AGÊNCIA CBIC
CBIC debate infraestrutura sustentável e desafios para ampliar investimentos durante encontro em Belém
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) deu início, nesta quarta-feira (4), ao Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores 2026 – Norte, em Belém. A programação, que segue até quinta-feira (5), reúne representantes do setor para discutir desafios e oportunidades para o desenvolvimento da construção civil na região.
A abertura contou com a participação do presidente executivo da CBIC, Fernando Guedes Ferreira Filho; dos vice-presidentes da entidade Vinicius Benevides, da Área de Infraestrutura, Ilso Oliveira, da Área de Obras Industriais e Corporativas, e Clerlânio Fernandes de Holanda, da região Norte; do presidente do Sinduscon-PA, Fabrizio de Oliveira; e do presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), José Maria Mendonça. Na ocasião, Guedes destacou a importância do encontro para ampliar os investimentos na região. “Existem recursos e eles podem ser aplicados à região e esses encontros são justamente para que a gente faça esse debate”, afirmou.
Na sequência, o painel “Caminhos da Infraestrutura Sustentável”, promovido pela Comissão de Infraestrutura (COINFRA) da CBIC, reuniu o vice-presidente da Área de Infraestrutura da entidade, Vinicius Benevides; o advogado Marcos Saes, sócio da Saes Advogados e autor do estudo Caminhos da Infraestrutura Sustentável (CBIC/SENAI); e o engenheiro sanitarista Josué Rocha, sócio-diretor do Grupo SAMNIT e diretor-geral da Mútua-PA.
Sustentabilidade e oportunidades para a construção

Durante o debate, Vinicius Benevides defendeu que o setor da construção assuma uma postura mais estratégica diante das exigências ambientais e das oportunidades associadas à economia verde. Segundo ele, mecanismos de financiamento sustentável, como o EcoInvest, representam possibilidades de captação de recursos, enquanto a adoção de práticas ambientais tende a se tornar um requisito cada vez mais relevante para a competitividade das empresas.
“Hoje é uma oportunidade, mas a gente tem que se adaptar porque amanhã vai virar uma obrigação”, ressaltou.
Benevides também destacou a importância de considerar as particularidades brasileiras na definição de metas de descarbonização. Ao apresentar dados sobre emissões de carbono na construção, defendeu que os compromissos ambientais levem em conta os níveis de emissão por metro quadrado construído, considerando as características da matriz energética nacional. Para Benevides, é possível conciliar crescimento econômico e responsabilidade ambiental por meio de soluções que gerem benefícios para as empresas e para a sociedade.
A necessidade de incorporar a sustentabilidade à estratégia dos empreendimentos também foi abordada por Marcos Saes. O advogado ressaltou que o desenvolvimento sustentável depende do equilíbrio entre os aspectos econômicos, sociais e ambientais, além de segurança jurídica e maior eficiência nos processos de licenciamento.
“Só há um jeito de empreender, e é com sustentabilidade”, afirmou. Segundo Saes, cumprir a legislação ambiental deve ser apenas o ponto de partida para as empresas, que precisam avançar na adoção de práticas capazes de reduzir impactos, otimizar recursos e demonstrar resultados concretos.
Durante sua apresentação, o especialista também abordou o estudo Caminhos da Infraestrutura Sustentável, desenvolvido pela CBIC em parceria com o SENAI. O material reúne orientações para a incorporação de práticas sustentáveis aos projetos e deverá ser atualizado com experiências e contribuições do setor.
Desafios do saneamento na região Norte
Outro ponto central do painel foi a necessidade de ampliar os investimentos em saneamento básico, especialmente na região Norte. O engenheiro sanitarista Josué Rocha chamou atenção para as dificuldades históricas enfrentadas pelo Pará e para os obstáculos que ainda comprometem a expansão dos serviços.
Ao abordar a trajetória do saneamento no país, Rocha destacou as mudanças introduzidas pelo marco regulatório de 2020, mas ressaltou que a implantação de infraestrutura continua enfrentando desafios relacionados ao planejamento, ao licenciamento ambiental e à articulação entre os diferentes agentes envolvidos.
Para o especialista, a superação desses entraves exige maior participação técnica nas decisões públicas e uma atuação colaborativa entre gestores, profissionais da engenharia e sociedade. Ele também defendeu que os projetos considerem as transformações climáticas e sejam planejados para garantir a durabilidade e a eficiência das estruturas ao longo do tempo.
O Encontro CBIC de Construtores e Incorporadores Norte segue nesta quinta-feira (5), com a solenidade oficial de abertura e homenagens.
O Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores é uma realização da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e Correalização do Sesi e Senai, da FIEPA, do Sinduscon-PA; conta com o Apoio Institucional da Schneider Eletric e Steck; e Patrocínio Oficial da CAIXA e Governo do Brasil, onde tem patrocínio CAIXA, tem Governo do Brasil.
O tema tem interface com o projeto “Caminhos da Infraestrutura Sustentável”, da Comissão de Infraestrutura (COINFRA) da CBIC, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Confira a publicação na íntegra: https://brasil.cbic.org.br/acervo-publicacao-caminhos-da-infraestrutura-sustentavel-2026



















































































