Faleceu o ex-presidente da CBIC, Paulo Safady Simão

Faleceu na manhã dessa segunda-feira (18/12), na cidade de Belo Horizonte, o engenheiro civil e empresário Paulo Safady Simão, ex-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). A notícia levou consternação a empresários, dirigentes e profissionais da indústria da construção. “Perdemos hoje um grande amigo, referência de cidadão, pai, profissional. Uma grande referência para mim, em especial”, afirmou José Carlos Martins, presidente da CBIC. “Ele foi uma pessoa com o coração maior que ele próprio, uma pessoa do bem, que sempre nos elevava com sua bondade. Fica a sua história como nosso grande patrimônio”, acrescentou. Consternado, Martins decretou luto e encerrou as atividades da entidade nessa segunda-feira. Uma delegação de funcionários seguiu para Belo Horizonte a fim de prestar a última homenagem ao dirigente. As exéquias de Paulo Simão tiveram início às 16h, na Funeral House – Avenida Afonso Pena, 2158. Belo Horizonte – e serão encerradas às 22h. O corpo do ex-presidente da CBIC será cremado nesta terça-feira (19/12), às 9h30, no Cemitério Renascer.

Preparado, habilidoso e visionário, Paulo Simão construiu uma carreira bem sucedida como empresário, combinada com uma trajetória de grande relevância e resultados na representação institucional da construção civil. Entre 1986 a 1992, presidiu o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon/MG). Em 2003, assumiu a presidência da CBIC, cargo que manteve até 2014 – nesse período, acumulou assentos no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República; no Conselho Diretor da Federação Interamericana da Indústria da Construção (FIIC) e a vice-presidência da Confederação das Associações Internacionais de Empreiteiras de Construção (CICA). Durante sua gestão, a CBIC fortaleceu sua posição nas entidades internacionais do setor.

Paulo Safady Simão nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 8 de março de 1949. Engenheiro Civil formado no ano de 1971 pela Escola de Engenharia da UFMG, especializou-se em Administração de Empresas na Fundação João Pinheiro, em conjunto com a Graduate School of Business da Columbia University de New York. À frente de diversas entidades, Simão também foi empresário – diretor presidente da Wady Simão-Construções e Incorporações LTDA e sócio-diretor da empresa Engeti Consultoria LTDA – e vice-presidente da Executiva Nacional do PSD. Ele deixa esposa, três filhos e netos.

 

Dirigentes e empresários lamentam a morte de Paulo Simão

Dirigentes e empresários da indústria da construção receberam com pesar a morte do Paulo Safady Simão. Nas reações, além da consternação, uma eloquente demonstração do respeito e carinho acumulados pelo ex-presidente da CBIC, reconhecido por todos como figura determinante para o fortalecimento do setor e o enraizamento do associativismo no Brasil. Entidades do setor publicaram notas de pesar, destacando a importância de sua atuação para o desenvolvimento da indústria da construção no Brasil. “Paulo Simão foi um homem extraordinário, acima do seu tempo e com uma visão estratégica apurada que, de certa forma, deu um salto de qualidade na CBIC. Um homem que foi apaixonado pela família e pelos netos. Insubstituível como amigo e dirigente sindical”, afirmou Elson Ribeiro e Póvoa, vice-presidente financeiro da CBIC. “O setor da construção está entristecido. Ele dedicou boa parte da sua vida a representar com dedicação e competência o nosso setor. Levou a CBIC a patamares inimagináveis. Nossa entidade perde um de seus melhores presidentes, o Brasil perde um grande lutador e aqueles que trabalharam com ele, como eu, perdem um amigo”, disse Adalberto Cleber Valadão, vice-presidente administrativo da CBIC.

“Tive o privilégio e a honra de assessorar Paulo Simão, enquanto presidente do Sinduscon-MG e da CBIC. Empresário singular, defensor ferrenho da construção brasileira. Suas realizações foram decisivas para o crescimento do setor, não só no País, mas mundo afora. A construção perde seu grande líder e eu, bastante emocionado, despeço-me de um amigo do coração. Muita tristeza!”, afirmou Daniel Furletti, coordenador do Banco de Dados da CBIC. “Paulo Simão sem dúvidas fará muita falta! O mundo e a construção civil carecem de líderes que tenham ousadia, determinação, visão de futuro e, acima de tudo, sensibilidade social. E o Paulo tinha tudo isso!”, Ana Cláudia Gomes, presidente do Fórum de Ação Social e Cidadania (Fasc) da CBIC.

