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20/10/2021

Enic: Mercado impõe que engenheiros tenham formação por competências

Ensino nas universidades foi um dos principais temas da oficina sobre valorização da profissão

A atualização dos currículos das faculdades foi enfaticamente defendida na oficina Valorização da Engenharia: aquisição de competências, a qualificação para o mercado. Coordenada por Hugo França, gestor da Comissão de Obras Industriais (COIC), da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o debate reuniu o CEO da plataforma de extensão universitária E2d500, Aécio Lira, e o assessor da presidência do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Osmar Barros.

Lira ressaltou que “80% do desafio da transformação digital, no mundo todo, será realizado pela engenharia”. Segundo ele, esse processo vai demandar os profissionais de países como o Brasil e a Índia, bem como da Alemanha e dos EUA. No entanto, acrescentou, “90% dos engenheiros precisam se capacitar para novas tecnologias como internet das coisas (IoT, na sigla em inglês para internet of things), inteligência artificial e Building Information Modeling (BIM).

Ele defendeu que as universidades brasileiras mudem a formação dos engenheiros, que precisam ter formação por competências, para atender as novas exigências do mercado. “Essa é a grande perspectiva para a próxima década, conforme já consta nas novas diretrizes curriculares nacionais e defende o Fórum Econômico Mundial, quando lista as profissões do futuro”, disse Lira. A E2d500 trabalha com a CBIC em um projeto que utiliza as principais competências de engenheiros em grandes empresas do Brasil.

Para Lira, é fundamental que a aquisição de competências pelos profissionais que chegam ao mercado de trabalho seja avaliada. “A métrica mais importante hoje, no mundo, compara o seu engenheiro com o de outras partes do país e do mundo na área específica de atuação dele”, explicou.

Aproximação entre universidades e mercado

Osmar Barros, do Confea, explanou sobre o trabalho que o Conselho realiza para aproximar as universidades do mercado de engenharia e, assim, transformar os currículos dos cursos superiores da área. Ele disse que “o ensino do saber deve ser transformado na aprendizagem do saber fazer”. “As instituições de ensino não estão preparadas para formar os novos profissionais”, observou.

“Deve-se estimular as atividades que articulam a teoria, a prática e o contexto de aplicação. Elas são necessárias para o desenvolvimento das competências”, afirmou Barros. Segundo ele, o sistema formado pelo Confea e pelos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (Creas) também está debatendo a revisão dos seus normativos para atender às novas demandas da engenharia.

O 93º Enic é uma realização da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e conta com apoio do Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional) e de entidades do setor, com patrocínio do Sebrae, OrçaFascio, Konstroi, Agilean, Brain Inteligência Estratégica, Mútua e Predialize.

A oficina que debateu a qualificação dos cursos de engenharia se conecta com o projeto Fortalecimento das Empresas de Obras Industriais e Corporativas, desenvolvido pela COIC/CBIC com a correalização do Senai Nacional.

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