta e Urbanista / CBIC Jovem

A citação “Inove ou morra!” atribuída a Peter Drucker viralizou no meio empresarial por revelar um sentimento verídico: fique à frente do ritmo de mudança ou deixe de existir. Assim como para aprender a andar, é necessário engatinhar. Para aplicar inovação é importante compreender os principais conceitos.

Joseph Schumpeter, um dos maiores economistas do séc. XX, é muito reconhecido por sua teoria do crescimento econômico, que tem como foco as inovações empresariais e descreve em suas obras que as inovações são fatores dominantes para a alteração no estado de equilíbrio de uma economia e enaltece os empreendedores como os agentes responsáveis da inovação e da “destruição criativa”, conceito que descreve uma mudança no perfil econômico, onde os empreendimentos inovadores destruíram os antigos e ultrapassados.

Para Kelley (2005), autor neo-schumpeteriano, inovar é o resultado de um trabalho em equipe, ou seja, ser receptivo à cultura e tendências de mercado, aplicando conhecimento de maneira a visualizar o futuro e gerar produtos e serviços diferenciados.

Modelos de inovação

Por muito tempo, as organizações adotaram a filosofia de que o sucesso em inovação requer controle interno. Ou seja, da geração de ideias ao desenvolvimento e marketing, o processo ocorre exclusivamente dentro da empresa.

Nesse modelo conhecido como Inovação Fechada, o capital investido em P&D era alto e buscava-se contratar os melhores profissionais, criar grandes concepções, tornar-se pioneiros no mercado e gerar alta lucratividade. A solução, por sua vez, seria assegurada como propriedade intelectual.

Por anos essa lógica foi tida como a melhor opção para levar novas ideias ao mercado. Quando em 2003 surge o termo “Open Innovations” ou Inovação Aberta, introduzido por Henry Chesbrough que o define como: “O uso intencional de entradas e saídas de conhecimento para acelerar a inovação interna e expandir os mercados pela utilização externa da inovação, respectivamente.

Em um mundo em que o conhecimento é amplamente distribuído, chegada da internet, crescimento das tecnologias e facilidade para desenvolvimento de startups, o conceito difunde a ideia de trabalho colaborativo, no qual a propriedade intelectual deixou de ser determinante e oferece uma grande oportunidade para empresas de menor porte passarem a realizar programas de inovação buscando reforços no mercado.

Horizontes

Horizontes de inovação são um framework muito utilizado que permite visualizar as três dimensões que uma organização deve ter em mente para garantir um equilíbrio a curto e longo prazo mantendo um portfólio de inovação saudável.

Horizonte 1 – Consiste em inovar dentro do core business da empresa. Ou seja, aprimorar o que já está funcionando.

  • “Onde estão as oportunidades de inovação dentro dos serviços que entrego hoje?”
  • “Como podemos reduzir os custos otimizando os nossos processos com auxílio de construtechs?”

Horizonte 2 – Consiste em explorar oportunidades novas através de modelos já existentes no mercado, com possibilidade de rápido crescimento, dados recursos suficientes e dentro do seu negócio principal.

  • “Dentro dos serviços que presto, quais são os outros que posso agregar para a minha mesma base de clientes?”
  • “Como atingimos novos clientes e mercados com ofertas complementares às que temos hoje?”

Horizonte 3 – Este horizonte consiste em se criar negócios. mudando drasticamente um método atual  ou concebendo soluções para mercados futuros;

  • “Como capturar valor em novos mercados, entregando produtos e serviços diferentes do que existem hoje no setor?”

 Tendências na Construção Civil

A inovação na construção civil também está em alta e algumas tendências se destacam tanto para ganhos financeiros quanto em termos de produtividade, eficiência e segurança, conforme publicação da StartSe, 7 principais tendências inovadoras sobre exemplos que chegam com força total, muitos deles abordados em seu evento Construtech Conference 2020, como: Biomimética, tecnologias digitais, cidades inteligentes, construção verde, construção modular, impressão 3D e o BIM. Todas podem ser aplicadas nos horizontes da organização e auxiliar na transformação da construção em um setor reconhecidamente inovador.

Em paralelo a este contexto, o CBIC Jovem, programa que propõe a formação de novas lideranças para o setor da construção, com apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), por meio da sua Comissão de Responsabilidade Social (CRS), está desenvolvendo uma pesquisa para avaliar a maturidade digital das construtoras e incorporadoras. Ao final da pesquisa, você poderá identificar como está posicionado, bem como, ter acesso a relatório personalizado com indicações de soluções de mercado capazes de melhorar seu nível de digitalização. Para participar, preencha o pré-cadastro!

*Este é o 2º artigo de uma série sobre Digitalização produzida pelos membros do CBIC Jovem.
1° artigo – Digitalização: resistir à mudança é uma alternativa?

**Artigos divulgados neste espaço são de responsabilidade do autor e não necessariamente correspondem à opinião da entidade.

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