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25/06/2020

Covid-19: CRS promove webinar com exemplos de boas práticas no setor

Desde abril, a Comissão de Responsabilidade Social (CRS) da Câmara Brasileira da Industria da Construção (CBIC), em correalização com Serviço Social da Industria (Sesi), está monitorando as boas práticas no setor durante a pandemia do coronavírus. Pensando em divulgar as ações de sucesso já concretizadas, a comissão realizou um debate, nesta quinta (25), com colaboradores das empresas Belgo Bekaert, Grupo FV, Plaenge e da ONG Engenheiros sem Fronteiras, promovendo um intercâmbio de ideias de boas práticas nos canteiros de obras. Na oportunidade, também foi apresentado um parâmetro geral da atuação dos Serviço Social da Construção (Seconcis) em todo o país.

Ana Claudia Gomes, presidente da CRS/CBIC, afirmou que desde o início da pandemia a entidade vem fazendo um esforço para mapear as iniciativas do setor. “Isso serve para estimular outras empresas a replicarem o exemplo e a inspirar outros estados e lideranças a atuarem de forma positiva nesse momento. Todas as práticas mapeadas até agora comprovam quem verdadeiramente é nossa indústria, um setor preocupado com responsabilidade social”, frisou.

Para Ana Claudia, o isolamento social fez com que as relações fossem repensadas. “A CRS existe para olhar para a importância do trabalhador. Queremos sair gigantes dessa crise, enquanto indústria da construção, e garantir que o cuidado com saúde e segurança seja superior ao que se tinha antes, investindo fortemente no ativo mais valioso que é o trabalhador”, reforçou.

A primeira empresa a apresentar seu case de sucesso foi Belgo Bekaert. De acordo com Clarisse Drummond, gerente geral de Gente, Cultura e Engajamento, uma série de ações de apoio à sociedade para reforçar o enfrentamento à pandemia do coronavírus foram adotadas. Entre elas, destaca-se o investimento na confecção máscaras para serem distribuídas entre os 4,5 mil colaboradores da empresa. Na primeira fase do projeto ‘Máscaras do Bem’ já foram entregues 35 mil unidades.

A responsabilidade social é um dos pilares da Belgo, que está atenta às necessidades da população. Clarisse destacou o sucesso da iniciativa, que em apenas 24 horas de divulgação recebeu 850 inscrições. “Ficamos impactados com a procura. A campanha foi um sucesso absoluto de engajamento”, detalhou. A Belgo Bekaert e a ArcelorMittal – siderúrgica que é acionista majoritária da fabricante de arames – conquistaram um resultado inédito com o projeto “Máscaras do Bem’, alcançado uma capacidade de produção de mais de 2 milhões de máscaras. “A princípio, 35 pequenos parceiros foram selecionados e produziram as máscaras. Mas nos solidarizamos com outros produtores e escolhemos mais 350 inscritos, onde provemos os insumos para que pudessem fazer o material, o que fez a capacidade de confecção chegar a 105 mil unidades”, ressaltou.

Ana Claudia Gomes garantiu que o projeto da Belgo Bekaert está inspirando outras empresas. “Com a CBIC dando vitrine a essas ações, vamos transformar o momento em uma pandemia do bem”.

Outro bom exemplo de boas práticas vem da ONG Engenheiros Sem Fronteiras (ESF). A entidade sem fins lucrativos, que está completando 10 anos de atividade no Brasil, age por meio do envolvimento comunitário e da cooperação. Hoje, são 2 mil voluntários ativos no país, executando e planejando projetos em áreas ambientais e sociais. Mas Fernanda Macedo, coordenadora do núcleo de Niterói (RJ), lembrou que em função da pandemia tiveram que reinventar as ações propostas. “Tínhamos vários projetos em andamento e ressignificamos outros, inovando para fazer tudo remotamente, mas sem deixar de ajudar os necessitados”.

De acordo com Fernanda, o fundo ‘Engenheiro Sem Fronteira Covid-19’ foi desenvolvido para arrecadar dinheiro para distribuir cestas básicas e materiais de higiene nas comunidades. O núcleo Niterói do ESF também criou uma campanha de arrecadação de dinheiro, feita em parceria com a ONG Casa Reviver, que trabalha diretamente com os moradores do Morro do Estado. “Com essa iniciativa conseguimos levantar mais de R$ 8.000 e assim ajudar 150 famílias do morro do Estado, que estavam precisando muito de ajuda”, destacou Fernanda.