Simão também é reconhecido como um dirigente habilidoso e visionário; e uma pessoa afável e leal. Ao longo de sua trajetória, além do respeito profissional, colecionou uma legião de amigos. Associados da CBIC lembraram com carinho e gratidão o último encontro com o ex-presidente, durante a entrega do Prêmio CBIC de Responsabilidade Social – Troféu Paulo Safady Simão na última terça-feira, 12/12, em Brasília. Naquela noite, Simão foi homenageado e abraçado por todos, em grande confraternização.

“Com o pouco tempo de vida que teve, Paulo Simão trabalhou muito em prol de uma causa importante para o país, foi vencedor e deixou um belo legado”, comentou Dionyzio Antonio Martins Klavdianos, presidente da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (COMAT) da CBIC. “Guardo comigo o sorriso, a serenidade, o grande abraço fraterno que o querido amigo Paulo sempre me ofertou. Com todos do setor, que recebemos o seu legado, lutaremos para ampliar o seu grande trabalho”, acrescentou Kleber Luiz Recalde, segundo vice-presidente do Sinduscon-MS. “Paulo Simão foi um dos grandes responsáveis pelo fortalecimento da CBIC como representante nacional da indústria da construção e pelo sucesso do PMCMV. Uma perda inestimável!”, disse Nilson Sarti, presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA) da CBIC.

“Paulo Simão foi o grande timoneiro de um profundo ajuste da CBIC na direção da sua integração nacional e modernização técnico-administrativa. O Nordeste, em especial, tem muito a agradecer pela abertura que deu às nossas demandas”, comentou José Irenaldo Quintans, vice-presidente da CBIC. “Ele foi um grande homem, baluarte do pensamento cooperativista, sindicalista. Em muito devemos a este homem por tudo o que fez pelo fortalecimento do setor”, declarou Clausens Duarte, diretor de obras de interesse social do Sinduscon-CE. “Devemos a Paulo Simão a mudança na interlocução, em nível nacional, da construção civil imobiliária. O último ciclo de crescimento do mercado iniciado em 2004/2005 teve participação ativa do Paulinho junto às autoridades e todas entidades filiadas à CBIC”, lembrou Celso Petrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC.

“Perdemos todos um grande líder, grande ser humano e uma figura que muito lutou pela coletividade do setor. Era duro nos seus discursos, mas afável também, além de carismático. É uma grande perda, sem dúvidas! Foi de extrema felicidade a possibilidade de nos despedirmos dele, num evento em sua homenagem”, diz Eduardo Lopes, da Comissão de Meio Ambiente do Sinduscon-AM. “Paulo Simão colocou a CBIC no radar das políticas de Estado que conciliam os interesses do setor aos interesses maiores da sociedade. Um exemplo disso foi seu papel a frente da CBIC nas modelagens do PAC e do Minha Casa Minha Vida. Um líder e grande amigo que deixa saudades”, reagiu Carlos Eduardo Lima Jorge, presidente da Comissão de Infraestrutura (COP) da CBIC. “A engenharia brasileira está em luto pela morte do nosso grande presidente. Minas amanheceu triste”, declarou Geraldo Junior, primeiro vice-presidente do Sinduscon-MG.

“Ao grande líder Paulo Simão e à grande pessoa humana que foi, rendo minhas homenagens pelo muito que fez pelo setor e para todos que labutam no associativismo”, disse José Eugênio Gizzi, vice-presidente da CBIC. “Com sua liderança, ele soube ouvir e distribuir todo prestígio da CBIC com todos os participantes do Norte e Nordeste, que por isso estão todos hoje lá bem representados”, Betinha Nascimento, vice-presidente da CBIC e diretora comercial do Sinduscon-PE. “Paulo Simão marcou seu tempo pela visão e ousadia. Será lembrado pelo o legado que deixou, com respeito e admiração de todos do setor”, afirmou Fernando Guedes Ferreira Filho, presidente da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC.

 

Como legado, Paulo Simão deixa contribuição decisiva para a indústria da construção e para a sociedade

Nos 34 anos dedicados ao setor da construção, Paulo Safady Simão deixa uma marca indelével para o setor, mas também para a sociedade brasileira. Esse legado foi construído não apenas com sua atuação empresarial, mas especialmente pela grande contribuição que ofereceu ao país e à indústria da construção como dirigente, jornada iniciada no Sinduscon-MG, que presidiu, e aprofundada em sua passagem pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), da qual foi vice-presidente e presidente por 11 anos. O Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) são frutos da sua liderança à frente da entidade e do setor, resultado da sua competência, dedicação, profissionalismo e capacidade de diálogo. Paulo Simão, foi um grande líder. Um exemplo para tantos dentre nós. Podemos nos espelhar nele para melhorar e aprimorar a nossa consciência ética, social e de trabalho. Acolhedor. Rompeu barreiras e venceu obstáculos”, destaca a secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Maria Henriqueta Arantes Ferreira Alves.

