AGÊNCIA CBIC
Atendimento à normas de desempenho pode ser vantagem competitiva
O atendimento às normas de desempenho em uma construção podem constituir uma importante vantagem competitiva em novos empreendimentos, especialmente em tempos de crise. É o que defendeu Alexandre Mourão, do Sinduscon (Sindicato da Indústria de Construção) do Ceará, no 88o. Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), que acontece em Foz do Iguaçu (PR).
“Entendemos que a norma de desempenho é grande oportunidade de melhoria da vantagem competitiva, já que se divide em nível mínimo, intermediário e superior. Dentro da ABNT (Associação Brasileira de Norma Técnicas) posso dizer que o prédio que vou lançar tem a norma superior da ABNT”, afirmou Mourão.
Ele expôs a ideia durante palestra na COMAT (Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade) sobre impactos das normas desempenho na indústria de construção. A apresentação faz parte dos debates do ENIC, promovidos pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com realização do Sinduscon Paraná-Oeste. Durante o evento, as discussões promovidas pelas Comissões Técnicas da CBIC são correalizados com o SENAI Nacional.
Desde julho de 2013, entrou em vigor a Norma de Desempenho de Edificações, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que estabelece exigências de conforto e segurança em imóveis residenciais.
Mourão apresentou estudos feitos no âmbito do Programa de Inovação da Indústria da Construção Civil do Ceará (Inovacon-CE), que lista passo a passo do que deve ser observado pelas empresas para cumprir essas regras. Segundo ele, o grupo elaborou uma espécie de questionário para checar o atendimento ds regras e tornar esse projeto uma ferramenta prática, além de fazer um breve diagnóstico do atendimento a essas normas por parte das construtoras.
“Depois de mapearmos o processo, vimos que 7% a 8% dos casos não atendem as normas. Temos que trabalhar para melhorar o atendimento. Mas estamos mais perto do que achávamos”, afirmou.
Pesquisa
Márcia Menezes, Diretora da Unidade de Inovação & Tecnologia do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações) apresentou uma pesquisa que mostrou que 30% dos entrevistados afirmaram ser “impossível” atender às normas. “Isso demonstra que, mesmo após um tempo há dificuldade em atender”, afirmou.
Entre outros dados da pesquisa, ela pontuou que 67% dos construtores afirmaram que tiveram que mudar processos de execução de obras, quase 50% afirmaram que tiveram que mudar materiais de acabamento. Nesse sentido, 65% dos entrevistados disseram que as normas trouxeram novidades. “Isso nos chamou a atenção porque eram conceitos que já existiam”, disse.























































































