
AGÊNCIA CBIC
Ampliar horizonte de investidores é principal desafio
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28/11/2013 |
Brasil Econômico Ampliar horizonte de investidores é principal desafio Carteira de investimentos de R$ 358 bilhões em planos para 14 milhões de clientes é prova que o setor dispõe de alta credibilidade "Ninguém vende um apartamento só porque o preço caiu. Espera o melhor momento, se não estiver premido pela necessidade.O mesmo deve acontecer com os títulos de Previdência". A comparação com o mercado imobiliário é a forma encontrada pelo presidente da Fenaprevi, Osvaldo Nascimento, para abordar o principal desafio do setor no País: ampliar o horizonte da maioria dos investidores. Foram 20 anos para construir o ambiente estável, mas bastaram alguns meses para produzir certo abalo, na avaliação do dirigente da entidade. Com uma carteira de investimentos de R$ 358 bilhões, o setor registrou captação líquida negativa no meio do ano, que se tornou o principal obstáculo para que o setor mantivesse a expansão anual de 20%, trazida do triênio anterior. "As retiradas de junho e julho não se deveram a um problema específico da industria, mas a um cenário macroeconômico desfavorável", diz Nascimento. "As curvas de juros estavam descendentes a longo prazo, diante da redução progressiva da taxa Selic, até que as pressões inflacionárias obrigaram a um freio de arrumação. Com a alta da inflação, veio a mudança na política monetária e a curva de juros passou a ter inclinação positiva", detalha. Com isso, acrescenta Nascimento, os investidores diminuíram o volume das aplicações, num primeiro momento. "O desconhecimento das particularidades levou a resgates desnecessários. Os títulos de Previdência seguem apresentando boa rentabilidade de longo prazo, acima da inflação em até 6%. O aplicador que tinha IPC mais 5% no curto, se sacou, está aplicando agora a IPC mais 2,5%, ou seja, perdendo dinheiro", exemplifica. Gustavo Lendimuth, superintendente de Produtos de Previdência do Santander, acrescenta que a queda no rendimento nominal dos fundos de renda fixa assustaram um pouco aplicadores antes acostumados à taxas nominais muito altas. "Na Previdência Privada, a redução de arrecadação e o aumento das saídas, revertido apenas em setembro, levou a que a perspectiva de expansão convergisse para 15% a 16% para o ano, abaixo dos 20% anteriormente projetados", afirmou. Segundo o presidente da Fenaprevi, os planos individuais estão praticamente acabando, por excesso de regulação, sendo que os planos para menores crescem com a população, vegetativamente. Os dados do IBGE revelam que cada vez nascem menos pessoas, o que limita a expansão", explica Nascimento. O executivo ressalta que o setor atende 14 milhões de cidadãos, na maioria em planos individuais, resultantes, portanto, de decisões voluntárias e da análise de risco por cada poupador. "Não há como manter esse contingente sem dispor de alta credibilidade", sustenta.
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