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AGÊNCIA CBIC

25/06/2012

Governo prevê que Brasil sofrerá efeitos da crise por mais 2 anos

"Cbic"
25/06/2012 :: Edição 345

 

O Globo/BR 24/06/2012
 

Governo prevê que Brasil sofrerá efeitos da crise por mais 2 anos

Presidente Dilma, no entanto, acredita que sacrifício permitirá juros abaixo de 7%

BRASÍLIA. O pior dos cenários com os quais trabalha a equipe econômica considera que a crise externa e o processo de contágio entre os países europeus se arrastará por mais dois anos, afetando o Brasil. Nesse cenário, haverá baixo crescimento, mas, de acordo com interlocutores, a presidente Dilma Rousseff espera que esse sacrifício também traga benefícios para a população.
 O principal seria jogar a taxa básica de juros (Selic) para um patamar abaixo de 7% ao ano.
 – A presidente diz que tem que ter um retorno para a sociedade desse sacrifício – disse um integrante da equipe.
 Assessores do governo põem na conta do Banco Central o crescimento "pífio" esperado para este ano.
 – Forçaram a mão demais no ano passado, quando aumentaram os juros para conter a inflação e a atividade da economia. O crescimento não é ruim só por causa da crise. O problema é muito mais interno do que externo – disse uma fonte.
 Material de construção pode ter desoneração Ainda assim, há esperança de que as medidas tomadas surtam efeito, fazendo a economia rodar a 4,5% ao ano a partir do último trimestre, com impacto efetivo em 2013. O mercado, porém, está menos otimista e trabalha com 4,25% para o ano que vem, de acordo com o boletim Focus.
 Para atenuar a crise, se confirmado o cenário desfavorável, o governo deve reverter as medidas tomadas para diminuir a entrada de dólares no país, o que reduziria a volatilidade cambial.
 Outras medidas de desoneração também podem ser usadas. O setor de materiais de construção seria o próximo beneficiado com redução de tributos.
 O cenário mais ameno com o qual trabalha o governo leva em conta uma solução de médio prazo para os problemas europeus, com uma sinalização positiva já na reunião da União Europeia, em Bruxelas nos dias 28 e 29.
 Mas este não parece ser o mais provável, dizem técnicos. A maior preocupação hoje é com Itália e Espanha.
 Embora garanta ter um arsenal de medidas, o governo não quer queimar seus cartuchos por enquanto.

"Cbic"

 

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