A apresentação do Grupo FV, de Mato Grosso, trouxe uma iniciativa inovadora, que foi a realização de uma Live Solidária. À frente da ideia está Edgar Veggi, proprietário da empresa e associado ao projeto “Jovens líderes’ da CBIC – que visa a formação de futuras lideranças para o setor. “Queríamos fazer algo para ajudar no momento delicado que vivemos. O objetivo era fazer com que a live tivesse o maior alcance possível, pois nossa empresa sempre teve essa preocupação com responsabilidade social, ajudando, por exemplo, as comunidades próximas de onde as obras são realizadas”, reforçou.

Por meio do braço  de responsabilidade social do grupo, o FV Social, a live angariou fundos pro Hospital de Câncer de Mato Grosso, para comunidades carentes e também para ajudar os cantores e produtores que estão sem trabalho no momento. “Foram 500 litros de álcool em gel, 150 máscaras de proteção e R$ 7405 arrecadados, além de outras doações de vários parceiros para o hospital. Conseguimos também quase 10 toneladas de alimento, destinadas a comunidades carentes”, pontuou.

Já a Plange pontuou as medidas de segurança adotadas em suas obras. O gerente de engenharia de Campo Grande (MS), Marcelo Kenchikoski, explicou que a partir da cartilha da CBIC lançada em março, começaram o planejamento e criaram comitês de gestão de crise. “Tivemos esse foco em criar medidas de segurança, e com base na cartilha fizemos a gestão e melhoria nas obras. Em Campo Grande, a preocupação com colaboradores foi feita de forma preventiva, quando havia apenas 9 casos no estado. Distribuímos cerca de 6 mil máscaras antes desse item ser obrigatório na cidade e nossas ações continuam sendo revisitadas dia a dia”, informou.

Para o gerente, os exemplos de boas práticas são uma troca que deve ser constante entre todo setor. “Replicamos o que vemos de positivo nas outras empresas, e queremos servir de exemplo de boas práticas com nossas iniciativas também, mantendo assim a cadeia produtiva operante”. Kenchikoski destacou uma série de medidas preventivas adotadas nos canteiros de obra. “Aderimos ao distanciamento nas entradas das obras, aferição de temperatura, higienização de acesso, lavatórios, pontos de higienização, higienização de ferramentas e refeitórios com redução de capacidade em 25%”.

Outro destaque da Plaenge, de acordo com Kenchikoski, foi a criação de um canal direto com colaboradores, desde a diretoria até o chão da fábrica. “O DSS – Diálogo semanal de segurança, tem como objetivo transmitir a informação correta e evitar fakenews. Nós também realizamos ações de monitoramento com prevenção semanal, e a partir das informações coletadas podemos fazer uma melhor rastreabilidade da doença”, explicou Kenchikoski, exaltando que o resultado das medidas de segurança adotas superou as expectativas. “Nas nossas obras em Campo Grande tivemos 9 casos suspeitos e nenhum confirmado”, comemorou.

Denise Noleto, gerente executiva do (Seconci Brasil), apresentou um parâmetro geral da atuação dos Seconcis em todo o país. “O foco da nossa entidade é atender o trabalhador da construção de forma gratuita. Nosso principal objetivo é promover a melhoria da qualidade de vida e saúde do trabalhador e ser um apoio para as empresas. Aquelas que estão vinculadas tem alguém para ajudar nas diversas circunstâncias”, reforçou.

Desde que foi criado o primeiro Seconci em São Paulo, em 1964, o objetivo é ser um braço social para as empresas e ajudar o trabalhador. Denise explicou que para prevenir que a Covid-19 se espalhasse nos canteiros, os Seconcis realizaram medidas como protocolos de cuidados e vídeos orientativos, visitas orientativa, enfermeiros nos canteiros acompanhando os trabalhadores, tele atendimento para orientações sobre a covid, testes rápidos, ensino à distância e treinamentos online. “O trabalho de testes gera um bom monitoramento para acompanhar os casos no setor. O que podemos tirar de lição da pandemia é que evoluímos na questão da aplicação desses recursos de segurança e saúde do trabalhador, e vamos seguir evoluindo nesse sentido”, concluiu.

Essa matéria integra o Mapeamento de Boas Práticas em Responsabilidade Social no setor da construção durante a pandemia do coronavírus dentro do ‘Projeto Responsabilidade Social e a Valorização do Trabalhador’, realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em correalização com Serviço Social a Indústria (Sesi Nacional).

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