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23/07/2014

Construtores cearenses visitam fábrica de casas

"Cbic"
23/07/2014

Diário do Nordeste

Construtores cearenses visitam fábrica de casas

Todas as casas projetadas, pré-moldadas, construídas e instaladas pela empresa são resistentes a abalos sísmicos. Para provar, empresários da Coopercon sentiram dois "terremotos programados" FOTO: EGÍDIO SERPA

Kakegawa (Japão) Empresários e executivos da construção civil cearense conheceram ontem, literalmente, uma indústria de casas pré-fabricadas por um conjunto de 117 robôs que operam 24 horas por dia, de segunda a sexta-feira, sob a supervisão de 394 técnicos e operários, cujo regime de trabalho em equipes é de 12 horas – das 7 às 7 – seguidas de um dia inteiro de descanso. A Sekisui House, instalada nesta cidade da região central japonesa, projeta, pré-molda e instala, mensalmente, 400 casas, cuja área varia até 140 m². Preço? A maior custa o equivalente a R$ 1 milhão, sem contar o terreno que aqui no Japão vale outra fortuna.

Diante desse alto custo, não se trata de uma solução técnica para encarar o déficit habitacional do Brasil – de 7 milhões de residências – mas a tecnologia usada pela Sekisui House pode ser apropriada, em parte, pelas empresas associadas à Cooperativa da Construção Civil do Ceará (Coopercon-CE), cujas unidades industriais de corte e dobra de aço em Maracanaú e em Parnamirim (RN) evoluirão para a fabricação de novos materiais.

Ontem, 22, foi o primeiro dia de trabalho da Missão Empresarial da Coopercon-CE, que segue hoje conhecendo o modelo Zero Energy Mass Customised Home (ZEMCH na sigla em inglês), que pode ser traduzida como "casas com zero energia e customização em massa". A visita à Sekisui House – que prefere o slogan "lento e inteligente" – durou o dia inteiro. O grupo de empresários cearenses ficou impressionado com as tecnologias empregadas, uma das quais é "top secret": uma cerâmica revestida de fibras que resiste, sem rachar, ao fogo de um maçarico cujo calor chega a 1.100 graus. E mais: a temperatura da outra face da cerâmica não passa dos 50 graus. E tudo é feito por robôs que desenham, medem, parafusam e soldam, milimetricamente, todas as peças estruturais de cada unidade produzida.

Resistentes a terremotos 

 Todas as casas projetadas, pré-moldadas, construídas e instaladas pela empresa são resistentes a terremotos, e isso já ficou provado várias vezes. Ontem, um grupo de empresários da Coopercon passou pela experiência de um sismo. Eles entraram na sala de estar de uma das casas da Sekisui, sentaram-se à mesa de jantar e passaram a conversar, quando aconteceu um "terremoto programado" de quatro graus na escala Richter; um minuto depois, outro de sete graus. A casa balançou, o que estava sobre a mesa caiu, mas a estrutura metálica, sustentada em bases que rolam quando a terra treme, manteve-se perfeita.

A Sekisui produz em escala industrial quase tudo em sua fábrica de Kakegawa – do piso ao teto, da estrutura metálica ou de madeira certificada às esquadrias, dos revestimentos aos componentes refratários ao calor e ao frio. As instalações elétricas e hidráulicas são executadas por terceiros no local onde a casa é erguida. Mas cada unidade é produto do gosto de quem a compra – é aí que entra a customização, que torna diferentes a cor da fachada e das paredes, as fechaduras e até os painéis fotovoltaicos colocados sno telhado e que geram 50% da energia consumida pelo imóvel. No verão, o índice de insolação aqui é muito alto – ontem, fazia 33 graus e o sol estava a pino.

Voltada à classe média

 Para o engenheiro e empresário Maurício Carvalho, sócio e diretor da Construtora LCR (Lima, Carvalho Rocha), o método ZEMCH "é uma excelente ideia para o japonês, que não gosta de ficar mudando de casa, pois ele prefere a mesma companhia a vida toda". No Brasil, esse modelo não caberia em um programa massivo de produção de casas populares, como o Minha Casa Minha Vida, cujos compradores são pessoas de baixa renda.

Na sua opinião, porém, "o ZEMCH cabe perfeitamente no bolso da classe média". Maurício Carvalho admite que boa parte das tecnologias aplicadas pela Sekisui Home pode ser apropriada pela indústria brasileira, bastando para isso o primeiro passo: o entendimento com quem as domina.

Patriolino Dias, sócio e diretor da Construtora Dias de Sousa, vai na mesma direção e até afirma que, "no Ceará, parte dessas tecnologias já é usada por algumas empresas construtoras; a diferença é que no Brasil, Fortaleza incluída, não há terremotos, o que já dispensa algumas soluções sofisticadas e caras do método ZEMCH".

Patriolino, contudo, reconheceu: "O caminho da construção civil e de outros ramos da indústria é o da inovação, e aqui no Japão o ZEMCH é inovação aplicada na veia do construtor", argumentou.

Egídio Serpa* 

 Colunista

*O jornalista viajou a convite da Coopercon-CE  



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