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17/05/2018

Na plenária da manhã, consultor da ‎McKinsey & Company diz que o Brasil está predestinado a investir em inovação na indústria da construção

Mais do que listar a variedade de tendências tecnológicas que estão a mudar o mundo, os palestrantes da plenária “Inovar, Crescer, Construindo um País Melhor” foram unânimes em ressaltar o bem estar humano deve estar acima de tudo.

Um exemplo foi Alexandre Lafer Frankel, da Construtora Vitacon, que surpreendeu, ao iniciar sua palestra: ele pediu que cada um dos cerca de mil empresários da plateia se apresentasse à pessoa ao seu lado. “A tendência tecnológica não substitui a relação humana”, asseverou. Para realizar seu sonho de repensar as cidades, Frankel disse já trabalhar com cinco tendências que apontam para o futuro: mobilidade (fazer tudo no mesmo lugar); tempo (aplicativos e serviços que ajudam a ganhar tempo); compactação de espaços (reduzir espaços habitáveis, onde o ideal são 10 metros quadrados); compartilhar (carro, lavanderia, cozinha, hortas, ferramentas, tudo, como o coworking, aonde a pessoa não precisa mais sair do prédio para trabalhar) e tecnologia. “Estamos pensando em confundir o tijolo com a tecnologia”, afirmou o jovem, instigando os presentes a não temer as mudanças. Segundo ele, o grande sonho é revolucionar a visão o metro quadrado do metro quadrado para uma visão do tempo quadrado para que as pessoas tenham mais tempo para as coisas que realmente importam.

Para Kevin Nobels, da ‎McKinsey & Company, o Brasil está predestinado a investir em inovação na indústria da construção, por ser um setor que representa atualmente 13% Produto Interno Bruto (PIB) e movimenta cerca de R$ 1,6 trilhão anuais. “Nas últimas décadas, o país perdeu produtividade em construção e ficou mais distante dos líderes, mas é possível recuperar com a adoção de tecnologia, que é um viabilizador dessa corrida”, detalhou. Ele citou cinco grandes tendências em inovação,  que devem influenciar os projetos de construção nos próximos cinco anos: pesquisa e localização geográfica; BIM 5D e VDC; mobilidade e colaboração digital; internet das coisas (IoT) e Advanced Analytics e design da construção. “A inovações trazem o futuro ao presente, tanto no campo, quanto no escritório, e para a equipe de obra. As mudanças nos projetos de construção civil trarão vários benefícios à sociedade”, explicou.

“Não dá mais para trivializar a tecnologia, hoje, cujo avanço está acelerado”, afirmou Ulisses Mello, diretor do laboratório de pesquisas da IBM Brasil. “A evolução tecnológica cria uma transformação enorme na área de negócios, permitindo fazer mais com investimentos bem inferiores aos que eram necessários no passado”, continuou. Ele descreveu a função e atuação de, ao menos, quatro pilares de inovação: inteligência artificial, internet das coisas, blockchain e cloud. Alertou que vivemos “uma explosão de dados”, que não pode ser desconhecida por nenhum setor empresarial. No caso da construção, disse que ainda há um descompasso na corrida pela modernização, mas deu exemplos de tecnologias que já apontam erros numa obra, utilização de sensores que monitoram o ambiente, identificam número de pessoas em um prédio e ajudam a fazer uma gestão inteligente do ambiente viabilizando economia de energia e água. Também já é realidade a redução de custos da exportação, que hoje atinge cerca de 30% do valor da operação, por meio de rastreabilidade de ativos e digitalização da papelada burocrática.

O presidente da Comissão de Materiais e Tecnologia (COMAT/CBIC) e líder do projeto Foresight (pensamento de futuro para o setor),  Dionyzio Antonio Martins Klavdianos, destaca que a modernização deverá alcançar todo o processo da construção. A depender da implantação das políticas habitacionais prometidas, o segmento sairá da cultura analógica para a digital. “A quantidade de entulho gerada é um empecilho. A baixa qualificação técnica, materiais e sistemas tradicionais e culturas analógicas, também. Precisamos fazer com que o nosso setor volte a alcançar 15% do PIB. E o caminho passa pela inovação, alinhando políticas públicas de estímulo com a transformação digital do setor da construção e possibilitando o cenário de melhor onda”, afirmou.

A coordenadora de Macro Segmento de Casa e Construção da Unidade de Atendimento Setorial Indústria do SEBRAE, Roberta Aviz, destacou que a transformação digital no mundo “vuca” (volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade) crescerá ainda mais. Vuca é a expressão usada para definir a realidade atual. Ela reforçou que as novas empresas da era digital crescem, não somente 10% ao ano, como era no passado, mas, sim, 10 vezes ao ano. E mandou um recado: “se você não está vivendo a inovação em sua empresa, você está atrasado”.  E informou que, para aqueles que querem se atualizar, o SEBRAE oferece programas de inovação corporativa para a indústria da construção, que fomentam o desenvolvimento e incorporação de novas tecnologias.

As palestras ocorreram na plenária de abertura do 90º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), promovido pela CBIC e realizado pela Associação dos Sindicatos da Indústria da Construção Civil do Estado de Santa Catarina (ASIC-SC).

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