AGÊNCIA CBIC
Semana CANPAT Construção: painel debate riscos e modernização dos equipamentos na construção
Os riscos relacionados ao uso de máquinas e equipamentos nos canteiros de obras foram discutidos nesta quarta-feira (7), durante o painel “Panorama dos Equipamentos na Construção Civil: Riscos, Inovações e Desafios Regulatório-Operacionais”, da Semana CANPAT Construção 2026. Realizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a iniciativa reúne especialistas para discutir temas relacionados à segurança e saúde no trabalho no setor.
O encontro abordou acidentes recorrentes, manutenção, fiscalização, capacitação profissional, modernização tecnológica e atualização das normas de segurança. A gerente de Segurança do Trabalho do Seconci-DF, Juliana de Oliveira, mediou o painel, que teve como painelista Antonio Pereira, auditor fiscal do Trabalho e coordenador do Projeto da Construção da Seção de Segurança e Saúde no Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho no Estado de São Paulo (SRTb/SP).
Na abertura, Juliana destacou que a evolução dos equipamentos tem contribuído para reduzir esforços físicos, movimentar grandes cargas, viabilizar obras mais complexas e aumentar a produtividade. Ao mesmo tempo, ressaltou que a presença simultânea de máquinas e trabalhadores nos canteiros exige atenção aos riscos associados à modernização.
Antonio Pereira reforçou a importância de incorporar a segurança desde a fase de projeto. Segundo ele, a participação dos profissionais de segurança não deve ocorrer apenas diante de fiscalizações ou após acidentes. O planejamento antecipado permite identificar riscos e utilizar ferramentas como o BIM para melhorar a prevenção.
“As obras hoje mais bem organizadas, com riscos muito mais controlados, elas são muito mais discutidas na fase de projeto”, afirmou.
Planejamento e tecnologia na prevenção
Entre os principais pontos de atenção, Pereira citou equipamentos de movimentação de cargas e pessoas, como gruas, minigruas e elevadores de cremalheira. Ele destacou a importância do plano de cargas, que deve integrar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e ser elaborado de forma conjunta pela equipe de segurança, engenharia da obra e responsáveis pelos equipamentos.
O auditor também chamou atenção para falhas de manutenção, procedimentos de operação e sistemas de fixação. Para ele, é necessário ampliar a responsabilidade dos locadores e fornecedores na verificação das condições dos equipamentos, além de melhorar a qualificação dos profissionais envolvidos na montagem e manutenção.
Outro avanço apontado foi o uso da tecnologia para ampliar a rastreabilidade. Pereira citou iniciativas com QR Code para registrar inspeções e defendeu a digitalização do controle de máquinas e equipamentos.
“Nós precisamos cada vez trazer mais a digitalização e a facilitação para todos os usuários do controle das máquinas e equipamentos e dos dispositivos”, afirmou.
O painel também abordou propostas de atualização das NRs 11, 12 e 18, com medidas voltadas à melhoria dos dispositivos de segurança e dos procedimentos relacionados a diferentes equipamentos. A climatização de máquinas também foi destacada como uma evolução importante para melhorar as condições de trabalho, especialmente diante da exposição ao calor, material particulado e outros agentes.
Ao final, Pereira reforçou que a prevenção depende da integração entre planejamento, tecnologia, capacitação e manutenção. “Um projeto adequado, uma execução adequada, uma manutenção correta, nos leva à garantia de saúde e segurança de todos os envolvidos”, afirmou.
O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi).





















































































