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04/11/2010

Soluções sustentáveis

CBIC Clipping

04/11/2010 :: Edição 001

Jornal Estado de Minas/MG   |  04/11/2010

Soluções sustentáveis

A preocupação com o meio ambiente movimenta o mercado imobiliário no Brasil. As construtoras correm atrás de soluções sustentáveis para economizar, principalmente, água e energia elétrica. Além de conquistar o consumidor final, será diretamente beneficiado com a redução dos gastos, elas querem aumentar o valor agregado do imóvel. A partir de agora, os engenheiros terão uma motivação a mais para planejar edificações ecologicamente corretas: o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) lançou a Etiqueta Nacional de Conservação e Energia (Ence) para classificar construções em mais ou menos eficientes.

 A proposta do Inmetro é criar um incentivo para que a população tenha consciência na hora de construir ou comprar um imóvel. "Você vai gerar benefícios para o país, para o meio ambiente e para o mercado", afirma um dos integrantes da equipe técnica do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), responsável pela elaboração da Ence, Márcio Damasceno. "O valor das edificações tende a aumentar." Na venda de eletrodomésticos, que já são classificados de acordo com a eficiência energética, a etiqueta tornou-se fator decisivo para 85% dos brasileiros fecharem negócio.

 A Ence vai funcionar nos mesmos moldes das que encontramos em geladeira, por exemplo. No caso das edificações comerciais, são avaliados três critérios para dar classificação de A a E: iluminação, sistema de ar condicionado e envoltória (área que separa a construção do meio externo, como cobertura e fachada). Com a etiqueta também será possível visualizar o potencial de economia de energia. Em um ano do PBE, 14 projetos de edifícios comerciais foram classificados em várias partes do Brasil – Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Pará. Análise feita com os dados desses prédios já comprovou que dá para reduzir o consumo de energia em até 50%.

Em Minas, ainda não existe nenhuma edificação com a Ence, mas várias construtoras já desenvolvem projetos voltados para eficiência energética. A Construtora Atrium, por exemplo, só usa vidro de autoperformance na fachada dos prédios comerciais. "O vidro é ecologicamente correto. Ele consegue absorver o calor, em vez de refleti-lo, e não deixa voltar para a atmosfera. Ao mesmo tempo, deixa a luz natural entrar", explica o engenheiro e diretor comercial da empresa, Guilherme Maynard Cerqueira. Assim, é possível reduzir o uso do ar-condicionado e, por consequência, economizar energia elétrica.

 O único porém, na visão dos clientes, é o preço do vidro de autoperformance, que custa 30% a mais que um vidro comum. "Como o vidro é mais caro, você tem que vender a ideia para o cliente", comenta o engenheiro. "A diferença você recupera na economia do ar-condicionado. Em 10 anos você consegue pagar todo o custo do vidro."

 O regulamento da Ence para edificações residenciais ainda está em desenvolvimento, mas deve ficar pronto até o fim do ano. Nesse caso, não só as construtoras poderão solicitar a etiqueta de eficiência energética. Um proprietário terá a possibilidade de pedir a classificação para seu apartamento.

 Ecologicamente corretos
 
 Para atender as necessidades do mercado imobiliário, que está cada vez mais preocupado com as questões ambientais, surgiram empresas especializadas na elaboração de projetos ecologicamente corretos. A Green Gold Engenharia, por exemplo, atua há cinco anos em Minas. "Trabalhamos com instalação elétrica e hidráulica para apresentar soluções sustentáveis à obra", explica o diretor da empresa, Júlio César Fonseca. Uma das primeiras preocupações dos técnicos é com o ar-condicionado, pois o sistema de refrigeração é responsável por, pelo menos, 35% do consumo de energia em uma edificação. Em seguida, vem a iluminação, que gasta 25% da eletricidade, e por último o elevador, que corresponde a 13% dos gastos.

 A solução para o ar e a luz está no controle da intensidade. Se em um prédio comercial, por exemplo, os primeiros andares começam a funcionar às 8h e os últimos uma hora depois, o ideal é que sejam criados sistemas de ventilação independentes, para não haver desperdício. "Geralmente você não consegue separar o ar-condicionado por áreas e o equipamento gela o edifício todo. O mais eficiente é aquele em que você separa os ambientes, até no mesmo andar", informa Júlio César. Para controlar a iluminação, o diretor da Green Gold indica os sensores. "Estou com a persiana aberta para receber a luz natural. Quando escurece, um sensor de luminosidade vai indicar a porcentagem que a lâmpada precisa se acender para eu continuar o meu trabalho." Ele ainda orienta que deve haver sensor de presença em todas as áreas comuns da construção, como corredor, escada e garagem.

 Além da instalação de elevadores ecológicos, que reaproveitam a própria energia, o consumo de eletricidade pode ser reduzido com o uso de aquecimento solar. O benefício maior é para os prédios residenciais. "Das soluções ambientais, é a que tem o custo de instalação mais baixo", alerta Júlio César. O abandono do chuveiro elétrico é um dos critérios que mais contam pontos na classificação da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence), criada pelo Inmetro. "O aquecedor solar é uma alternativa muito eficiente do ponto de vista energético, que vai gerar uma série de benefícios, inclusive para o país", comenta Márcio Damasceno, um dos responsáveis pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). "Atitudes como essa é que fazem a edificação ser A ou B."

 Na construtora RKM Engenharia, a consciência ecológica já começa a influenciar as decisões na fase anterior ao projeto. Logo no início, a equipe avalia em qual parte do terreno o prédio deve ser construído para se beneficiar da iluminação e ventilação naturais. A janela da área de serviço, por exemplo, costuma ficar virada para o lado que recebe o sol da tarde. Como a radiação é mais forte nesse horário, as roupas que estão no varal secam mais rapidamente e não será preciso gastar energia com máquina secadora. Já a posição dos quartos deve ser totalmente inversa para que eles sejam aquecidos apenas com o sol da manhã. "O quarto não pode ser um lugar abafado para o morador não ter que ligar o ar-condicionado quando chegar em casa, à noite", explica a diretora da empresa, Adriana Bordalo. "Soluções que geram economia, tanto de energia quanto de água, são simples de serem executadas quando são pensadas desde o início", completa.

 Um diferencial nos empreendimentos residenciais da RKM é o uso de materiais reaproveitáveis. A construtora utiliza casca de coco para revestir parede, bancada e piso nas áreas comuns do prédio, pneu reciclável para montar piso em playground, quadra e sala de ginástica. Até garrafa PET é usada no projeto dos edifícios. "Antigamente usavam lã de vidro para abafar o som do salão de festas. Em vez desse material, estamos usando garrafas PET no revestimento do teto do ambiente, que são tão boas quanto o vidro para isolamento acústico", explica Adriana.

 Na hora de pensar na economia de água, nada melhor do que instalar descarga com caixa acoplada em todos os banheiros. Entre outras alternativas voltadas para o mesmo objetivo, a diretora da RKM destacou a automatização dos irrigadores de jardim. "Essa irrigação tem um sensor que identifica a umidade da terra e só aciona a água se realmente houver necessidade."

 A satisfação da empresa é saber que os consumidores estão dando cada vez mais valor aos projetos sustentáveis. "Isso não era tão valorizado quanto é hoje. Há três anos, as pessoas começaram a ter preocupação com o valor do condomínio. De um ano para cá, elas têm a consciência de se preocupar com o meio ambiente", observa Adriana. Como também são considerados ecologicamente corretos, os apartamentos residenciais nos prédios de alto luxo da RKM não custam menos de R$ 2 milhões.

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