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20/10/2022

Leilão de cotas de fundos pode injetar até R$ 140 mi em moradia social

O leilão de recompra antecipada de cotas dos Fundos de Investimento da Amazônia (Finam) e do Nordeste (Finor), marcado para esta sexta-feira, 21, pode resultar em recursos na ordem de até R$ 140 milhões para aplicação em habitação de interesse social, de acordo com expectativa do ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), Daniel Ferreira. A operação será realizada na B3, em São Paulo.

As cotas serão alienadas com deságio e toda a diferença entre o valor atual da cota e o da recompra será transferida para o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), destinado para a construção de moradias para famílias de baixa renda. “A nossa expectativa é de que R$ 100 milhões serão transferidos para esse fundo em razão desse leilão, podendo chegar até R$ 140 milhões”, disse o ministro.

“O maior beneficiário é a população brasileira que necessita de acesso à moradia e não tem condições de acessar o crédito, não tem condições de pagar uma prestação”, continuou Ferreira. Ele disse que as pessoas com renda mensal de até R$ 2.400,00, cujas obras são custeadas pelo fundo, serão as mais favorecidas.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, o principal benefício da medida é a alternativa de recursos. “Temos um déficit habitacional de quase 6 milhões de moradias no Brasil. E muitas vezes falta fonte de recursos para investir em programas habitacionais. E a operação contribui com a construção de moradias”, concluiu.

Segundo o ministro Daniel Ferreira, além de recursos para a habitação de interesse social, o leilão será positivo para todas as partes. A gestão pública ficará desobrigada da administração dos fundos que não cumprem mais seu papel original, e as empresas com ativos parados poderão dar liquidez às suas cotas. A recompras de contas – 308 bilhões do Finor e 200 bilhões do Finam – ocorre por força de lei que definiu o processo de desinvestimento e extinção dos dois fundos.

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