Nos 11 anos em que esteve à frente da CBIC, Paulo Simão não apenas apoiou o setor, mas também trabalhou para a promoção do desenvolvimento do país, que resultou na geração de empregos formais e fomentou a economia. Expressivos projetos contaram com sua participação direta ou indireta, como a criação do novo marco regulatório do mercado imobiliário; o projeto Moradia Digna, que viria a se transformar no Minha Casa, Minha Vida; a criação da União Nacional da Construção (UNC), que daria origem ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); o projeto da Construção Sustentável; o projeto de Inovação Tecnológica; e as inúmeras batalhas travadas no Congresso Nacional em defesa do setor e do País. Outros importantes legados foram a criação do Serviço Social na Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Seconci-MG), do Fórum de Ação Social e de Cidadania (Fasc) da CBIC e do Prêmio CBIC de Responsabilidade Social, pelo qual foi recentemente homenageado com a instituição do “Troféu Paulo Safady Simão”, por ter sido o grande incentivador do cultivo da responsabilidade social na construção.

Segundo Maria Henriqueta, que foi consultora técnica da CBIC durante suas quatro gestões, Paulo Simão também esteve diretamente envolvido na formação do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS), quando ele foi aberto à participação da sociedade e, por sua influência conseguiu atuar diretamente na composição do Conselho, garantindo que a vaga da Confederação Nacional da Indústria (CNI) no Conselho fosse da representatividade do setor da construção civil. Participou do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República, o chamado Conselhão, levando propostas do setor da construção, e do ConCidades, onde começou o projeto do Moradia Digna, que surgiu como um PLC de obrigatoriedade de fundo para habitação de interesse social.

 

Visionário, Paulo Simão introduziu e fez enraizar a responsabilidade social na construção civil

Expressão que hoje qualifica ou enfraquece o perfil de empresas, a responsabilidade social foi introduzida na construção civil pela mente visionária de Paulo Safady Simão. Em 2003, por iniciativa sua foi criado o Fórum de Ação Social e Cidadania (Fasc) da CBIC, que tornou-se responsável por ações emblemáticas nesse campo, como a realização do Dia Nacional da Construção Social (DNCS), que oferece aos trabalhadores do setor e seus familiares um dia de exercício pleno de cidadania, serviços e entretenimento. Instituído em 2007, e hoje uma das mais emblemáticas ações do setor nesse campo, o Dia Nacional da Construção Social é celebrado todo mês de agosto, quando as entidades da construção civil mobilizam esforços para homenagear seu maior patrimônio: o trabalhador.

Em 2005, Paulo Simão criou outra ação de grande relevância para a indústria da construção: o Prêmio CBIC de Responsabilidade Social, cujo troféu passou a levar seu nome na edição de 2017. A premiação tem o objetivo de revelar e reconhecer as melhores iniciativas e práticas de responsabilidade social dentro da indústria da construção. “Este projeto simboliza a responsabilidade de um setor empresarial plenamente comprometido com a sociedade brasileira, na medida em que confere ao pilar social da sua atividade o devido valor que tem no conceito da sua sustentabilidade, estimulando e incentivando empresas e entidades a desenvolverem ações, projetos ou programas de responsabilidade social, incorporados às suas atividades do dia a dia”, disse o ex-presidente da CBIC em breve discurso proferido na cerimônia de entrega da premiação dias atrás.

Foi uma de suas últimas aparições públicas, em momento de confraternização com os muitos amigos que cultivou no setor. Na ocasião, Paulo Simão esbanjou alegria e emocionou a plateia. “Quando a gente pensa que já encostou definitivamente as chuteiras, surge um momento glorioso como este. A homenagem que recebo me tocou fundo”, afirmou na ocasião.

Presidente da CBIC, José Carlos Martins comentou a relevância da homenagem. “Uma justa homenagem ao Paulo Simão, que foi o grande incentivador do cultivo da responsabilidade social na construção. É o reconhecimento a todo o trabalho que desenvolveu nesse campo, começando pela criação do Fasc, uma das áreas de grande importância da CBIC”, destacou Martins. Esse é um dos grandes legados de Simão que persistirá ainda por muitos anos na indústria.

 

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