AGÊNCIA CBIC
Presidente da CBIC apresenta eixos estratégicos para a gestão 2026-2029
“A CBIC não recomeça a cada mandato, ela é forte, por isso precisamos preservar seu alicerce para avançar ainda mais”, apontou Eduardo Aroeira Almeida, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), na primeira reunião do Conselho Administrativo da entidade do seu mandato. No encontro, ele apresentou a agenda estratégica da gestão e discutiu os temas mais importantes para o setor da construção no triênio 2026-2029.
“O nosso mandato vai ser uma construção coletiva, estou aqui para dialogar e debater, me procurem quando precisarem, vamos construir isso juntos”, disse Aroeira. O presidente sinalizou seis eixos estratégicos de atuação e debateu as pautas prioritárias com o colegiado.
Para o eixo “ambiente de negócios, eficiência de Estado e tributação”, o presidente apontou que é preciso priorizar a previsibilidade e a desburocratização, além de reforçar a segurança jurídica. “Onde as nossas obras mais travam? Precisamos aprofundar nessa discussão para que possamos ir para ação”, disse. Entre os entraves apontados estão: licenciamento ambiental, cartório, padronização dos códigos de obra.
No eixo “déficit habitacional e moradia”, está o fortalecimento do programa Minha Casa, Minha Vida, a defesa da integridade do FGTS e novas fontes de funding para o mercado imobiliário. Para pensar no eixo “infraestrutura, Custo Brasil e desenvolvimento”, o presidente apontou que é preciso combater as distorções que encarecem e paralisam obras.
Sobre “inovação, industrialização e produtividade”, o presidente apontou que “a construção do futuro será industrializada e a questão é chegar preparado”. “Nisso precisamos pensar que o ambiente de trabalho impacta o trabalhador. Temos que procurar novas fórmulas para que a industrialização possa acontecer, não é só tecnologia”, disse Aroeira.
A estratégia da entidade também deve passar pela “sustentabilidade e descarbonização”, que segundo o presidente da CBIC, não deve ser um entrave para o setor. “A CBIC tem uma imagem muito boa pela forma responsável com que a gente trabalha sustentabilidade. Mas sempre temos que colocar: essa agenda ESG ajuda ou penaliza as pequenas e médias do setor? Esse vai ser nosso mantra. A gente tem que lutar para que esse tema seja discutido com racionalidade”, explicou.
Por último, o presidente apontou o eixo da internacionalização e inserção global. “Precisamos olhar para isso e tentar obter fundings do exterior para que nossas empresas tenham mais financiamento”, afirmou. Durante a apresentação dos eixos, os membros do Conselho participaram do debate e fizeram sugestões de ações para cada tema apresentado.
























































































