AGÊNCIA CBIC
Consultor diz no ENIC que conhecimento e colaboração melhoram a produção
Para Waldez Ludwig, gestão socialmente responsável torna empresas mais competitivas e agrega valor à marca
Responsabilidade social é cumprir com seus deveres, não caridade. Esta foi a mensagem que Waldez Ludwig, psicólogo e consultor em gestão empresarial, trouxe ao 88º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), em Foz do Iguaçu. Segundo ele, as empresas com melhores resultados e consideradas as melhores para se trabalhar são as que cumprem seu papel social. “Não vivemos no capitalismo, vivemos no ‘conhecimentismo’. Conhecimento é o fator de produção mais importante, mais que capital e instalações”, explica Ludwig.
O consultor comenta ainda a importância da colaboração: “A gestão deve ser colaborativa, isso é ser responsável”. Todos os níveis dentro de uma organização devem ser considerados e valorizados. “A Revolução industrial separou as pessoas que pensam daquelas que fazem, chamadas pejorativamente de ‘mão-de-obra’”, explica Ludwig, ressaltando que todos pensam e devem ser ouvidos. “O conjunto é maior que o time, e não se trata apenas do gestor e seus funcionários”. A fim de exemplificar esse aspecto, ele deu uma perspectiva do momento atual. “Não existe mais líder. Existe a ‘midiocracia’. Quem manda é a mídia e as redes sociais, algo que a presidente Dilma Rousseff [com o afastamento do cargo] entendeu hoje. Quem coloca alguém no sucesso ou no fracasso em segundos é o Facebook. Esta é a segunda ‘nação’ mais populosa do mundo, perdendo apenas para a China”.
Atender à responsabilidade social diz respeito ainda a aceitar e abraçar a diversidade de pensamentos. Ludwig prega que essa diversidade deve ser trabalhada e recompensada de maneiras diferentes. Ele não acredita, por exemplo, na isonomia salarial. “Se ganha no mundo competitivo por talento ou resultado. Se recebe sempre pela raridade, não pela importância”.
Com o painel “Responsabilidade Social como estratégia para aumento de competitividade e melhoria da reputação da marca”, o consultor buscou apresentar também novas tecnologias de gestão para que empresas sejam transformadas internamente e, assim, possam operar de forma efetiva com responsabilidade social.
Sustentabilidade e ética estão sendo avaliados por concorrentes e clientes. Características como ser ecologicamente correto, socialmente justo, culturalmente engajado e economicamente viável mostram se uma empresa tem responsabilidade social. “Falir, por outro lado, é ser um irresponsável social, pois coloca diversas pessoas em situação vulnerável”, completa.
Esse foi o primeiro painel da programação do Fórum de Ação Social e Cidadania (FASC), iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do SESI Nacional. A presidente do FASC, Ana Cláudia Gomes, afirma que o painel busca inspirar mudanças. “Estamos tentando disseminar o conceito de responsabilidade social, desconstruir a visão de filantropia e assistencialismo, além de entender como fortalecer as empresas e torná-las mais competitivas”.























































































