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17/02/2020

Fórum em SP discutirá se programa de integridade é sinônimo de crédito

O engenheiro civil e economista João Gualberto Rocha, proprietário da QG Engenharia e Planejamento, é especialista em análise de viabilidade econômico-financeira, e será moderador de um dos painéis do Fórum ‘Integridade, Sustentabilidade e Governança – Qual sua influência na financiabilidade de projetos de infraestrutura’, no dia 18 de fevereiro, das 14 às 17 horas, no auditório Milenium, em São Paulo. Promovido pela Comissão de Infraestrutura (Coinfra), da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o evento está com inscrições abertas, gratuitas e obrigatórias, pelo link http://cbic.org.br/foruminfraestrutura/. Garanta já a sua!

Rocha vai moderar o painel ‘Como os financiadores e mercado de capitais avaliam organizações com integridade e projetos estruturados com sustentabilidade e por que elas podem ser mais competitivas na obtenção de financiamentos e investimentos’, que tem entre os convidados, Daniel Green, diretor do Santander, André Dabus, diretor de infraestura da Marsh Brasil e Renato Sucupira, presidente da BF Capital.

O objetivo do evento é reunir os diversos atores que atuam na implementação de projetos de Concessões e Parcerias Público Privadas (PPPs), para debater a importância do desenvolvimento de estratégias que agreguem valor a planos de infraestrutura, e de que forma o empresário pode influenciar na viabilidade desses projetos. O Fórum integra o projeto ‘Melhoria da Competitividade e Ampliação de Mercado na Infraestrutura’, realizado pela CBIC com correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

A Agência CBIC conversou com João Gualberto Rocha, que adiantou alguns aspectos relevantes que serão abordados na ocasião.

Confira:

CBIC: Para financiadores ou parceiros investidores em projetos de Infraestrutura, qual o peso e o reflexo nas operações da existência de um programa de Integridade nas organizações envolvidas, bem como de sustentabilidade nos projetos?

João Gualberto: A experiência recente vivenciada por algumas empresas titulares de contratos de concessão, em diferentes segmentos de obras e serviços de infraestrutura, que enfrentaram problemas associados a questões de ética, integridade e de envolvimento com temas como corrupção, acabaram por reforçar, junto aos agentes financiadores e investidores em geral, a percepção quanto ao risco representado pela falta de um programa interno voltado à integridade nas organizações. Sem dúvida que nas políticas decisórias dos agentes financiadores, o proponente ao crédito, ao dispor de programas de integridade, provoca uma análise positiva quanto à minimização de riscos nesta linha, risco que, conforme mencionei, hoje é percebido como elevado para o segmento de infraestrutura. Quanto à sustentabilidade, este é tema presente e relevante nas políticas operacionais de crédito, nas agências financiadoras, sempre pontuando de forma positiva empresas com programas e ações voltadas à sustentabilidade.

CBIC: A governança nas organizações é fator considerado na avaliação do financiamento ou do investimento?

JG: Sim. Como regra geral, quem concede crédito, ou aloca recursos para um projeto de investimento, determina a aprovação e os limites de crédito em função do risco imputável ao tomador do recurso e ao projeto a ser financiado. Empresas com boas práticas de governança, por certo, têm melhores chances de acolhimento de um pleito de recursos, já que boas práticas implicam em menor risco geral a médio e longo prazos.

CBIC: Quais são os tipos de empresas, na ótica dos financiadores e investidores?

JG: Eu diria que hoje há três tipos de empresas, sob essa ótica. Primeiro, há aquelas que tiveram, em sua história, casos de insucesso em função de falta de práticas éticas na organização, ou por desenvolverem projetos não sustentáveis ou mesmo que colheram insucesso por conta de má governança – estas, por certo, encontrarão barreiras restritivas junto aos financiadores. Só após claramente alterarem suas políticas e práticas internas poderão tornar a pleitear recursos junto a terceiros. O segundo grupamento é de empresas que, mesmo sem qualquer mácula na sua trajetória, ainda não adotam, regular e formalmente, programas nas áreas precitadas. Estas poderão até ser exitosas na captação de recursos de terceiros, mas, certamente, serão submetidas a diversas obrigações para adoção de políticas e práticas de integridade, sustentabilidade e governança como condição prévia de acesso aos recursos pretendidos. Por fim, empresas que se anteciparam às demandas de eventuais terceiros, mas, por si mesmas, decidiram incorporar em sua cultura, em seu regramento interno, as boas práticas, nestes estratégicos segmentos de gestão, irão, sempre, ser acolhidas com muita proatividade junto a financiadores e investidores, já que representam clara minimização de riscos nestes aspectos.

Veja a programação completa:

 

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