SÍLVIO RIBAS
Enviado especial
ANTONIO TEMÓTEO
DECO BANCILLON
Dentro do setor industrial, a construção apresentou um desempenho, na média, mais satisfatório no terceiro trimestre, avançando 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas contribuiu menos do que em outros tempos, ao crescer apenas 0,3% entre julho e setembro na comparação com o intervalo de abril a junho. Seu melhor papel foi na manutenção de compras de máquinas e de equipamentos no setor de bens de capital, o mais sofrido no resultado trimestral divulgado ontem pelo IBGE.
Apesar da contribuição positiva no resultado do PIB, representantes do setor têm intensificado o diálogo com governo para que estímulos e benefícios sejam concedidos às construtoras. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) entregou ao Ministério de Fazenda no último dia 9 um documento em que formaliza pedidos relacionados à desburocratização do setor, à redução de tributos que incidem sobre o mercado imobiliário e ao barateamento do crédito.
Todos esses pedidos têm como justificava a necessidade de fortalecer a atividade das construtoras e, consequentemente, incrementar a participação no PIB. Para atender a isso e impulsionar o ritmo de crescimento da construção civil, o governo pode estender para o setor a desoneração da folha de pagamentos. A concessão do benefício é estudada pela equipe econômica, que deve incluir outros segmentos e produtos na lista de beneficiários. (SR e AT )