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Agência CBIC

16/06/2010

82º Enic – IBGE esclarece dúvidas sobre o PIB da construção

Como se sabe, o ano de 2009 foi difícil para a economia nacional. A construção civil não fugiu à regra. Especialmente nos primeiros meses do ano, o setor sentiu os efeitos da crise internacional, como a restrição de crédito e a incerteza geral dos agentes econômicos. Mas, aos poucos, setor foi retomando as suas atividades e o cenário melhorou. O resultado foi a geração, em nível nacional, de mais de 177 mil vagas formais, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Mas, apesar disso, o Produto Interno Bruto da construção, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou queda de 6,3% em relação ao ano 2008, causando surpresa no setor.

Em função desse aparente “desencontro” de informações (emprego aumentando e PIB caindo) a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), por meio do seu Banco de Dados, iniciou contatos com o IBGE objetivando estudar as variáveis responsáveis pelo cálculo do referido indicador. A partir disso, foi criado um grupo de trabalho para estudar a metodologia do cálculo do PIB setorial e a sua aplicação em períodos que fogem à normalidade das regras.

Na apresentação “A construção civil no Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do Brasil”, realizada no último dia 11, no 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), em Maceió (AL), os técnicos do Instituto, Rebeca de La Rocque Palis, gerente de Bens e Serviços/Contas Nacionais Trimestrais, e André Luís de Oliveira Macedo, gerente de Análise e Estatísticas Derivadas/Coordenação de Indústria, esclareceram a atual metodologia.

Rebeca Palis explicou que o PIB da construção é calculado a partir do valor de produção e dos insumos da atividade a preços correntes, que são medidos basicamente através de duas pesquisas: a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), que apura a parte da construção realizada pelas famílias, ou seja, a construção informal; e a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), que informa dados das empresas formalmente constituídas e apresenta dados sobre ocupação, salários, custos e despesas, receitas e valor das obras e/ou serviços realizados.

“A PAIC reúne um conjunto de informações econômico-financeiras que permitem estimar as características estruturais básicas do segmento empresarial da atividade da construção no país, bem como acompanhar a sua evolução ao longo do tempo”, esclareceu a técnica do IBGE.

Segundo ela, o Sistema de Contas Trimestrais (SCT), que calcula o PIB trimestral da construção, segue a metodologia adotada nas contas anuais tendo, no entanto, uma disponibilidade de informações muito mais restrita. “Devido à carência de dados, as estimativas trimestrais são preliminares, sujeitos à revisão. E, no caso da construção civil, não há informações conjunturais disponíveis sobre o valor da produção, seja a preços constantes seja a preços correntes do trimestre”, disse.

A técnica disse ainda que em função da ausência de informações diretas, o cálculo da variação trimestral em volume da produção da construção é realizado com a variação em volume dos insumos consumidos no processo de produção. “Em períodos normais, a rotatividade dos estoques não é fator de distorção nos indicadores. Entretanto, em épocas atípicas (como ocorreu por ocasião da recente crise internacional) que fazem o movimento dos estoques de insumos ter alterada sua rotatividade normal, os indicadores disponíveis sofrem impactos que só podem ser identificados a partir de informações quantitativas sobre os estoques”, explicou.

Os economistas do Banco de Dados da CBIC, Daniel Furletti e Ieda Vasconcelos, complementaram que, devido à crise econômica, a produção dos insumos, utilizada nas estimativas do PIB trimestral, não acompanhou o desempenho das construtoras. “O comércio e as empresas de construção, de uma forma geral, possuíam estoques elevados, afinal o mercado estava em expansão. A instabilidade trouxe uma forte queda nas vendas das indústrias e na produção de insumos. Além dos estoques elevados, muitas famílias adiaram, ou até mesmo cancelaram os seus projetos de construir e reformar. “

Eles lembraram, ainda, que para esclarecer todas as dúvidas sobre o resultado do PIB da construção do ano passado, o IBGE elaborou uma nota explicativa, onde é detalhado todo o procedimento de cálculo. Essa nota estará disponível na próxima semana no site do Banco de Dados da CBIC. Além disso, o IBGE calculou uma série dessazonalizada do PIB da construção (trimestre contra trimestre imediatamente anterior).

Na segunda parte da palestra, o gerente de Análise e Estatísticas Derivadas/Coordenação de Indústria do IBGE, André Luís de Oliveira Macedo, falou sobre os tipos de pesquisas realizadas pelo Instituto, detalhando, principalmente, as usadas no cálculo do PIB da construção: a PAIC e a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM – PF).

Autor: Cristiane Araújo – Sinduscon-MG e CBIC em Minas Gerais

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