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22/07/2022

Porto Velho encerra agenda da CBIC com adesão ao programa de construção sustentável da IFC

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Rondônia (Sinduscon-RO), encerrou nesta sexta-feira (22), em Porto Velho (RO), a agenda de eventos na Região Norte Futuro e expectativas da construção civil e mercado imobiliário, com a participação dos associados do sindicato. A agenda também contemplou o lançamento do Programa de Transformação do Mercado de Edifícios Verdes na região Amazônica da International Finance Corporation (IFC), do Grupo Banco Mundial.

Para os associados do Sinduscon-RO, o presidente da CBIC, José Carlos Martins, apontou os resultados positivos da indústria da construção nacional nos primeiros cinco meses deste ano tanto na evolução do PIB quanto do mercado de trabalho formal.

Martins destacou que a construção civil é destaque na geração de novas vagas de emprego e que o mercado de trabalho formal em Rondônia no período de janeiro a maio de 2022 registrou um saldo de 591 trabalhadores, sendo 260 na área de Construção de Edifícios, 878 em Obras de Infraestrutura e 243 em Serviços Especializados para Construção. Em estoque, o setor totaliza no estado 10.304 novos trabalhadores nos primeiros cinco meses do ano.

A consultora CBIC e integrante do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS), Maria Henriqueta Arantes Ferreira Alves, por sua vez, apresentou aos empresários presentes oportunidades para produção de Habitação Social e soluções para o desenvolvimento do setor privado, com exemplos de parcerias exitosas com os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Porto Velho assina compromisso com a IFC para tornar a cidade sustentável

Finalizando a agenda de lançamento do Programa de Transformação do Mercado de Edifícios Verdes, da International Finance Corporation (IFC), do Grupo Banco Mundial, com apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a prefeitura de Porto Velho também aderiu ao projeto, a exemplo de Belém (PA).

O lançamento ocorreu durante reunião técnica que reuniu o prefeito Hildon Chaves, e representantes do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Rondônia (Sinduscon-RO), representantes da CBIC e da líder do Programa de Transformação do Mercado de Edifícios Verdes na América Latina e Caribe (LAC) da IFC, Silvia Solano.

Além de Porto Velho, pelo programa da IFC, Manaus (AM), Belém (PA), Palmas (TO) e Rio Branco (AC) receberão consultorias gratuitas sobre edificações verdes como política pública municipal, visando proporcionar a sustentabilidade.

A ideia é ampliar a construção ecológica, por meio de diretrizes de investimento e assessoramento aos intermediários financeiros, certificação EDGE e assessoramento de investimentos para o setor. A certificação é obtida através de um software que determina a linha de base para economia de energia, água e energia incorporada em materiais específicos na construção civil.

“O software mostra a eficiência do seu projeto. Se há contribuições para redução de energia e água. A partir dessa eficiência, cabe ao poder público municipal fazer com que isso passe a ser parte integrante de licitações para construção civil, já que gera valor ao imóvel, economia de gastos e sustentabilidade ao meio ambiente”, explicou o presidente da CBIC.

“O fato de estarmos na Amazônia faz essa busca pela sustentabilidade ser um compromisso. Todos os governos nacionais e internacionais têm a obrigação de buscar uma economia sustentável cada vez mais. Trazer este programa para Porto Velho é um grande passo para um futuro melhor”, mencionou o prefeito Hildon Chaves.

Para atingir o padrão EDGE, a construção deve alcançar um ganho de eficiência de 20% nas categorias de eficiência de recursos de economia de água, energia e energia associada.

“O objetivo da certificação é fazer com que os edifícios, sejam de uso comercial ou residencial, tornem-se sustentáveis. A ideia é que eles tenham a partir de 20% de eficiência através de pequenas alterações de projeto, como escolha seletiva da tinta utilizada em uma parede, tamanho de uma janela ou a forma que a tubulação passa pelo interior das paredes, a gente consegue fazer com que o custo associado a isso seja menor. São pequenas alterações feitas no início que levam a um gasto menor de energia e água no bolso de quem está residindo ou alugando este imóvel”, explicou o analista de Operações da IFC no Brasil, Alexandre Aebi.

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