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12/02/2015

Após tombo em dezembro, economistas veem 2015 pior para varejo

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12/02/2015

Valor Econômico – 12 de fevereiro

Após tombo em dezembro, economistas veem 2015 pior para varejo

Por Juliana Elias, Denise Neumann e Diogo Martins | De São Paulo e do Rio 

 Com vendas piores do que o esperado, o mês de dezembro marcou o fim de um ano de muitos percalços para o varejo. Com o prenúncio de um 2015 ainda mais difícil, diversos analistas reduziram as estimativas para o ano.

Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas do varejo restrito caíram 2,6% entre novembro e dezembro, enquanto a média das expectativas de consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data apontava queda de 0,8%. Em 2014, o aumento das vendas foi de 2,2%, resultado mais fraco em 11 anos.

Nas contas da corretora Tullet Prebon, o recuo de 3,7% no varejo ampliado em dezembro, deixa um "arrasto negativo" de 2% para o primeiro trimestre e de 1,8% (também negativo) para o ano. Ou seja, se o volume de vendas de dezembro se repetir ao longo de 2015, o resultado ao final do ano será uma nova queda. Como o cenário é de mais inflação (que corrói renda), menos massa salarial (reajustes reais contidos e mais desemprego), ajuste fiscal forte (demanda reduzida do governo), menos crédito (bancos contidos por temor de inadimplência), entre outros elementos negativos para a demanda, dezembro pode não ser o "pior mês dos próximos meses".

Esta é a mais longa desaceleração no ritmo de vendas desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2003. No indicador de 12 meses, o recuo já dura dois anos. Considerando-se o varejo ampliado – inclui materiais de construção e automóveis -, o volume de vendas saiu de alta de 8% em dezembro de 2012, para recuo de 1,7% em dezembro passado. Essa também é a primeira vez desde o início da pesquisa em que esse indicador fica negativo.

"Estamos vivendo o final de um ciclo de expansão, iniciado por volta de 2004, e, para 2015, devemos continuar nessa toada, com a economia em uma situação ainda mais crítica", disse Paulo Neves, economista da LCA Consultores. O agravamento da situação levou a LCA a rever todo o cenário para 2015. A projeção para o varejo restrito foi de 2% para 1,5%, e o Produto Interno Bruto (PIB) também foi revisto: saiu de zero para queda de 1%, passando a embutir um racionamento de energia.

Além das conhecidas condições desfavoráveis de renda, emprego e crédito, a incerteza do cenário eleitoral e a paralisia durante o período da Copa do Mundo foram alguns dos fatores também enumerados pelo IBGE, durante a apresentação dos resultado. "Independentemente de partidos, a corrida eleitoral acrescentou desconfiança no consumidor, por causa das incertezas quanto ao resultado das urnas. ", disse a gerente da coordenação de serviços e comércio do IBGE, Juliana Vasconcellos.

Fábio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC), explica que os lojistas já parecem reagir à perda de demanda e a segurar preços, o que aparece em uma inflação setorial menor em 2014. Mas foram aumentos em outros segmentos que continuaram "comendo" a renda e responderam pelo desempenho decepcionante no ano passado.

"Foi a inflação a grande vilã dessa desaceleração? Não. Ela ajudou. Se fosse apenas por ela, o varejo teria melhorado", disse Bentes. A inflação setorial, calcula ele, desacelerou de 7,3% em 2013 para 6,1% em 2014, considerado o deflator da PMC. "São dois outros preços que não estão no varejo, mas afetam as vendas, que impuseram essa restrição: os juros, que são o preço do dinheiro, e o preço de serviços administrados, como luz, gás, combustível, que comprometem a renda do consumidor."

"Considerando todo o varejo, 44,6% das vendas vêm de setores que dependem do crédito, o que inclui automóveis, materiais de construção, móveis, eletrônicos e eletrodomésticos", diz Bentes. A projeção da CNC é de que a taxa de crescimento continue em queda. A estimativa foi reduzida de 2,4% para 1,7%.

A economista-chefe da Rosenberg & Associados, Thais Zara, acrescenta que o crescimento ruim na reta final do ano é um dos fatores que pioram a expectativa para 2015, já que a retração em dezembro obriga o setor a começar o ano alguns passos para trás.

"O carregamento deixado para 2015 é de queda de 0,2%, o ano já começa no negativo. Isso significa que, se as vendas ficarem estáveis, o resultado de 2015 já seria de queda de 0,2%", explica Thais, que, mais pessimista que os demais, fala em queda na faixa de 1% nas vendas do varejo restrito em 2015.

 


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