AGÊNCIA CBIC
Seconci-Rio alerta que prevenção do câncer de mama vai além da mamografia
Women fighting breast cancer Gerente de Saúde da entidade explica fatores de risco, sinais de alerta e a importância do acompanhamento médico
O mês de outubro é marcado pelo Outubro Rosa, movimento de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, o tipo mais comum entre as mulheres brasileiras, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Para a gerente de Saúde do Serviço Social da Indústria da Construção do Rio de Janeiro (Seconci-Rio), Gilda Maria, a informação e o acompanhamento médico são fundamentais para a identificação precoce da doença.
“Quando identificado no início, o câncer de mama tem grandes chances de cura. Por isso, é importante manter o acompanhamento médico e fazer os exames de rastreamento recomendados para a idade e o perfil de risco de cada mulher”, alerta a profissional. No Seconci-Rio, as colaboradoras das empresas contribuintes têm acesso à avaliação clínica, exames complementares e orientações de saúde pelo atendimento da ginecologia. O atendimento é realizado na sede da instituição, na Praça da Bandeira, A conscientização deve estar presente ao longo de todo o ano, mas o Outubro Rosa reforça a importância de olhar para a própria saúde.
Esclarecendo dúvidas:
Quais são os principais fatores de risco para o câncer de mama?
Entre os fatores de risco estão o histórico familiar e fatores genéticos, especialmente quando há casos de câncer de mama ou de ovário na família, e a idade (principal). Mulheres que têm mãe, irmã ou filha com histórico da doença devem informar essa condição ao médico, que poderá avaliar a necessidade de um acompanhamento diferenciado. Também aumentam o risco fatores como excesso de peso, sedentarismo, consumo de bebidas alcoólicas, primeira menstruação precoce, menopausa tardia e uso prolongado de alguns tratamentos hormonais.
Quais hábitos podem contribuir para o desenvolvimento da doença?
O consumo de bebidas alcoólicas, o sedentarismo e o excesso de peso podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença. O uso prolongado de contraceptivos hormonais também está associado a um aumento do risco e deve ser avaliado com orientação médica.
O autoexame ainda é recomendado? Qual a forma correta de fazê-lo?
Mais importante do que seguir uma técnica específica é conhecer as próprias mamas e estar atenta a alterações que não sejam habituais. Ao perceber alguma mudança, como um caroço, abaulamento ou secreção pelo mamilo, a mulher deve procurar avaliação médica.
A partir de que idade as mulheres devem começar a fazer a mamografia?
A mamografia é preconizada em mulheres de 50 a 74 anos a cada dois anos, sendo disponibilizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A partir de 2025, o SUS ampliou o acesso à mamografia para a faixa etária dos 40 aos 49 anos mesmo sem sinais ou sintomas de câncer, sendo o exame feito sob demanda, em decisão conjunta com o profissional de saúde.
Existem exames complementares importantes além da mamografia?
Sim. A ultrassonografia mamária pode complementar a avaliação em determinadas situações, assim como a ressonância magnética, que pode ser indicada pelo médico de acordo com o perfil da paciente e os achados dos exames anteriores.
Quais alterações nas mamas devem acender o sinal de alerta e motivar uma consulta?
A presença de um nódulo ou caroço, abaulamento, alteração na pele ou no formato da mama e secreção pelo mamilo são sinais que devem ser avaliados por um médico. De maneira geral, qualquer mudança persistente ou diferente do habitual merece atenção.
Existe algum sintoma inicial que costuma ser negligenciado pelas mulheres?
O câncer de mama pode não apresentar sintomas nas fases iniciais. Por isso, não é recomendado esperar o aparecimento de sinais para procurar acompanhamento. A realização dos exames indicados e o acompanhamento regular são importantes para o diagnóstico precoce e o tratamento.
Quais são os principais mitos que ainda dificultam a prevenção ou o diagnóstico precoce?
Um dos principais problemas é acreditar que o câncer de mama não pode acontecer com determinada pessoa ou que, na ausência de sintomas, não há necessidade de acompanhamento. A informação ajuda a combater esse tipo de descuido e incentiva a busca por avaliação médica.
Como o Outubro Rosa contribui para aumentar a adesão aos cuidados de saúde?
A campanha amplia o acesso à informação e estimula as mulheres a refletirem sobre a própria saúde. A comunicação tem um papel importante para mostrar que a prevenção e o diagnóstico precoce podem fazer diferença. Quando uma pessoa compartilha sua experiência e incentiva outra a se cuidar, também contribui para essa conscientização.





















































































