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AGÊNCIA CBIC

13/05/2016

Reformas devem ser prioridades de Temer, diz Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, declarou que as prioridades do novo governo Michel Temer devem ser as reformas política, trabalhista, da Previdência Social, além de uma simplificação do sistema tributário. Alckmin participou nesta sexta-feira (13) do 88° Encontro Nacional da Construção (ENIC), promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com realização do Sinduscon Paraná-Oeste.

Segundo Alckmin, a política econômica tem sido desvirtuada, com prejuízos ao setor produtivo. “Por que a carga tributária passou a 33% do PIB? Para onde foi esse dinheiro? Primeiro para o corporativismo, alguns setores abocanharam. E o segundo: a transferência do setor produtivo para o financeiro. É para pagar juros”, afirmou o governador.

Na questão trabalhista, o governador declarou que o Poder Judiciário está abarrotado com mais de 100 milhões de processos e que é preciso buscar alternativas voltadas para os acordos. “O que podemos fazer é conciliar e não judicializar. É mais rápido, mais eficaz, tem custo menor e evita assoberbar a Justiça”, avaliou.

Alckmin fez críticas ao modelo político brasileiro. “Temos o melhor sistema de votação, a urna eletrônica, mas o pior sistema político partidário, com 35 partidos, sendo 25 com representação na Câmara Federal”, mencionou.

Ele acredita que a reforma política deve focar no problema. “Dizem que hoje a reforma é difícil. Não é. Nem precisa mexer na Constituição. Basta aprovar uma lei. Só dizer assim: é proibido coligação partidária. Baixa para oito porque a maioria dos partidos não tem votos suficientes”, disse.

O governador disse que o atual modelo político prejudica, inclusive, a formação do novo governo. “O ministério claro que não é ideal, além de faltar mulheres, o que importantíssimo citar. Tenho uma tese. O Estado de São Paulo tem 233 mil presos, 22% da população brasileira, deveria 50% homem, 50% mulher. São 95,8% homem e 4,2%, mulheres. E ainda é a má-companhia dos homens”, afirmou.

 Transparência

Alckmin também defendeu que as boas práticas de concorrência sejam capazes de permitir a paralisação de obras, em função de irregularidades como as apontadas pela operação Lava Jato. “A impunidade estimula a atividade criminosa”, disse.

O governador defendeu ainda um papel mais rigoroso das agências reguladoras e aplicação de penas. Alckmin citou como exemplo o pagamento de R$ 65 milhões feito pela empresa Alston, depois de admitir ter participado de cartel para oferta de equipamentos de energia na década de 1990. Afirmou ainda que o Estado deverá receber multas aplicadas à empresa Siemens, ré confessa do cartel de trens e metrôs de São Paulo. “Não estamos falando de empresinha. Estamos falando de empresas europeias, gigantescas”, citou.

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