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Brasil Econômico/BR
Índice sobe com dado doméstico
BOLSAS
Notícias positivas dos setores de construção e siderurgia fazem índice subir 0,18%, a 56.972
Marcelo Ribeiro
O mau humor que caracterizou o comportamento dos investidores internacionais e influenciou os rumos do Ibovespa durante boa parte da sessão não prevaleceu até o final.
Diante de um bom desempenho dos papéis do setor de construção civil e siderurgia, o índice doméstico encerrou com alta de 0,18%, aos 56.972 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 9,45 bilhões.
No início do pregão, a bolsa brasileira seguia o ritmo dos índices internacionais, impactados por um acordo estabelecido pelo governo do Chipre, junto a Troika, grupo de credores internacionais composto pela Comissão Europeia (CE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE).
O acordo indica que o país receberá um resgate de 10 bilhões dos credores. Para tal, a nação aprovou a imposição de uma taxa nas contas bancárias dos cipriotas. Os correntistas com mais de 100 mil nas contas bancárias serão obrigados a pagar uma taxa compulsória de 9,9%, enquanto as contas com valores abaixo desse montante terão uma taxa de 6,75%.
O principal índice de ações do Chipre não operou ontem, em função de feriado bancário decretado após a divulgação das medidas no sábado.
De acordo com Luiz Roberto Monteiro, operador institucional da Renascença Corretora, ao decretar feriado bancário, a estratégia do governo seria evitar uma corrida bancária no país.
Mesmo com os temores com relação ao país, o especialista aponta que dificilmente outras nações europeias se verão contagiadas pelo momento adverso.
Ainda assim, as bolsas europeias encerraram a primeira sessão da semana com desaceleração. Neste contexto, o CAC 40, de Paris, recuou 0,48%; o DAX, da Alemanha, perdeu 0,40%; e o FTSE 100, de Londres, caiu 0,49%.
No mesmo sentido, as bolsas de Wall Street também ficaram no vermelho, refletindo as preocupações com as próximas decisões a serem tomadas na ilha do mediterrâneo.
Além disso, a agenda trouxe um dado negativo referente à confiança do setor de construção civil, que retraiu para 44 pontos em março frente a 46 pontos no segundo mês do ano.
Desta maneira, o Dow Jones caiu 0,43%, o S&P 500 retraiu 0,55% e o Nasdaq perdeu 0,35%.
Por aqui, Monteiro indica que os setores de construção civil e siderurgia reverteram baixas da semana anterior e seguraram o índice com ligeira valorização.
Entre os papéis, vale destacar o desempenho da MRV (MRVE3) e da Usiminas (USIM3), que subiram 3,67% e 3,74%, respectivamente. Os ativos eram vendidos a R$ 10,16 e R$ 11,10, nesta ordem.
O desempenho do papel preferencial da Petrobras também teria contribuído para o rumo final do índice brasileiro. A ação da estatal (PETR4), que valorizou 0,58%, foi impulsionada pelo otimismo em relação ao plano de investimentos da empresa, de aumentar as provisões para a produção e exploração e reduzir nas refinarias, que são menos rentáveis.
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Entre os papéis, destaque para MRV e Usiminas, que subiram 3,67% e 3,74%, respectivamente.
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