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20/03/2015

Ajuste elevou demissão, dizem construtoras

"Cbic"
20/03/2015

Folha de S. Paulo – 20 de março

Ajuste elevou demissão, dizem construtoras

Empresários reclamam de atrasos nos pagamentos por parte do governo federal, principalmente no Minha Casa

Ministro do Trabalho havia dito que crise na construção civil era motivada pelo impacto da Operação Lava Jato

Empresários da construção civil contestam o governo e atribuem o aumento de demissões no setor em fevereiro não só à Operação Lava Jato, mas também ao atraso nos pagamentos de obras federais e à desaceleração da economia brasileira.

Os atrasos de pagamento a empresas da construção civil começaram em abril de 2014 e continuaram neste ano, motivados pelo ajuste fiscal promovido pelo governo Dilma para atingir a meta de superávit primário (economia para pagamento de juros) de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2015.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (19), a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) afirma que "discorda das declarações dadas pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias, de que o deficit de emprego da construção civil foi influenciado apenas pela Operação Lava Jato", que atingiu as maiores empreiteiras do país.

Segundo a entidade, a onda de demissão "não tem apenas uma variável", mas outras, entre elas o "momento econômico do país e também o atraso nos pagamentos das obras contratadas do Minha Casa, Minha Vida e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)".

"Estamos extremamente preocupados com o desemprego no setor. Sindicatos do Brasil inteiro estão nos atualizando sobre o quadro de demissões em seus Estados e demonstram apreensão em relação ao futuro das empresas", afirmou o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

Em fevereiro, a indústria da construção civil demitiu mais do que contratou 25,8 mil trabalhadores com carteira assinada, um dado negativo que, no mesmo mês do ano passado, havia sido positivo, com abertura de 25 mil vagas.

O setor tem registrado mais demissões do que contratações desde outubro do ano passado. A diferença é que, em janeiro e fevereiro de 2014, houve mais contratações do que corte de vagas, enquanto neste ano a situação se inverteu.

O ritmo de contratação na construção começou a cair a partir de abril do ano passado, quando o governo Dilma começou a atrasar seus pagamentos a empreiteiras que tocam obras do PAC e do Minha Casa, Minha Vida.

Em 2014, os atrasos ocorreram porque a equipe do então ministro Guido Mantega (Fazenda) buscava fechar o ano com superavit nas contas públicas sem formalizar oficialmente um corte de despesas do governo federal, buscando evitar notícia negativa para a presidente num ano eleitoral. No final do ano, porém, o governo acabou fechando com deficit.

Em 2015, os atrasos continuaram, agora porque o governo decidiu fazer um forte ajuste fiscal para reequilibrar as contas públicas e tentar resgatar a credibilidade junto ao mercado.

VALDO CRUZ DE BRASÍLIA

 


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