Sinduscon-RS acompanha evolução do mercado imobiliário no Litoral Norte
R$ 3,74 bilhões em apenas seis meses. Esse é o tamanho estimado da movimentação do mercado imobiliário do Litoral Norte do Rio Grande do Sul no primeiro semestre de 2026. O resultado revela a dimensão que o setor alcançou na região e integra um novo levantamento que será divulgado semestralmente pelo Sinduscon-RS, por meio do Escritório Regional Litoral Norte, com o objetivo de acompanhar a evolução do mercado imobiliário nos 23 municípios da região.
Para o coordenador do Escritório Regional Litoral Norte e vice-presidente do Sinduscon-RS, Ramiro Chaves Laurent, os números mostram que a região já conta com um mercado imobiliário de grande escala e que o crescimento do setor precisa ser acompanhado por planejamento e investimentos em infraestrutura e equipamentos urbanos compatíveis. “O avanço do mercado imobiliário movimenta toda uma cadeia econômica, gerando empregos e demanda para o comércio, os serviços, a indústria de materiais, os profissionais técnicos e os fornecedores. Ao mesmo tempo, esse crescimento exige investimentos proporcionais em saneamento, mobilidade, infraestrutura viária e planejamento urbano”, destaca Laurent.
Capão da Canoa e Xangri-Lá concentram mais da metade do mercado
O levantamento foi elaborado pelo Sinduscon-RS Litoral Norte a partir dos valores arrecadados com o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) em 23 municípios da região e das respectivas alíquotas aplicadas em cada cidade.
Entre janeiro e junho de 2026, Capão da Canoa e Xangri-Lá lideraram a movimentação imobiliária regional. Juntos, os dois municípios alcançaram aproximadamente R$ 2,03 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), o equivalente a mais de 54% do total estimado para o Litoral Norte.
Na sequência aparecem Torres, Tramandaí, Imbé, Osório e Arroio do Sal. Somadas, as sete cidades com maior movimentação alcançaram aproximadamente R$ 3,46 bilhões, representando mais de 92% do VGV estimado para a região no primeiro semestre.
VGV estimado no primeiro semestre de 2026
- Capão da Canoa: R$ 1,094 bilhão
- Xangri-Lá: R$ 939 milhões
- Torres: R$ 442,5 milhões
- Tramandaí: R$ 356,8 milhões
- Imbé: R$ 294,2 milhões
- Osório: R$ 168,2 milhões
- Arroio do Sal: R$ 163,8 milhões
- Demais municípios: R$ 281,7 milhões
Litoral Norte pode superar R$ 8,2 bilhões em 2026
O desempenho do primeiro semestre também aponta para um novo patamar de movimentação imobiliária regional.
A partir do resultado registrado entre janeiro e junho de 2026 e da distribuição histórica das escrituras entre os dois semestres, o Sinduscon-RS projeta que o mercado imobiliário regional possa alcançar aproximadamente R$ 8,27 bilhões até o final do ano.
Caso a projeção se confirme, o crescimento nominal será de aproximadamente 12,5% em relação a 2025, acrescentando mais de R$ 900 milhões à movimentação imobiliária da região em apenas um ano.
Em 2024, o VGV regional havia ficado em torno de R$ 6 bilhões. Dessa forma, a projeção para 2026 representa uma expansão próxima de 38% em dois anos.
Crescimento exige planejamento e infraestrutura
Mais de 92% da movimentação estão concentrado em sete principais cidades evidencia. Capão da Canoa e Xangri-Lá, sozinhas, respondem por mais da metade do mercado regional.
Para Laurent, esse cenário reforça a necessidade de que o crescimento econômico seja acompanhado por uma visão estratégica para o desenvolvimento das cidades.
“O desenvolvimento já está acontecendo. O desafio agora é transformar esse crescimento em qualidade urbana, infraestrutura e oportunidades para toda a região”, completa.
Metodologia
O levantamento foi elaborado a partir dos valores de ITBI arrecadados em 23 municípios do Litoral Norte entre janeiro e junho de 2026.
Os resultados representam uma estimativa do valor dos imóveis transmitidos e sujeitos ao recolhimento do imposto no período.
O levantamento não contempla contratos de compra e venda ainda não escriturados, unidades comercializadas diretamente por incorporadoras que ainda não tenham gerado o recolhimento do ITBI, permutas e outras operações imobiliárias sem transmissão concluída.
A iniciativa busca oferecer uma leitura periódica e abrangente do desempenho do setor, permitindo acompanhar tendências, identificar os principais polos de movimentação e dimensionar a importância econômica da atividade imobiliária para o Litoral Norte.























































































