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AGÊNCIA CBIC

03/03/2015

Construtoras preveem repasse da alta de custos

"Cbic"
03/03/2015

Jornal Em Tempo – 01 de março

Construtoras preveem repasse da alta de custos

Setor da construção civil do Estado deverá repassar pelo menos 5% da alta de custos ao consumidor final

A mudança no sistema de desoneração da folha de pagamento foi mal recebida pelo Sindicato da Industria da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sinduscon-AM). O setor já prevê repasse de pelo menos 5% ao consumidor final por conta da medida publicada no Diário Oficial da União, nesta sexta (27).

“É inegável que, no longo prazo, os empresários serão obrigados a repassar esses gastos adicionais para o consumidor final. A população é a mais prejudicada”. Lamentou o presidente da entidade, Eduardo Lopes, em texto distribuído pela assessoria de imprensa do Sinduscon-AM, na manhã de ontem.

A medida provisória 669 estabeleceu, a partir de junho, as empresas que recolhem 2% do faturamento para a Previdência passem a arcar com 4,5% já aquelas que pagam 1% terão de recolher 2,5%.

Conforme o dirigente, o setor operou no limite em 2014 para equilibrar receita e despesa sem desempregar. O receio agora é não ter como incorporar o novo aumento, em um cenário de demanda em baixa e de inflação em alta. 

“Ainda não temos como mensurar as consequências de mais este duro impacto. Se as perspectivas não eram otimistas para 2015, a partir de agora de tornam ainda piores”, desabafou.

Nesta semana, o Sinduscon-AM deve divulgar os resultados do setor em 2014, mas a estimativa atual dos operadores de mercado é que os números sejam desanimadores. Em virtude do estoque alto, o setor brecou os lançamentos no ano passado.

No entendimento d Lopes, o Planalto deveria seguir o exemplo do governo do Amazonas ao cortar despesas de custeio e “não ter repassado ao já penalizado setor produtivo mais este encargo”.

O Amazonas conta com mais de 200 empresas do segmento da construção civil ativas e com atividades continuas voltadas para os setores industrial, imobiliário e de infraestrutura. Juntas, as construtoras geram mais de 76 mil empregos direitos e fomentam negócios em inúmeros segmentos da economia.

Reação nacional

A Câmara Brasileira da Industria da Construção (CBIC) publicou nota lamentando a ação do governo federal e dez uma análise de adensamento da crise a partir do engessamento do setor produtivo. Segundo o presidente da entidade, José Carlos Martins, a medida traz malefícios para o Brasil porque onera o investimento. 

O presidente da CBIC também considera que seria melhor o governo cortar despesas de custeio no lugar de encarecer o investimento e criar insegurança jurídica. 

“Medidas contingenciando recursos do PAC, aliadas a esta oneração, com inflação em alta, repasse de recursos atrasados e pouca expectativa de novas contratações só trazem prejuízo para o pais e ameaçam paralisar obras de infraestrutura, que são vitais para o desenvolvimento do Brasil’, argumentou Martins.

O dirigente salienta que o setor está indignado, pois não foi consultado para auxiliar na busca de alternativas que evitassem impactos negativos.

A confederação Nacional da Industria (CNI) também lamentou medida, por meio de nota publicada no Portal da Indústria. Por Equipe EM TEMPO Online

 


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