AGÊNCIA CBIC
Com Ilso José de Oliveira na liderança, COIC prioriza valorização da engenharia, inteligência de mercado e gestão compartilhada para a gestão 2026-2029
A Comissão de Obras Industriais e Corporativas (COIC) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) inicia a gestão 2026-2029 com o compromisso focado em fortalecer a engenharia nacional e apoiar as empresas na resposta às demandas do mercado. À frente da comissão está o engenheiro civil Ilso José de Oliveira, executivo com ampla trajetória no setor, fundador da Reta Engenharia, empresa que presidiu por 25 anos e da qual presidiu o Conselho de Administração por outros cinco, e atual sócio-fundador e presidente do Conselho de Administração da RETC Infraestrutura.
Com pós-graduação em Administração Mercadológica pela Fundação Dom Cabral, MBA em Gestão de Negócios de Engenharia pelo IBMEC e certificação como Conselheiro de Administração pela FDC, Oliveira traz uma sólida bagagem na liderança de projetos industriais de grande porte. Ele também exerce a presidência da Câmara de Obras Industriais da FIEMG e integra o Conselho Temático de Mineração da CNI (COMIN/CNI).
Em entrevista ao CBIC Hoje, o vice-presidente da área de Obras Industriais e Corporativas e presidente da Comissão de Obras Industriais e Corporativas da CBIC analisa os gargalos de produtividade do setor, os cenários para investimentos em áreas cruciais, como mineração, transição energética, logística e data centers, e reforça a urgência de regras claras e segurança jurídica para atrair capital no Brasil.
Confira a entrevista na íntegra:
Quais os principais desafios do setor da construção para os próximos três anos?
Ilso José de Oliveira: Os principais desafios da construção nos próximos três anos serão melhorar a produtividade e elevar a maturidade das empresas. Para dar conta deles, será fundamental investir na qualificação da mão de obra e na inovação de processos.
Diante deste cenário, quais as prioridades da Comissão de Obras Industriais e Corporativas para esta gestão?
Ilso José de Oliveira: Vamos trabalhar fundamentados em três eixos centrais. O primeiro é a Valorização da Engenharia, para termos mais engenheiros qualificados e disponíveis no mercado, aproveitando ao máximo o conhecimento embarcado nas empresas. O segundo eixo está voltado à Inteligência de Mercado, focado em conhecer em profundidade o setor e seus desafios para preparar as empresas a enfrentá-los de forma estruturada. Por fim, o terceiro eixo é o estímulo à Gestão Compartilhada, divulgando e promovendo essa prática para incentivar a cooperação entre as empresas que atuam em um mesmo projeto.
O segmento de obras industriais e corporativas tem forte relação com áreas como indústria, energia, logística e infraestrutura. Quais setores devem concentrar os principais projetos e investimentos nos próximos anos?
Ilso José de Oliveira: Os investimentos devem se concentrar fortemente em Mineração, Óleo e Gás, Infraestrutura logística (com destaque para ferrovias, portos, hidrovias e energia), Papel e Celulose e Data Centers. Vale ressaltar também que teremos um grande volume de aportes voltados para OPEX, ou seja, no investimento contínuo para a manutenção das indústrias e na melhoria de seus processos existentes.
Como a inovação, a industrialização e as novas tecnologias estão transformando a forma de projetar e executar obras industriais e corporativas?
Ilso José de Oliveira: A inovação, a mecanização de processos e a aplicação de tecnologias inovadoras estarão cada vez mais presentes no cotidiano dos canteiros e projetos. A evolução industrial exige uma redução nos prazos de implantação, além do aprimoramento nos processos de operação e de mais facilidades na manutenção futura das estruturas.
Quais são os pontos determinantes no ambiente de negócios para que o Brasil consiga atrair e viabilizar novos empreendimentos industriais e corporativos?
Ilso José de Oliveira: Precisamos, fundamentalmente, de regras claras e uniformes nos processos de licenciamento, reduzindo o tempo demandado nessa etapa inicial. A segurança jurídica é um pilar indispensável, pois tratamos de projetos que exigem grande aporte de capital e possuem longo prazo de maturação e implementação. O país não pode ficar sujeito a mudanças repentinas de legislação e regramentos, como infelizmente ainda presenciamos em alguns cenários.























































































