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17/01/2022

Aumentam casos da ômicron nas obras paulistas, mas em percentual reduzido

Nas últimas cinco semanas, apesar de um aumento expressivo de contaminação pela variante ômicron da Covid-19, o número de casos suspeitos e confirmados da doença nas obras paulistas ainda se mantinha abaixo de 1% do contingente de pessoal. Os casos suspeitos se elevaram de 0,08% para 0,66%, e o total de confirmados de 0,01% para 0,31%. Pela 25ª semana consecutiva, não se registraram óbitos. Nas últimas 11 semanas, nenhum trabalhador estava em internação hospitalar.

Esses foram os resultados da 75ª Pesquisa “Conhecendo as Ações das Construtoras Paulistas no Combate à Covid-19”, realizada pelo Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e pelo Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci-SP). Foram obtidas respostas de 47 empresas, responsáveis por 586 obras, envolvendo 46.336 empregos diretos e terceirizados, de 10 de dezembro de 2021 a 13 de janeiro de 2022.

Das empresas pesquisadas, 39 informaram que 20.992 trabalhadores estão vacinados com a primeira dose, 20.614 com a segunda ou dose única, e 2.557 com a de reforço. Foi de 5% o percentual de trabalhadores em relação ao total pesquisado, sobre os quais as empresas não informaram o andamento da vacinação.

Maristela Honda, presidente do Seconci-SP, e Odair Senra, presidente do SindusCon-SP, recomendam às construtoras reforçarem as medidas de proteção sanitária e o estímulo à vacinação completa. “Mesmo que a maioria dos infectados pela variante ômicron e pela gripe H3N2 apresente sintomas leves, o descuido pode levar a afastamentos simultâneos em grande quantidade, prejudicando a saúde dos trabalhadores e o andamento das obras”, afirmam.

Maristela e Senra reforçam que os trabalhadores sejam orientados a procurar atendimento médico, caso apresentem sintomas, mesmo que leves, ou caso tenham tido contato com casos confirmados de Covid-19 ou de gripe. Os médicos do Seconci-SP têm definido o protocolo mais adequado para cada caso, preconizando isolamento e acompanhamento. Eles orientam os pacientes a se afastarem do trabalho por sete dias a partir do início dos sintomas. No final deste período, se o trabalhador não apresentar mais sintomas, ele pode voltar ao trabalho. Se apresentar sintomas, deve retornar ao médico para nova avaliação.

Principais resultados da 75ª Pesquisa:

  • 0,66% afastados por suspeita de Covid-19;
  • 0,31% afastados por confirmação da doença;
  • 586 obras em andamento e nenhuma parada;
  • 99,9% do pessoal estão em atividade;
  • 100% das empresas adotam higienização das mãos e fornecem máscaras para os trajetos entre as residências e as obras, dão orientações diárias sobre prevenção e divulgam aos trabalhadores cartazes e vídeos de orientação do SindusCon-SP e do Seconci-SP;
  • 93% fornecem máscaras extras para as obras além das utilizadas como EPIs;
  • 90% oferecem máscaras para os trajetos entra as obras e as residências.

Os presidentes do SindusCon-SP e do Seconci-SP reafirmam o convite para mais empresas com obras no Estado de São Paulo participarem das próximas rodadas; basta enviar um e-mail para [email protected] e o Seconci-SP entrará em contato para incluir a construtora na enquete. As entidades garantem sigilo absoluto sobre as informações prestadas.

Essa matéria integra o Mapeamento de Boas Práticas em Responsabilidade Social no setor da construção durante a pandemia do coronavírus dentro do ‘Projeto Responsabilidade Social e a Valorização do Trabalhador’, realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em correalização com Serviço Social a Indústria (Sesi Nacional).

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