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Agência CBIC

22/08/2019

Entrevista: Parceria entre Sesi e CBIC beneficia mais de 170 mil trabalhadores

São crescentes as ações resultantes da parceria entre o Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) na área de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), intensificadas a partir de 2012, em prol dos trabalhadores e das empresas do setor da construção.

Em entrevista exclusiva ao CBIC Hoje+, para a série ´SST na Indústria da Construção’, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, o gerente executivo de Saúde e Segurança na Indústria do Sesi – Departamento Nacional, Emmanuel Lacerda, reforça a importância da parceria entre as duas entidades. “Estamos unidos na questão da segurança e saúde do trabalhador. É um histórico de êxito, que faz com que o Sesi acredite no cumprimento da sua missão”, destaca.

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Como resultado, em 2018 o Sesi beneficiou 170.433 trabalhadores de 7.077 empresas do setor da construção.

Confira, a seguir, trechos da entrevista com Emmanuel Lacerda.

Lembramos que as matérias, entrevistas e artigos que compõem o especial de SST da CBIC poderão ser acompanhados até o final deste mês de agosto em edições do CBIC Hoje+ e no site da entidade – nas áreas Agência de Notícias e CPRT/CBIC, no ícone Acervo – Série ‘SST na Indústria da Construção’.

Acompanhe a série e conheça as iniciativas que a construção civil e o mercado imobiliário vêm desenvolvendo ao logo dos anos para o bem-estar dos seus trabalhadores.

Se você conhece boas iniciativas, a exemplo das que serão divulgadas na série, compartilhe com a CPRT/CBIC para que elas também possam ser disseminadas nacionalmente.

 

CBIC Hoje+: Qual a importância da indústria da construção para o Sistema S?

Emmanuel Lacerda: A indústria da construção é importante para a economia do País. Representa 20% do PIB industrial e é altamente empregadora. É ponta de uma cadeia produtiva bem ampla, extensa, geradora de emprego. E onde tem atividade produtiva e trabalhador, o Sistema S (Sesi e o Senai) tem que estar próximo para apoiar as empresas em suas competências. No nosso caso, a agenda de saúde e segurança é inerente à atividade produtiva e o Sesi tem se colocado como parceiro para dar esse apoio às empresas nesse assunto.

 

C.H.: Como o senhor avalia a parceria entre o Sesi Nacional e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) na área de Segurança e Saúde no Trabalho (SST)?

E.L.: É importante destacar que é uma parceria antiga, desde 2012. Naquele ano, o Sesi e o setor da construção criaram o Programa Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho para a Indústria da Construção (PNSST-IC). Essa parceria é relevante, porque ao trabalhar com a construção civil os trabalhos são mais focados, ligados diretamente ao entendimento das questões relacionadas ao setor produtivo. Essa parceria vem evoluindo ao longo dos anos, desenvolvendo ações de apoio e suporte técnico. Gostaria de destacar, de 2017 para cá, a parceria com a Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC com atividades relacionadas ao ambiente regulatório que são as campanhas regionais da CANPAT Construção [Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes da Indústria da Construção]. São iniciativas também relacionadas ao ambiente institucional para que tanto o Sesi quanto a CBIC se fortaleçam como parceiros no que diz respeito às questões de fiscalização, inspeção do trabalho e normatização.

 

C.H.: Quais ações estão sendo desenvolvidas pelo Sesi Nacional para a área de SST da indústria da construção?

E.L.: A nossa agenda de cooperação é bem extensa. A CANPAT Construção  é uma das iniciativas mais recentes. Mas, ao longo desses anos de parceria, o Sesi desenvolveu muito material técnico, muitas publicações, capacitações e treinamentos. Além de apoiar os sistemas de premiação da CBIC, que reconhece boas práticas na área de segurança e saúde no trabalho, apoia também, com a CBIC, iniciativas de realização de workshops e eventos técnicos para profissionais da área e gestores das empresas. Todo esse histórico de parceria tem dado muito bons resultados, tanto para o Sesi quanto para a CBIC.

 

C.H.: É possível mensurar os benefícios gerados aos trabalhadores do setor a partir dessas ações?

E.L.: A capacidade de atendimento do Sesi alcança mais de 2,2 milhões de trabalhadores na indústria em geral, quase 50 mil estabelecimentos industriais. Foram atendidos pelo Sesi, em 2018, 170.433 trabalhadores de 7.077 empresas do setor da construção. Mas, o mais importante é isso se traduzir em atendimentos de empresas e trabalhadores. Não existe nenhum operador na área de segurança e saúde no trabalho com ações de SST e promoção de saúde que tenha essa capacidade de atendimento que o Sesi tem. A construção é um dos alvos desse atendimento. Todo esse resultado tem que alcançar os trabalhadores para fazer valer todo o esforço do Sesi, da CBIC e dos Sinduscons nos estados.

 

C.H.: Os Centros de Inovação Sesi desenvolvem soluções em SST direcionadas ao setor da construção. Das iniciativas desenvolvidas, quais o senhor destacaria?

E.L.: Gostaria de destacar que uma das nossas prioridades de estratégia para segurança e saúde no trabalho é aproveitar o processo de transformação digital e qualificar melhor o nosso serviço para as empresas industriais, possibilitando levar para essas empresas indicadores, informações, processos de serviços diferentes que os processos digitais proporcionam, porque as questões de serviços e custos associados à gestão de SST também são importantes, mas sempre um gargalo para as empresas. E temos que aproveitar todos os recursos tecnológicos que o mundo digital oferece para que a gente chegue às empresas com baixo custo e com efetividade de resultado.

