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17/10/2019

Urbanismo – Comunidades planejadas constroem legados para as cidades

O conceito urbanístico ainda pouco difundido no Brasil, contraponto ao crônico problema de crescimento desordenado nas cidades brasileiras, é tema do Seminário Complan – Comunidades Planejadas, Loteamentos e Desenvolvimento Urbano do Brasil, que está sendo realizado em Goiânia/GO, dias 17 e 18 de outubro. O evento apresentará, inclusive, case do recém-lançado Plateau d’Or.

As cidades brasileiras, desde o início do século 20, quando o processo de urbanização se expandiu efetivamente pelo País, sofrem com o crescimento desordenado, onde a demanda por serviços públicos e bem-estar é sempre insuficiente para as populações que se aglomeram precariamente onde conseguem moradias.

Em contraponto a esse crônico problema brasileiro, um conceito urbanístico, ainda pouco difundido no País, mas já frequente em nações como Portugal e Estados Unidos, começa a ganhar força: as comunidade planejadas.

O Complan é promovido pela Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil e sua 9ª edição acontece no Clarion Goiânia Órion Hotel, que faz parte do Órion Business & Health Complex, no Setor Marista.

O evento debate os desafios de grandes projetos urbanísticos, bairros e comunidades planejadas, loteamentos e condomínios, com a apresentação de três cases de sucesso. Um deles é o recém-lançado Plateau d’Or, um condomínio horizontal desenvolvido pelo Grupo Toctao, em parceria com premiado escritório britânico de arquitetura, Broadway Malyan. O empreendimento será edificado numa das áreas mais centralizadas da região Sudeste de Goiânia, na saída da GO-020, ao lado do Alphaville e será uma comunidade planejada, que adotará os mais modernos conceitos urbanísticos do mundo.

 

Planejar é preciso

As comunidades planejadas são projetos urbanísticos que consistem no planejamento de um bairro que agrega tanto casas residenciais quanto comércios, e como o próprio nome diz: o espaço será planejado para receber um número X de moradores e comerciantes. Dentro dessa área planejada já estão previstas, antes mesmo da chegada de seus moradores, espaços destinados a todas as necessidades de serviço e comércio dessa população, como escolas, supermercados, área de lazer, mobilidade, farmácias, cursos de idiomas, consultórios médicos, farmácias e até mesmo hospitais.

Segundo o administrador Bruno Salvador, especialista em Gestão e Logística e diretor da Teriva Urbanismo, o conceito de comunidades planejadas trazem benefícios não só para os moradores do condomínio que ancora o projeto, mas também para toda a região em seu entorno, trazendo soluções urbanas permanentes para cidade em termos de mobilidade, equipamentos de lazer, sustentabilidade e segurança. “Esse é um movimento ainda novo em Goiânia, que tem ganhado espaço em alguns projetos que invertem a lógica comercial do resultado a curto prazo. Em projetos de comunidades planejadas é preciso pensar a longo prazo. São benefícios que serão desenvolvidos e usufruídos no decorrer do tempo, trazendo assim uma qualidade de vida duradoura para todos que vivem, trabalham ou trafegam pela região”, explica.

Segundo ele, na área de mobilidade, por exemplo, essas comunidades envolvem o planejamento de vias e passeios públicos para que suportem o fluxo de veículos projetados para quando o empreendimento estiver ocupado; além de contar com planejamento de ciclovias, ruas de pedestres, entre outros equipamentos. As comunidades planejadas também se propõem a oferecer soluções adequadas para esgotamento sanitário, drenagem, economia e reúso de água, iluminação eficiente, etc.

Outro ponto importante destacado pelo especialista é a oferta de diversos serviços que atendam às necessidades dos usuários sem que haja necessidade de longos deslocamentos, tais como farmácias, hospitais, escolas, cursos de idiomas, academias, supermercados, shopping, etc. “A intenção é gerar economia de tempo, redução da poluição, estímulo à caminhada e à pedalada, o que proporciona mais contato com a natureza e mais qualidade de vida”, afirma.

 

Case Plateau d´Or

Bruno Salvador será o porta-voz do Grupo Toctao na apresentação do case do Plateau d’Or, cujo planejamento levou dez anos desde a compra da área até o seu lançamento, realizado em março deste ano. “A incorporadora convidou o escritório inglês de arquitetura Broadway Malyan com larga experiência em projetos dessa natureza em quase todo o mundo e o resultado foi um condomínio horizontal que irá possibilitar que as pessoas façam sua atividades do dia a dia sem precisar usar o carro, investindo na caminhada, na bicicleta e em outros modais, além de entregar para a cidade uma nova centralidade que irá contribuir com o desenvolvimento de toda a região Leste”, frisa.

Segundo ele, o fato de o projeto investir na qualidade da infraestrutura e no planejamento do pós-entrega gerou uma aceitação muito elevada no público da capital goiana, transformando o empreendimento recém-lançado num sucesso nacional de vendas. “Somente no final de semana do lançamento foram comercializados quase 70% dos lotes, representando um VGV de mais de R$ 100 milhões”, destaca.

 

Inovações

Entre as inovações trazidas pelo Plateau d’Or está a ideia de walkability ou caminhabilidade. É um conceito de mobilidade urbana sustentável, que busca estimular a caminhada agradável em espaços especialmente planejados para isso. Outra novidade é a proposta de placemaking que traz um processo de planejamento, criação e gestão de espaço totalmente voltado para as pessoas, visando uma maior interação entre elas e o próprio meio, e transformando pontos de encontro de uma comunidade (parques, praças, ruas e calçadas) em lugares mais agradáveis e atrativos.

“Desenvolvemos um ambiente que estimula a convivência em comunidade, em maior harmonia com a natureza, com equipamentos possíveis de serem acessados a pé, diminuindo distâncias e excluindo congestionamentos, pois essa é a grande tendência de ocupação nas cidades do mundo” salienta o diretor do Grupo Toctao, engenheiro Alan de Alvarenga Menezes.

Outra proposta de inovação trazida no projeto é criar uma nova centralidade de negócio na região sudeste de Goiânia, onde estão hoje os grandes condomínios horizontais e cujos os moradores ainda precisam se deslocar grandes distâncias para terem acesso a serviços como escolas, hospitais ou para trabalhar.

Apesar da área privativa do condomínio, o projeto Plateau d’Or contará com várias áreas abertas ao público. Essa nova centralidade está sendo desenvolvida como um “hub humano” pautado em cinco pilares focados nas áreas educacional, saúde, serviços, comércio e cultura, contando com serviços essenciais a fim de diminuir as distâncias e tempo gastos em tarefas essenciais do nosso dia a dia. Além disso, uma via verde será implantada para favorecer a convivência e o caminhar dos moradores. Com 16 metros de largura e quase dois quilômetros de extensão, atravessará a extensão dos dois condomínios com árvores, paisagismo, bancos, uma via para pedestres e uma ciclovia.

Todo o projeto do Plateau D’or traz irá ocupar uma área de 1,6 milhão de metros quadrados, da antiga Fazenda Gameleira. A estimativa dos idealizadores do projeto é de que mais de 2.200 pessoas habitem o empreendimento, que contará com o total de 671 lotes, distribuídos em duas áreas residenciais e uma centralidade comercial que será um dos diferenciais do projeto. Com lotes variando de 525 m² à 1.200 m², o condomínio vai contar também com uma centralidade de negócios, serviços e lazer que contará com 180 mil m².

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