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15/08/2023

Entidades da construção participam da reunião da COMAT/CBIC

O Projeto Construção 2030 foi tema central da reunião da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (COMAT) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta terça-feira (15). O projeto, que faz parte de uma das principais vertentes da Comissão, a inovação,  visa fomentar a inovação nas empresas e contribuir com a industrialização  dos processos para o crescimento do setor.

Diante do apagão da mão de obra cada vez mais crescente na indústria da construção, a industrialização chega para impulsionar o mercado. De acordo com o presidente da COMAT, Dionyzio Klavdianos, o projeto Construção 2030 será um legado para o setor como um todo.

“Estamos começando uma nova gestão e temos que trabalhar juntos, em sintonia, para que os projetos ganhem dimensão e cumpram a função de chegar no associado, garantindo processos mais eficazes, com maior produtividade e para que o setor alcance o objetivo de dobrar o Produto Interno Bruto (PIB) da Construção”, apontou. 

A revisão do projeto Construção 2030 foi apresentada durante a reunião pelo Consultor da COMAT, Fábio Silva. “Nós sempre falamos de um futuro que tem uma urgência, mas é uma urgência que precisa ser feita com calma. Desde 2018, com o início dos trabalhos, já aconteceu muito avanço e inovação. Poderia acontecer mais rápido, mas acontecem na velocidade que a gente trabalha com ela”, disse. Silva apontou ainda que o setor tem pressa, como é o caso da habitação, que é uma urgência no país.

A segunda vertente de trabalho da COMAT, citada pelo presidente da Comissão, é a normalização, trabalho que tem sido desempenhado pela CBIC com muito afinco, junto a outras entidades, apontou Klavdianos. “A questão das normas técnicas tem tido muita demanda e temos acompanhado de perto, através do trabalho do Grupo de Acompanhamento de Normas Técnicas (GANT). Precisamos continuar atuando de forma qualitativa no que diz respeito às normas técnicas e atender as demandas das entidades associadas”, destacou. 

A idade da pedra não terminou por falta de pedra, apontou o superintendente da Abividro, Lucien Belmonte. “Nós estamos em 2023 e a gente ainda precisa modernizar a construção. Precisamos trabalhar juntos, para mudar a mentalidade do setor e trazer produtos com melhor qualidade, uso mais fácil e melhor custo”, disse. 

De acordo com Belmonte, é preciso criar um ganha-ganha na cadeia produtiva inteira. “Para nós, dos materiais de construção, foi um passo extremamente importante participar da reunião da COMAT e começar um trabalho dentro da Construção 2030 ou dentro de outras frentes que a CBIC tenha, para alinhar os interesses e conseguir chegar numa construção que ocupa um espaço muito maior no PIB nacional”, destacou. 

O presidente da AFEAL, Filipe Gattera, também comentou sobre a importância dos temas trabalhados durante o encontro. “Debatemos pontos críticos da reforma tributária, para favorecer a construção industrializada, além da dificuldade da mão de obra no Brasil. São pontos importantes, assim como a questão da coordenação modular, que até hoje ainda existem situações onde você tem que ir até a obra para medir os vãos. É preciso trabalhar de uma forma mais industrializada, o projeto Construção 2030 é fundamental, a questão é como implementá-lo de forma eficiente”, apontou. 

Ainda durante a reunião, a Especialista em Desenvolvimento Industrial do Senai Nacional, Dyanna Tavares reforçou a total disposição e o compromisso do Senai para contribuir com o projeto de ações planejado. “Continuem contando conosco e com as estruturas das Federações para o setor da construção”, disse. 

 

O tema tem interface com o projeto “Inteligência e Estratégia para o Futuro da Construção”, da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (COMAT/CBIC), em correalização com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

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