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AGÊNCIA CBIC

13/05/2016

PPP é oportunidade de negócio em meio à falta de previsão orçamentária

A falta de previsão orçamentária e de desembolsos para a construção de casas populares dificultam avanços na área, segundo Rodrigo Garcia, secretário de Habitação de São Paulo. O secretário participou nesta sexta-feira (13) de debate sobre Parcerias Público-Privadas (PPPs) para habitação popular na Comissão da Indústria Imobiliária (CII), durante o 88º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC).

Garcia enfatizou que só terá folga no caixa de sua secretaria no segundo semestre de 2017, mas seguir adiante com as PPPs é uma oportunidade de realizar projetos habitacionais sem um desembolso muito alto.

Em sua apresentação sobre as PPPs de Habitação do governo paulista, Garcia destacou o contrato que está em andamento no centro, localizado em frente à Sala São Paulo. A expectativa é de que a obra irá gerar uma mudança significativa na região. “O prefeito Fernando Haddad nos prometeu soltar o alvará de obras em três meses”, afirmou. O projeto prevê o funcionamento de estabelecimentos de serviço e comércio no piso térreo.

Garcia também apresentou detalhes do projeto da Fazenda Albor, PPP que envolve um investimento alto em infraestrutura em um terreno que pertence à Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). Na área, localizada entre Itaquaquecetuba, Arujá e Guarulhos, serão construídas 10 mil moradias, que serão entregues ao longo dos próximos cinco anos.

A expectativa é de lançar os editais do Lote 2 (Centro Expandido) e da Albor antes do final do primeiro semestre.  Uma particularidade do Lote 2 é que a obra inclui três importantes estações  de Metrô da cidade (Braz, Bresser e Belém).

“Queremos construir em cima das estações e terrenos remanescentes no entorno”, afirmou.  Na região serão construídas 7 mil unidades, sendo 4.500 habitações de interesse social (HIS) e 2.100 de mercado popular (HMP).

Para Rodrigo Luna, vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, o avanço das PPPs é fundamental para que se continue o combate ao déficit habitacional. “Esse sistema representa uma equação perfeita, onde o Estado faz o que sabe fazer melhor, que é legislar, e a iniciativa privada o que mais sabe fazer, que é produzir”.

O secretário participou de painel na CII em que foi apresentado estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre o programa habitacional Minha Casa Minha Vida, durante o ENIC. A elaboração do estudo é uma iniciativa da CII/CBIC em correalização com o SENAI Nacional.

 

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