AGÊNCIA CBIC
ENIC: Sistema deixa obras públicas mais modernas com custos mais compatíveis
Um novo modelo para tornar as obras públicas mais eficientes, modernas, com custos mais compatíveis com o mercado e, sobretudo, mais lucrativas para os empresários da construção foi o destaque do painel “Revisão dos Sistemas Sinapi e Sicro. Especificidades e Convergências”, ocorrido nesta quinta-feira (12), na Comissão de Obras Públicas (COP), em debate no Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), em Foz do Iguaçu.
O Sicro (Sistema de Custos Rodoviários) fixa valor referencial para insumos e serviços e permite a elaboração dos orçamentos para obras de qualidade por preços competitivos.
A revisão, batizada de Sicro 3, engloba serviços rodoviários, ferroviários, aquaviários e de edificações, traz novidades como, por exemplo, cálculos de custos com equipamentos usados na obra, inclusive durante o período no qual fica parado; fator de influência das chuvas; impacto do volume de tráfego; valores destinados a mão-de-obra com diferenciação entre o quadro de pessoal da construção, instalação e manutenção.
“Temos um sistema mais equilibrado dos custos com base em recomendação de órgãos de controle”, avaliou Luiz Heleno de Albuquerque Filho, diretor-executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit).
As mudanças foram inspiradas no Sinapi, sistema de referência para obras que usam recursos da União, operado pela Caixa Econômica Federal. “O sistema faz uma pesquisa mensal, por amostragem, em 5 mil insumos usados no setor. É possível traçar um custo real”, explicou Tatiana Thomé de Oliveira, responsável pela gestão do Sistema SINAPI na Gerente Nacional de Padronização e Normas Técnicas da Caixa Econômica Federal (Gepad/Caixa).
A iniciativa permitirá que os dois sistemas possam compartilhar metodologia de pesquisa de custos. “Precisamos tornar os orçamentos de obras rodoviárias mais justos”, defendeu José Soares Diniz Neto, vice-presidente de edificações públicas do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de Minas Gerais (Sicepot/MG).
A engenharia de custo mais adequada é uma exigência dos empresários. “Obra não é produto de prateleira Duas obras nunca serão iguais. A engenharia precisa de referências consolidadas de custos”, defendeu Jurandir dos Santos Silva, da Superintendência de Planejamento e Desenvolvimento do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de Minas Gerais (Sicepot/MG).
Os debates da COP durante o 88º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com realização do Sinduscon Paraná-Oeste, são correalizados com o SENAI Nacional e SESI Nacional.























































































