AGÊNCIA CBIC
Copom mantém Selic em 13,75% ao ano
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. A decisão interrompe o ciclo de cortes iniciado em abril de 2026 e surpreende parte do mercado financeiro, que esperava uma redução de 0,25 ponto percentual.
A manutenção ocorre em um cenário de incertezas que dificultam o controle da inflação, entre elas a instabilidade cambial e as tensões no Oriente Médio. Entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic permaneceu em 15% ao ano, maior patamar em quase duas décadas. A partir de abril deste ano, o Copom promoveu cinco cortes consecutivos.
A inflação também permanece como ponto de atenção. O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,32% em outubro. No acumulado de 12 meses, porém, o índice avançou de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
A meta contínua de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o limite superior é de 4,5%. Pelo modelo em vigor desde janeiro de 2025, o Banco Central acompanha mensalmente a inflação acumulada em 12 meses para avaliar o cumprimento da meta.
As projeções do mercado também indicam pressão sobre os preços. Segundo o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, a expectativa é de que o IPCA encerre 2026 em 5,22%, acima do limite estabelecido. A taxa Selic é o principal instrumento de política monetária utilizado pelo BC para controlar a inflação, e sua manutenção em patamar elevado mantém o custo do crédito alto, com reflexos sobre o consumo, os investimentos e a atividade econômica.



















































































