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07/04/2022

Quintas da CBIC discute os impactos do modelo regulatório do Inmetro no setor da construção

O Quintas da CBIC desta semana (7), abordou os impactos do modelo regulatório do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no setor da construção civil. Participaram do debate o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins, o presidente da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (COMAT/CBIC), Dionyzio Klavdianos,  o assessor da presidência do Inmetro, Marcos Aurélio Lima de Oliveira, e o presidente do Inovacon, Jorge Dantas.

O lançamento do projeto, ocorrido em fevereiro, com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, prevê abrir espaço para uma maior participação e empoderamento do regulado. De acordo com o assessor da presidência do Inmetro, Marcos Aurélio Lima de Oliveira, eles querem ser reconhecidos pelo setor produtivo e mercado como “uma caixa de ferramentas para a superação dos desafios da sociedade 4.0”.

Desta forma, o consumidor pode entrar em uma loja, com seu celular, e conseguir escanear um QR Code para saber informações sobre o produto que está comprando. “Nós queremos que o consumidor consiga verificar se o produto está minimamente controlado para estar no mercado e, caso não esteja, essa informação vai para a base de dados, em uma plataforma que ainda está em desenvolvimento e acione a área de fiscalização”, explicou Marcos Aurélio.

Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, o tema é importante e deve ser um facilitador para quem vivencia o dia a dia na construção e, desfavoreça quem entrega obra com produto inferior, que não está dentro de um processo devidamente controlado e regulado. “Nós entendemos que o modelo regulatório não deve ser um entrave, ele tem que ser inteligente, tem que atender um objetivo. Tem que ser problema para quem faz errado, mas para quem faz certo ele tem que ter facilidade. E é isso que nós temos que encontrar, modos e ferramentas que inibam esse tipo de prática”, afirmou.

De acordo com o presidente da COMAT/CBIC, Dionyzio Klavdianos, essa modernização regulatória é muito bem-vinda e se faz necessária, principalmente para o setor da construção, que representa hoje 4% do Produto Interno Bruto (PIB). “Esse movimento é interessante para o país, e é importante que a gente participe. É preciso entender nossas adversidades, para que a gente consiga aproveitar e fazer desse movimento realmente algo positivo do nosso setor”, concluiu.

A busca por uma concorrência justa e a regulamentação foram defendidas pelo presidente do Inovacon, Jorge Dantas. Segundo ele, existe uma série de procedimentos que devem ser respeitados e não apenas por burocracia. “Existe uma necessidade para que as coisas funcionem de uma maneira correta, em um mercado justo. A gente percebe que algumas situações acabam atrapalhando e dificultando um pouco o desenvolvimento do setor; Então, a gente quer realmente poder ajudar e atuar nesses entraves, nessas situações. Com resultados, base técnica e científica, teremos cada vez mais produtos, processos e serviços mais confiáveis e menos irregulares”, concluiu.

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