Nosso principal projeto é a plataforma digital Sesi Viva+ . É uma plataforma digital, focada no trabalhador – parte importante na gestão da saúde e segurança – e no gestor das empresas, gestores de RH, gestores de SST, médicos, técnicos e engenheiro de segurança, com sistemas de gestão parametrizados para que eles possam desenvolver os seus programas de prevenção e de gestão de riscos, acompanhados com indicadores para dar maior efetividade.

Outro é o da Agenda de Inovação. A nossa atuação na área de Segurança e Saúde no Trabalho é muito rica em termos de oportunidade para inovar.

Temos também os Centros de Inovação  que desenvolvem soluções em SST, com vocações temáticas em áreas como Ergonomia, Fatores Psicossociais, Tecnologias para a Saúde e Higiene Ocupacional e com um olhar específico para a indústria da construção. Destaco a iniciativa desenvolvida pelo Centro de Inovação Sesi em Tecnologias para a Saúde, premiada pela CBIC [Prêmio CBIC de Inovação] que é a Seif [Segurança, Informação e Formação] – sistema normatizado. Por meio dela, gestores, equipes e responsáveis acompanham em tempo real o status de segurança dos trabalhadores e mapeiam situações de risco no ambiente de trabalho. Os Centros têm se dedicado a estudar, pesquisar e desenvolver soluções para o setor da construção.

 

C.H.: Como os empresários do setor podem ter acesso às iniciativas desses centros de inovação?

E.L.: Todos os departamentos regionais do Sesi têm uma forte articulação com os próprios Sinduscons. Existe um canal direto. Independente do estado/região ter ou não um Centro de Inovação, o departamento regional do Sesi tem capacidade plena para atender demandas por inovação na área da construção.

Existe uma rede temática nucleada nesses centros que, pela capilaridade do Sesi, possibilita esse atendimento às empresas do setor. Mas, a gente também desenvolve programas específicos. Um deles é o Edital de Inovação,  em que o Sesi acolhe ideias e projetos para apoiar o setor. Esse edital é um instrumento importante para a aproximação com as empresas, por que são projetos que precisam ter demandas de interesse da indústria e das empresas para submeter a esse edital.

O Sesi também tem o Portal Web , que possibilita à indústria da construção ter um contato direto com os Centros de Inovação, para verificar o portfólio e que tipo de soluções eles desenvolveram, além de também poderem diretamente demandar soluções a esses centros.

Resumindo, toda a nossa rede de departamentos regionais, o Portal Web e o instrumento do Edital de Inovação – alternativa de apoio e estímulo a ideias e projetos para as empresas – estão à disposição do setor e das empresas.

 

C.H.: Essa parceria resultou em diversas publicações que oferecem orientações para gestores de SST.

E.L.: Eu destacaria a série de Vídeos 100% Seguro. É uma publicação de vídeos educativos, com sugestões de controle operacional para os fatores de risco de maior incidência na indústria da construção. Essa foi a nossa primeira experiência de parceria com o setor. A série nasceu com a indústria da construção e a partir dela deu início às séries de outros setores. São vídeos educativos que orientam, com linguagem clara e simples, técnicos e trabalhadores sobre as melhores práticas de segurança e saúde.

Guia Prático para Cálculo de Linha de Vida e Restrição para a Indústria da Construção , ensina às empresas, de forma bem prática, a calcularem a linha de vida e implementarem em suas obras, de forma fácil e com conformidade técnica. Alvo de preocupação das empresas de atender a fiscalização nesse quesito, o guia orienta a empresa a estar totalmente de acordo com o que a legislação exige. Tem também o Diagnóstico e Prevenção de Quedas (DPQ) , como produto dessa parceria, embasado para apoiar os engenheiros de obras e engenheiros técnicos da indústria da construção.

 

C.H.: Qual a importância da ferramenta ‘Construindo Segurança & Saúde’, simulador de custos de acidentes e afastamento de trabalho, criada pela CBIC em parceria com o Sesi Nacional para os empresários compreenderem a importância de se prevenir acidentes?

E.L.: O ‘Construindo Segurança & Saúde’  é um simulador de custos de acidentes e afastamentos de trabalho. Essa calculadora é bem simples e acessível a qualquer empresa, que pode simular seus custos relacionados a acidentes no trabalho.  Muitas vezes a gente verifica que as empresas e os empresários não têm percepção clara de quanto custa um acidente. Com esse simulador, que é gratuito, o empresário pode simular a sua realidade. Ele está no anonimato. Não existe identificação. É uma calculadora para ajudar num processo de cenários, num processo decisório, onde o empresário tem todo o cálculo baseado nos cálculos do Fator Acidentário Previdenciário (FAP), que repercute nos custos de seguro que a empresa paga em virtude da sua performance em termos de segurança.

A ideia era possibilitar às empresas uma ferramenta ágil, rápida, simples e sem custo para que elas tivessem uma noção de como estão expostas em termos de custos relacionados a acidentes. Sesi e CBIC acertaram em ter uma orientação simples e básica como essa ferramenta, que é também o início de uma parceria com as empresas do setor, para que a gente possa construir programas, dentro da empresa, que evitem os custos simulados na calculadora.

 

 

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