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11/08/2021

Sinduscon-CE recebe edição do seminário técnico do SINAPI

A Comissão de Infraestrutura da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Coinfra/CBIC) e o Sinduscon-CE realizaram, nesta quarta-feira (11/08), o Seminário Técnico de Revisão do Sistema Nacional de Pesquisas de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) – referência oficial para a elaboração do orçamento de obras que empregam recursos do Orçamento Geral da União (OGU). Empresários e profissionais orçamentistas da indústria da construção do Ceará tiveram a oportunidade de acompanhar o evento, que teve como objetivo sanar dúvidas dos usuários sobre como quantificar o serviço e se a sua referência está adequada para a situação ou condições da obra. O evento contou com a abertura do  vice-presidente da área de obras públicas do Sinduscon-CE, Augusto Rogério de Menezes e Souza.

A primeira apresentação, sobre a Visão Empresarial do Sinapi, foi realizada por Álvaro Andrade Vasconcellos, da Múltipla Engenharia. O empresário falou sobre a importância e a relevância da elaboração de orçamentos.

“Para ter um orçamento eficiente e bem elaborado, é necessário trabalhar com projetos completos, usar adequadamente as referências de preços e é de extrema importância promover e incentivar a qualificação do profissional do orçamento. É necessário oferecer cursos e vivências nos canteiros de obras. Foi lá onde eu aprendi a fazer composição de preços. Ele deve participar ativamente do desenvolvimento de novas tecnologias”, afirmou.

De acordo com ele, o orçamento é construído em uma planilha. “Acredito que nesse momento, principalmente em função dos grande aumentos que estamos sofrendo, pela falta de segurança jurídica no equilíbrio econômico de contratos, o que todos nós desejamos é navegar em um cenário seguro, estável, com alto grau de previsibilidade, gerando oportunidade de evolução das empresas, e, principalmente, aumentar e preservar a capacidade de geração de empregos no setor que tem o maior potencial de recuperação da economia do nosso país”, afirmou.

As próximas apresentações foram realizadas por especialistas da Caixa Econômica Federal. O gerente executivo do Sinapi/Caixa, Mauro Fernando Martins de Castro, explicou o sistema, que pode favorecer a elaboração de orçamentos por órgãos públicos e empresas privadas.

Mauro também destacou que a determinação de uso do SINAPI prevê alternativas para quando as referências do sistema não são adequadas ou suficientes para elaborar o orçamento. São elas: tabelas formalmente aprovadas por órgãos ou entidades federais, publicações técnicas especializadas, sistema específico instituído para o setor e pesquisa de mercado.

O gerente executivo também disse que, no ramo do setor privado, as construtoras e os profissionais não têm de usar o SINAPI, mas podem subsidiar a elaboração de propostas em licitação. Além de analisar o orçamento de referência ou serviços de licitação (parâmetros adotados pelo órgão) e definir o custo, lucro e competitividade em relação à concorrência.

Também é possível verificar a compatibilidade dos serviços com o objetivo licitado e verificar o caderno de encargos da obra que reflete a situação para a qual a composição do SINAPI foi aferida.

Juliana Cunha, do Sinapi/Caixa, falou sobre o preço dos insumos dentro do sistema. Segundo ela, a coleta ocorre na primeira quinzena do mês de referência do preço. “A especificação que caracteriza o insumo é abrangente para não restringir fornecedores e atender a todo o território nacional”. A especialista também disse que o IBGE realiza a coleta em local utilizado para a aquisição pelas construtoras.

Isabela Lages, também do Sinapi/Caixa, apresentou as demonstrações de uso e metodologia. De acordo com ela, o modelo BIM é utilizado em projetos arquitetônicos e estrutural.

Já o Thiago Luna, do Sinapi/Caixa, mostrou como são criadas as composições a partir das referências e a importância do uso adequado da ferramenta. Ele trouxe casos e exemplos para apresentar o tema.

Mauro Fernando ainda reforçou que o SINAPI não atua:

  • Na inclusão de referências por solicitação: fabricantes ou representantes de produtos; instituições setoriais ou entidades de profissionais ou empresariais; representante de sistema construtivo, inclusive inovador.
  • Para definir a adoção de referências do SINAPI: impasse entre contratante/contratado e processo por órgãos de controle ou perícia judicial ou policial.
  • Na indicação de referência: para adoção em orçamento específico, exceto por falta de pesquisa de preço, quando mantidas todas as características.

Ao final do evento, o vice-presidente da área de obras públicas do Sinduscon-CE, Augusto Rogério de Menezes e Souza, disse que o SINAPI é de grande relevância para a população. “É uma ferramenta de trabalho para muitas pessoas. A gente vê a importância e vê como as pessoas têm realmente a necessidade de aprender a utilizar, descobrir mais ferramentas que o SINAPI dispõe, com informações detalhadas de custos e insumos.”

Geraldo de Paula Eduardo, consultor CBIC/Sinapi, reiterou que a iniciativa da série de seminários é importante para levar informações e atualizações do sistema aos usuários. “Com os seminários, a gente procura trazer as informações e atualizações para a nossa base, para o mercado, para os técnicos, engenheiros, empresários, e mostrar o quanto o sistema está enriquecido, trazendo mais segurança, confiabilidade e novas ferramentas.”

Assista ao seminário na íntegra e saiba mais detalhes.

Saiba mais sobre o SINAPI: www.caixa.gov.br/sinapi

A iniciativa tem interface com o projeto “Melhoria da competitividade e da Segurança Jurídica para Ampliação de Mercado na Infraestrutura” da Comissão de Infraestrutura (Coinfra) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

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