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21/07/2011

Perspectivas de crescimento

"Cbic"
21/07/2011 :: Edição  140

 

Jornal do Commercio PE/PE 21/07/2011
 

Perspectivas de crescimento

O setor de construção civil do Estado já sente os impactos da chegada dos novos investimentos e deverá manter o desenvolvimento, mas de maneira mais desacelerada nos próximos anos. O grande gargalo que o mercado enfrenta continua sendo a educação. Mudar o cenário educacional do Estado é uma tarefa árdua, mas necessária para continuar alavancando o segmento local, segundo análises de empresários da área. Diferente de 20, 30 anos atrás, quando empregava boa parte de mão de obra desqualificada, a área mudou. Passou a exigir mais dos seus profissionais e interagir diretamente com grandes setores da economia. O boom imobiliário de 2010 só aumentou a exigência por profissionais capacitados e cobrou de seus empreendedores uma nova maneira de se posicionar.
 Vagas de sobra e escassez de mão de obra se cruzam nos canteiros de obras do Estado. Emprego tem. O que falta são pessoas qualificadas para as funções, inclusive as mais básicas. Uma situação que nos próximos 25 anos poderá ser bem diferente.  Se investirmos agora em educação básica, as crianças sairão das escolas aptas para um curso técnico ou faculdade , acredita o diretor regional da Queiroz Galvão, Múcio Souto.
 Enquanto isso não acontece, o jeito que o empresariado pernambucano encontrou foi ele mesmo investir na qualificação de seus profissionais. Empresas como Moura Dubeux e Organização Odebrecht contam com programas de formação de pedreiros em seus canteiros de obras.  A tendência do setor é buscar cada vez mais processos mecanizados, pré-fabricados e ao mesmo tempo ter pessoas que busquem mais qualificação e especialização , acredita Luis Henrique Oliveira, diretor de incorporação imobiliária da Odebrecht Realizações Imobiliárias. Por outro lado, engenheiros não deverão faltar. Depois de uma crise nos cursos de engenharia do Estado, a profissão volta a ser foco de boa parte dos estudantes.  A Universidade Federal de Pernambuco nunca fez um vestibular no meio do ano e este mês abriu o concurso apenas para engenharia. Isso é puxado pelo desenvolvimento que a região vem sofrendo nos últimos anos , afirma o professor e diretor da Tecomat Joaquim Correia.
 Outra grande preocupação dos empresários da construção civil é relacionada à infraestrutura do Estado. As grandes indústrias estão chegando e com elas trazem demandas imobiliárias.  Hoje precisamos pensar onde comprar um terreno. É preciso ter estrutura para atrair os consumidores , afirma Eduardo Wanderley, diretor técnico da Pernambuco Construtora.
 O segmento imobiliário, dentro de toda construção civil, é uma das que mais crescem não só em Pernambuco, mas no Brasil como um todo. Em pesquisa feita pelo Ibope ficou provado que em 2010 mais de um milhão de imóveis foram financiados. Duas vezes mais do que em 2008.  Estamos com uma escassez de terreno grande e uma alta procura. Cada vez que colocamos um produto na rua, ele acaba em poucos dias , diz Wanderley.  A facilidade do crédito, além da demanda natural que existe todos os anos, aumentou a procura por moradia mais ainda , completa Luis Henrique.
 Nos próximos anos a tendência é o crescimento contínuo da demanda. Como saída, as grandes empresas recorrem à áreas pouco exploradas, como a Zona Oeste do Recife e outros pontos da Região Metropolitana, como a Praia do Paiva.  Para continuar em desenvolvimento é preciso ter visão de planejamento urbano. Ver para onde a cidade cresce e seguir para o eixo natural, que no momento é Suape e a região da Cidade da Copa em São Lourenço da Mata , analisa o diretor da Odebrecht.
 Nas obras estruturadoras, as parcerias público privadas (PPP s) despontam como a alternativa do segmento. Assim é possível continuar construindo, dividindo as despesas com o governo e se responsabilizando pelo pleno funcionamento dos equipamentos.  Seria uma opção para que a iniciativa privada  ajudasse  a sanar o problema, acredita Múcio.
 OTIMISMO
 Para o amanhã só existe uma certeza para a construção civil: o crescimento. Depois da estagnação das décadas de 80 e 90 e a explosão em 2010, a tendência é que o setor evolua a todo vapor.  Nossa expectativa é muito boa para o futuro. Tivemos um período de preparação para esse crescimento. Sabíamos que os investimentos estruturadores, como Porto de Suape, duplicação da BR-232, 101 e agora 408, prepararam o Estado para o desenvolvimento e por consequência nosso setor , afirma Múcio Souto.
 Para Joaquim Correia, que atua no ramo há mais de 50 anos, dificilmente enfrentaremos outra crise na construção civil.  Sei que o crescimento depende do desenvolvimento da região e até do mundo, mas pelo que vemos acontecendo no Estado deveremos ter longos anos de expansão do segmento. Um investimento chama o outro, o que faz com que o mercado se autossustente , avalia Correia.
 Por dialogar com todos os setores da economia pernambucana, a construção civil deverá acompanhar o ritmo do Estado. Em um cenário favorável para Pernambuco, o setor despontaria como um dos principais beneficiados.  Nos próximos quatro ou cinco anos a área de obras públicas deverá alavancar ainda mais o segmento de construção, avalia Gabriel Dubeux, conselheiro do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE).
 Já em cenário mais modesto, onde a economia voltaria a caminhar a passos mais lentos, a construção civil pouco se afetaria.  O mercado passou 20 anos estagnado, isso acarretou em um déficit imobiliário. Não conseguimos suprir a demanda por moradia e agora somos capazes de continuar crescendo de forma gradual. Estamos recuperando o tempo perdido , afirma o diretor da Odebrecht.

"Cbic"

 

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